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A banalização da greve...

por Filipe Santos, em 18.11.13

A prova de que, muitas vezes, os sindicatos do nosso país não são razoáveis é a notícia do Público de que os trabalhadores transportes estiveram em greve quase 500 dias desde que o Governo foi empossado. Por muitas razões de queixa que possam ter das medidas do Governo, não  há justificação possivel para o recurso sistemático a este instrumento da luta laboral.

Mais do que proteger os trabalhadores, a banalização do recurso à greve apenas a desvalorizou. 

 

http://www.publico.pt/economia/noticia/houve-quase-500-dias-com-greves-nos-transportes-desde-que-o-governo-tomou-posse-1612991

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O papel do Tribunal Constitucional

por Filipe Santos, em 26.03.13

Não conheço a Constituição cipriota mas tenho por certo que esta protege o direito à propriedade privada. O "corte" de 30% ou 40% nos depósitos superiores a €100.000 fará perigar aquele direito constitucional. Não obstante, não restará solução para o Chipre caso o país pretenda permanecer no Euro. Não advogo a solução, mas inquieto-me sobre a decisão do Tribunal Constitucional que se aproxima. Que papel restará aos Tribunais Constitucionais em tempos tão conturbados?

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O duvidoso dom da ubiquidade dos que se manifestaram

por Filipe Santos, em 05.03.13

 

Quem esteve na manifestação pode parar de invocar o facto para ganhar autoridade moral. Ninguém no meio de uma manif com aquelas dimensões teve condições para se aperceber da real dimensão da mesma.

 

Quando quem esteve na manifesrtaçã invoca que o Terreiro do Paço estava quase cheio e que, ao mesmo tempo, ainda havia ainda muita gente no Marquês e a descer a Avenida da Liberdade, será que nos quer convencer que presenciou isso?

 

Rico dom da ubiquidade.

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Reflexões sobre o caso "Baptista da Silva"

por Filipe Santos, em 27.12.12

 

"Baptista da Silva", o caso mais mediático do momento conheceu hoje um novo episódio em resultado de um comunicado do próprio no qual é dito que Artur Baptista da Silva é "colaborador voluntário" e pretende mesmo "instalar um Observatório Independente".

 

Do muito que se tem escrito sobre este caso, o comentário mais acertado parece-me ser o daqueles que põem a tónica na falta de rigor e escurtínio da palavra das "elites". Como bem sumariou o João Távora "É curioso como o burlão, promovido por um jornalista de nomeada de um semanário de referência nacional não tenha sido denunciado pelas “convenientes” intrujices que proferiu em vários palcos, mas antes pela descoberta do seu falso curriculum. Como sempre em Portugal o que conta é o estatuto."

 

Foi efectivamente grave que se desse palco a Artur Baptista da Silva, apresentando-o como uma "estrela internacional". Mas de pouco serve que os jornalistas passem a ter mais cuidado com a verificação dos CV se continuarem a amplificar o conteúdo da palavra proferida por "doutores encartados", ditos "especialistas" que, em rigor, muitas vezes se limitam a debitar generalidades ou a proferir comentários com base em números errados, sem a menor preocupação de rigor.

 

Naturalmente, a rapidez do mundo dos media dificulta, em muito, a tarefa dos jornalistas, que têm das tarefas mais exigentes que conheço. Por isso, saber como compatibilizar adequadamente preocupações de rigor com as necessidades ditadas pela atualidade informativa é, essa fim, a reflexão que, neste tempo, os jornalistas devem procurar fazer.

 

 

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CDS deve "clarificar, quantificar e especificar"

por Filipe Santos, em 18.12.12

Na entrevista ao Público Filipe Anacoreta Correia alerta para o facto do CDS “poucas vezes clarificar, quantificar e especificar” as divergências com o PSD.

 

Não podia concordar mais. O CDS insiste que a alternativa é cortar na despesa mas, em boa verdade, não apresenta propostas significativas e quantificadas.

 

Cortar nas subvenções eleitorais, nos carros e nas reformas dos políticos são boas propostas, embora mais simbólicas (e, diga-se, eleitoralistas) do que estruturais e significativas.

 

Exige-se mais de um Partido que integra o Governo e que se quer apresentar como "partido do contribuinte".

 

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O Presépio e a polémica em torno do novo livro do Papa

por Filipe Santos, em 17.12.12

 

Leio Joseph Ratzinger antes mesmo deste ser Papa. É um autor de leitura algo difícil, pela densidade e profundidade dos seus textos quando lidos por leigos. Ratzinger não simplifica artificialmente o que é complexo, sendo antes extremamente minucioso e meticuloso.

