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Obrigado pelo esforço Álvaro

por Hilario Caixeiro da Cunha, em 24.07.13

Antes de entrar no Governo Álvaro Santos Pereira (a seu pedido Álvaro) tinha desenvolvido a sua carreira profissional praticamente toda no exterior, entre o Reino Unido e Canadá. Tudo bem longe de Portugal, com excepção das colunas que escreveu em vários jornais portugueses e de um par de livros editados sobre como reformar Portugal.

 

A sua entrada no Governo foi uma lufada de ar fresco, rapidamente criticada pelos interesses instalados com os quais não tinha qualquer tipo de  ligações. Tudo e todos se surpreenderam pelo facto do Ministro querer ser tratado pelo seu próprio nome a secas “Álvaro” e não com as mordomias habituais.

 

No momento da tomada de posse era o “Super-Ministro” que absorvia vários ministérios dinossáurios.

 

Álvaro tinha uma visão muito estruturada do que Portugal deveria ser no futuro. Tinha uma estratégia ( tal como se pode ler nos seus livros editados antes de ser nomeado Ministro).

 

Muito rapidamente Álvaro e o seu espírito reformista foram progressivamente “comidos” por um lado e pelo outro. Parte das suas competências foram sendo chamadas a outros decisores: a revisão das fundações, os fundos comunitários, a economia para questões externas, as privatizações…

 

Retiraram pólvora a Álvaro, mas ele ficou. Continuou a lutar pelas suas ideias. Durante meses Álvaro foi o único Ministro a quem ouvi / de quem li palavras sobre uma visão a longo prazo para Portugal.

 

Vítor Gaspar era o tesoureiro, geria para pagar as dívidas a curto prazo. Álvaro tinha a visão de longo prazo, da necessidade de criar postos de trabalho e renovar e dinamizar o tecido económico, um verdadeiro Ministro de Economia.

 

Creio que a suas maiores obras foram o acordo de concertação laboral e a nova “lei das falências”  cujos resultados beneficiarão Portugal a médio e longo prazo.

 

Álvaro não foi um corta-fitas e com a remodelação os interesses instalados eliminam um Ministro totalmente independente que pensa pela sua própria cabeça.

 

Portugal perde, mas Álvaro poderá seguir a sua vida e carreira profissional no exterior sem ter de fazer reverências aos interesses instalados ou sofrer retaliações pela sua independência.

 

Quando for velho Álvaro poderá dizer: "Eu tentei".

 

Ainda que não tenha conseguido alcançar os objectivos a que se propunha tenho que dizer: OBRIGADO PELO ESFORÇO ÁLVARO

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Obrigado pelo esforço Vítor Gaspar

por Hilario Caixeiro da Cunha, em 04.07.13

Antes de entrar no Governo Vítor Gaspar era "um ilustre desconhecido" para a generalidade da população portuguesa (eu incluído).

 

Segundo rezam as crónicas, graças ao seu esforço e dedicação teve um percurso académico brilhante e desenvolveu um percurso profissional de muito respeito em Portugal e na Europa.

 

Desfrutando de uma condição de vida claramente acima da média da generalidade da população portuguesa, friso novamente graças ao seu esforço e dedicação, e estando o país sujeito a um resgate financeiro, Vítor Gaspar aceitou trocar o conforto da sua vida "anónima", pelo cargo político mais odiado pelos portugueses e que à partida todos já sabíamos que teria de implementar as medidas mais impopulares impostas pela Troika: subidas de impostos e forçar os ministérios às reformas que andávamos a adiar à mais de uma década.

 

Vítor Gaspar assumiu o desafio e enquanto esteve no Governo creio que tentou implementar o melhor que conseguiu o acordo que o Sr. Sócrates e o PS negociaram com a Troika, restabelecendo gradualmente a credibilidade internacional do país.

 

O contexto que enfrentou foi complicado: Europa em recessão, um Governo de coligação e um PS que se esqueceu do que assinou. Não conseguiu implementar a estratégia que considerou adequada (TSU e outras reformas várias...).

 

O défice seguiu alto, o desemprego subiu para máximos históricos, mas as taxas de juro entraram em rota de convergência. Não era o resultado desejado, mas pelo menos a credibilidade do país estava no bom caminho.

 

Desgastado pela falta de condições adequadas para executar o acordo da Troika, Vítor Gaspar foi-se cansando. Na falta de uma solução mágica que resolvera tudo do dia para a noite, os seus concidadãos cansaram-se e elegeram-no no alvo das frustrações.

