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"É a primeira vez na história da democracia portuguesa que um ex-primeiro ministro é preso."

por Rosário Coimbra, em 22.11.14

Boas práticas, a seguir em futuros ex primeiros. E vice primeiros.

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Apontamento de reportagem (em directo do Mesolítico)

por Rosário Coimbra, em 22.11.14

Não seria justo deixar de referir e louvar as comemorações espontâneas que nesta madrugada brotaram da çuciedade çebil. Nas redes sociais e nos blogues centenas de milhares de convivas trocaram abraços fraternos e comovidos, soltando ganidos extáticos pela boa nova; por comoção extrema, há casos de choques anafiláticos, crises de asma e senhoras com episódios de falta de ar; uma bela jovem, confessa admiradora da vida e obra de Poiares Maduro, jurou que não passaria de domingo sem beijar pelo menos dois polícias; e um empresário de Paços de Ferreira prometeu um banquete de arromba à população se, como referiu, "isto desta vez der em alguma coisa de jeito". Na capital, Pedro Santana Lopes interrompeu os trabalhos da pré-campanha presidencial para, da janela da Santa Casa e de flûte na mão, brindar com os populares e comentar, sorrindo: "ena, que isto é como um rebeilhão antecipado".

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Um pedacinho da "praxis" da reforma judiciária no Porto

por Rosário Coimbra, em 19.09.14

Os juízos cíveis que, durante décadas, estiveram instalados no Palácio da Justiça e que há uns anos atrás foram instalados na Rua de Gonçalo Cristóvão regressaram outra vez ao Palácio da Justiça, onde agora passam a caber, todos muito juntinhos, o tribunal da relação, as varas cíveis, os juízos cíveis, o tribunal de trabalho e o tribunal de pequena instância cível (também agora ali recolocado). Se se apertarem um bocadinho, ainda cabe lá dentro um assador de castanhas, um balcão de quiromancia e a filial nortenha da fundação Champalimaud.

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Party coaching

por Rosário Coimbra, em 15.04.14

Aliança Portugal: num twit cabe todo o programa eleitoral.

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Deslocalizemos o parque mayer

por Rosário Coimbra, em 20.02.14

Eu teria preferido exportar o Filipe La Féria; é bastante mais tóxico do que o Tordo, até porque, contrariamente ao segundo, ainda continua a obter "apoios financeiros à cultura". Isto numa lógica de emergência nacional.

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ONDE ESTAVAS DURANTE O JOGO PORTUGAL - COREIA DO NORTE?

por Rosário Coimbra, em 09.01.14

Investigações mais recentes comprovam não apenas que efectivamente José Sócrates se baldou à escola nesse dia como também que Aníbal Cavaco Silva estava, no momento do quarto golo do Eusébio, escondido debaixo da cama depois da mãe descobrir que ele tinha enfardado todas as queijadinhas que fez para o lanche.

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O tempora o mores!

por Rosário Coimbra, em 26.11.13

Faz sentido que se estime Ramalho Eanes pelo seu papel no "regresso à normalidade democrática" durante o PREC. Mais do que isso, isto é, homenageá-lo pela sua "obra" enquanto presidente da república é excessivo e sintomático do estado de absoluta desolação com que hoje se encaram os políticos "notáveis" ainda no activo. Percebemos que o nosso grau de exigência ética atingiu os mínimos quando já basta ser honesto e probo para se ser herói da nação.

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Orgulhosamente humoristas

por Rosário Coimbra, em 10.09.13
Há muito tempo que estranho que nenhum cineasta português (ou não) tenha usado o nosso riquíssimo património em matéria de tiques, preconceitos, idiossincrasias e tipicidades nacionais, como Fellini e Ettore Scola fizeram sobre os italianos e Almodovar sobre os espanhóis. Suponho que estas singularidades lusitanas tendem a ser ofuscadas pelos clichés maniqueístas habituais que delineiam a “alma dos portugueses” (fado, nostalgia, saudade) estritamente para uso mediático. Mas, como nós sabemos (nós, os portugueses), somos muito menos essa alma romântica e nostálgica do fado do que os portugueses de vidas certinhas e espartanas (segundo a estética “Leitão de Barros”) e empenhados em agradar o “cliente” mas, apesar disso, militantemente bandalheiros. É deste tipo de portugueses – reais - que a Gaiola Dourada se faz. 

Não se trata, como afirma o “emérito” MEC no Público, de uma “merda má”. E também não é uma “boa merda”, como também disse. Não sei se a bitola de MEC passa pela qualidade da história em capítulos da sua vida pessoal publicada em jornal de grande tiragem, para conforto do seu umbigo; se o for, estamos conversados. A Gaiola Dourada não é um grande filme, mas é um filme limpinho e honesto (ia dizer despretensioso – que o é – mas retiro: esse é um adjectivo a que se recorre com frequência para qualificar e redimir, aí sim, a “merda má”) e surpreendentemente arruaceiro, que explora com notável mestria os equívocos linguísticos, as boçalidades lusas e as presunções francesas. E vice-versa, como o demonstra a cena do jantar (na foto). A história da herança é fraquinha, mas é certo que sem uma herança (isto é, sem regresso à pátria) não havia pretextos ou rupturas.

Aquela nossa muito particular mania das piadolas (dos piropos?), não é o filme que a inventa, ou sequer que a engrandece; mas a Gaiola Dourada tem o importante mérito de nos abrir os olhos para esta incontornável verdade: o humor português também é um dos melhores do mundo.

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25 de Abril de 1591: os marroquinos tomam a cidade de Timbuktu, Mali

por Rosário Coimbra, em 24.04.13

Trinta e nove anos depois da revolução, o país pode orgulhar-se de si mesmo: além do apreciável ritmo de crescimento da economia, dispomos de um tecido empresarial coeso, sólido e empreendedor, níveis de desemprego irrisórios e protecção social aos desfavorecidos. É certo que, para alcançar estes e outros nobres desígnios, foi necessário aumentar os impostos, sobrecarregando a classe média e todos aqueles que não têm como escapar aos tributos; mas essas são as habituais críticas das vozes pró-liberais a que este governo, felizmente, não quis dar ouvidos - antes persistindo, com notável intransigência, no cumprimento do seu programa de modernização do país e do estado através do aumento da receita fiscal. Paralelamente, os direitos sociais e políticos expandiram-se, as instituições do estado são leves e eficientes, os poderes públicos respeitam exemplarmente a constituição e o estado de direito. A coroar este bem-sucedido empreendimento, o país mantém intacta a sua soberania e a sua independência; graças à determinação do governo português nas várias renegociações do plano de ajustamento que até agora já exigiu, Portugal hoje decide sozinho o seu destino e pode, sem qualquer pudor, afirmar que não é a Grécia.

 

É tão bom comemorar as “conquistas de Abril”.

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"Though this be madness, yet there is method in't." *

por Rosário Coimbra, em 25.03.13

Nova fase do descalabro: o capital confisca capital. O capitalismo europeu do séc. XXI é agora autofágico e caminha rumo à planificação neo-estalinista.

 

 

*Hamlet, W. Shakespeare

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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