 

Segundo as notícias, uma "cambada de valentes" insultou, enxovalhou e cuspiu encima de Vítor Gaspar e da sua esposa quando estavam no supermercado! Aparentemente esta "cambada de valentes" foi a gota de água que fez Vítor Gaspar impor um ponto final no desafio.

 

Vítor Gaspar não era um político de carreira!

 

Vítor Gaspar é um cidadão extremamente qualificado e com experiência profissional que não necessita de nenhum "tacho" político.

 

Vítor Gaspar provavelmente retomará a sua vida acima da média longe dos holofotes.

 

Os detractores de Vítor Gaspar estão contentes. Não obstante esquecem-se que quem emprestou dinheiro ao país vai continuar a exigir o que Vítor Gaspar estava a fazer.

 

Vítor Gaspar não era o ideólogo. Vítor Gaspar era o "mensageiro".

 

Por muito que custe, há que reconhecer que Portugal perdeu um Ministro das Finanças cujas capacidades profissionais estão bem acima da mediocridade da classe política.

 

Quando for velho Vítor Gaspar poderá dizer: "Eu tentei".

 

Ainda que não concorde de muitas das escolhas políticas de Vítor Gaspar, mas sabendo que Vítor Gaspar não era um político de carreira, que abdicou de uma vida anónima tranquila por um desafio difícil e que ele e a sua esposa acabaram por ser maltratados pelo seu esforço de dar a todos os portugueses um futuro melhor tenho que dizer: OBRIGADO PELO ESFORÇO VÍTOR GASPAR

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Os cordeiros viraram lobos

por Hilario Caixeiro da Cunha, em 23.10.12

Esta notícia surpreende-me, por dois motivos: a anexação formal propriamente dita e o regime de apartheid!

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Música da Semana

por Hilario Caixeiro da Cunha, em 09.09.12

Dedicada a quem nada sabe...

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A "qualidade" dos jornalistas portugueses e o anúncio de PPC

por Hilario Caixeiro da Cunha, em 09.09.12

No discurso/comunicado de sexta-feira Pedro Passos Coelho (PPC) anunciou uma alteração no regime da Segurança Social, em que reduz em 5,75% as contribuições da entidade patronal e sobe em 7% as contribuições dos trabalhadores.

 

Rápidamente o Jornal de Negócios e a RR analisaram o impacto da medida no rendimento líquido dos trabalhadores por conta de outrem e o Público propagou a sua análise.

 

Sinceramente acho que é um dever de um jornalista efectuar este tipo de peça jornalistica, não obstante este tipo de trabalho deve ser bem feito.

 

Assim, em vez de simplesmente deduzirem 7% do rendimento bruto ao rendimento líquido, os jornalistas deveriam ter consultado o nº 1 e nº2 artigo 25º do Código do IRS e saberiam que o impacto no rendimento líquido será 7%*(1-taxa marginal). Fazendo correctamente as contas o impacto no rendimento disponível será diferente ao que apresentaram.

 

Pergunto-me a mim mesmo se estes jornalistas não deduzem as suas contribuições para a Segurança Social nas suas declarações de IRS...

Este é o nível de jornalismo económico que existe em Portugal!

 

Adicionalmente, não li nenhuma peça jornalística que mencione que como resultado de esta medida o Estado vai cobrar menos IRS (devido à dedutibilidade dos descontos para a Segurança Social) e potencialmente irá cobrar mais IRC às empresas (caso estas não desçam os seus preços) e sobre qual é o impacto total de estas medidas...

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A "anedota" do Verão II

por Hilario Caixeiro da Cunha, em 29.08.12

Afinal os cidadãos Portugueses não residentes em Portugal aparentemente continuam muito interessados na vida política Portuguesa...

 

"Faixa com “Vai estudar ó Relvas” recebe ministro em Timor-Leste "

 

Até quando a "anedota" vai continuar?

 

Agora questiono-me se é algo sui generis ou algo orquestrado e não assumido...

 

Na literatura e no cinema as sequelas geralmente perdem para a parte I.

 

Veremos como terminará a "anedota" do Verão.

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A "anedota" do Verão

por Hilario Caixeiro da Cunha, em 28.08.12
De férias em Portugal, contaram-me a "anedota" da Volta à França:

 


 

Creio que o nosso blog não estaria completo sem um link a esta "anedota".

Concorde-se ou não esta "anedota" permite-nos saber que os cidadãos não residentes não estão totalmente alheios à realidade política portuguesa.

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Novo tratado Europeu...

por Hilario Caixeiro da Cunha, em 28.08.12

Segundo esta notícia Merkel defende um novo tratado para reforçar UE.

 

Sem dúvida que os tratados actuais estão "defeituosos" porque não previram uma conjuntura disruptiva do Euro e é necessário actualizar/rever os tratados actuais.

 

Recordo-me que no primeiro lustro de este século, quando a Alemanha ia ser alvo de um aviso por défice excessivo pela Comissão Europeia, as regras do PEC foram alteradas muito rapidamente, porque efectivamente as regras não estavam bem feitas e não deviam ser tão estritas e tão matematicamente imperativas.

 

Actualmente, na zona Euro estamos numa situação muito semelhante:

   1) Necessitamos de um supervisor bancário único que trate todos os bancos da zona Euro de igual modo;

   2) Necessitamos de um credor de último recurso para os Países da zona Euro, como todos os países de moeda própria têm (se bem com regras diferentes);

   3) Necessitamos de criar regras que permitam que aos Países da Zona Euro entrarem em bancarrota, tal como os acontece nos EUA.

 

Os problemas da actual crise estão diagnosticados à algum tempo...

 

Não obstante, a Sra Merkel esperou que alguns países estivessem "encostados" à parede para avançar com a revisão...

 

Creio que no "espírito" Europeu original todos negociavam em pé de igualdade, algo que os políticos do centro e norte de Europa não estão a aplicar nas suas diferentes declarações...

 

Algo me leva a crer que será a revisão mais germanófila de sempre, o que não implica necessariamente que não venha a ser o melhor tratado de sempre...

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A33

por Hilario Caixeiro da Cunha, em 25.08.12

Independentemente da necessidade ou não da construção da A33, aflige-me que o dinheiro gasto e não investido tenha sido ainda por cima mal gasto.

 

Em teoria a A33 deveria de servir de variante à A2, e proporcionar aos seus utilizadores em troca de uns euros uma poupança de 12 minutos quando se parte da Chaneca da Caparica em direcção a Coina.

 

Deste modo, quem cometer o despilfarro de entrar na A33 pela a via rápida da Costa da Caparica (IC20) poderá ler nas tabuletas “A2 – Sul” e porventura terá a inocente ideia que a A33 esteja conectada com a A2 e que irá poupar 12 minutos na sua viagem.

 

Não obstante o utilizador que entre na A33 a caminho da A2 dar-se-á conta do seguinte:

 

1 – No sentido Charneca da Caparica – Coina, a saída para a A2 está apenas sinalizada imediatamente depois da própria saída, o que naturalmente empurra os utilizadores novatos a falhar a saída… e percorrer uns quilómetros adicionais…

Para colmo, no final do troço construído e em operação que chega a passar por cima da A2, as tabuletas provisórias que indicam A2-Sul só estão na primeira rotunda, deixando o utilizar à sua capacidade de orientação durante uns quilómetros…

 

2 – O utilizador que não falhe a saída para a A2 dar-se-á conta que a A33 não tem um acesso directo à A2!! Pois terá de percorrer umas centenas de metros numa estrada nacional que tem problemas de congestionamento a determinadas horas do dia e da semana.

Como será possível que se construa uma nova auto-estrada (A33) que é uma variante a uma já existente (A2) e não se conectem directamente uma com a outra??? Depois de gastar tantos euros, quanto tempo poupará quem desejar continuar viagem pela a A2?

 

Adicionalmente:

 

A) Quem percorrer a A2 em direcção a Almada, não verá nenhuma tabuleta a indicar A33 [creio que não será necessário desviar tráfego da A2 para a A33… (i) a A2 não costuma estar congestionada junto a Almada, (ii) nem será necessário que a A33 tenha tráfego que pague portagens… pois provavelmente o Estado indemnizará a concessionária caso o tráfego seja inferior ao previsto]

 

B) Quem planificar a sua viagem nas principais páginas de internet de planeamento de viagens por estrada não encontrará a possibilidade de circular na A33… [se calhar alguém deve pensar que os mapas se actualizam automaticamente via satélite...]

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Mobiliário urbano em Bruxelas...

por Hilario Caixeiro da Cunha, em 27.05.12

Bruxelas, a capital da União Europeia, tem muitos elemento de arame farpado anti-distúrbios "armazenados" nas suas ruas, ocupando parcialmente e totalmente passeios e até passadeiras, mesmo em dias em que não há manifestações.

Como será que os invisuais circulam pelas ruas sozinhos?

 

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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