 

Recentemente o, agora, Papa publicou mais um livro, desta feita sobre a Infância de Jesus. Como todos perceberam, mal a obra deu à estampa e viu a luz do dia, surgiram notícias dando conta de que, afinal, segundo o Papa, a vaca e o burro não existiram no momento do nascimento de Jesus. Vai daí, concluia-se na imprensa escrita, aquelas animais deveriam ser retirados do presépio.

 

Porém, o rigor e a leitura atenta do novo livro de Joseph Ratzinger desmentem os títulos publicados, como aprendi numa recente homilia. Afinal de contas, o Papa conclui exatamente ao contrário: "Nenhuma representação do presépio prescindirá do boi e do jumento» – Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré: a infância de Jesus, Cascais, Principia, p.62 - como já pude comprovar na edição que adquiri.

 

E para o fundamentar o Papa prossegue um raciocínio bem estruturado: nenhum dos Evangelhos refere o burro e a vaca, falando apenas na manjedoura. Porém, acrescenta o Papa, o profeta Isaías no Antigo Testamento faz alusão ao boi e ao jumento (burro). Além disso, a manjedoura não faz sentido se não existissem animais. Por isso, conclui o Papa, tem todo o sentido colocar a vaca e o boi na representação do nascimento de Cristo.

 

Vale isto por dizer que temos, felizmente, um Papa que quer esclarecer e aclarar, com rigor. Um Sumo Pontífice que não pretende promover obscurantismos ou versões não fieis às escrituras. Uma leitura atenta e justa da obra publicada teria de apontar neste sentido. Infelizmente, tudo foi desvirtuado em favor de títulos sensasionalistas.

 

Sei bem que os títulos mediáticos são difíceis de apagar. Mas fica aqui um modesto contributo para repor a verdade.

Mais informação em http://opiniao.ecclesia.pt/2012/12/boi-e-jumento-no-presepio.html

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Sessão evocativa de Amaro da Costa no IDL

por Filipe Santos, em 04.12.12

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Imagens RTP: alguém consegue explicar a razão da polémica?

por Filipe Santos, em 27.11.12

Há coisas que, definitivamente, me ultrapassam. Uma delas é a polémica em torno do visionamento de imagens, não editadas, da RTP por parte da polícia para efeitos de investigação criminal.

 

Os manifestantes não sabiam que estavam a ser filmados?

Os manifestantes que terão desobedecido à lei não devem ser julgados?

A RTP tendo suporte probatório do que se passou não deve colaborar com a justiça?

 

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A propósito do direito à greve

por Filipe Santos, em 14.11.12

A frase «apesar da greve, não deixei de trabalhar» encerra um equívoco quando dita pelo Presidente da República.

 

Na verdade, a este como a outros titulares de órgãos de soberania (juízes, Governo) não assiste o direito à greve.

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O comunicado do CDS Porto

por Filipe Santos, em 23.10.12

 

Para quem acha que já viu tudo em política, deixo-vos o comunicado do CDS Porto

 

 

Caro(a) Amigo(a),

O CDS/PP Porto torna pública a sua posição relativa às eleições autárquicas que ocorrerão no ano de 2013.

Durante os últimos 11 anos, a Câmara Municipal do Porto foi objeto de uma gestão exemplar que combina determinação nas opções políticas e persecução dos objetivos propostos com uma gestão equilibrada dos recursos disponíveis. Um modelo de gestão que se definiu essencialmente por 2 princípios: Reabilitação e Reforma. (...)

Entende o CDS que este modelo de gestão do Porto é o que melhor se adequa a um desenvolvimento prudente e sustentado, cujos resultados são bem visíveis: uma cidade preparada para o futuro, cada vez mais cosmopolita e internacional, não precisando para isso de se endividar em projetos para os quais nem a cidade nem o país têm recursos. O CDS Porto vê, por isso, com bons olhos a continuidade da coligação atual na gestão da autarquia, solução essa que, durante os três mandatos, se mostrou forte, capaz e coerente. (...)

Não sendo alheio às muitas notícias que tem visto na comunicação social e que o informam das intenções de candidaturas à Presidência da Câmara Municipal do Porto, não pode o CDS Porto abster-se de deixar bem claro que, em nome da sua própria coerência, não poderá apoiar um candidato cujas opções políticas sejam contrárias ao rumo que o CDS Porto convictamente apoia no actual executivo camarário.

O CDS respeita, naturalmente, quem pensa de forma diferente relativamente ao modelo de gestão mais adequado para esta cidade como é o caso do Dr. Luís Filipe Menezes, que, ao longo destes onze anos, sempre criticou frontalmente as opções que aqui seguimos. No entanto, o seu modelo de ação política assemelha-se, à escala local, ao das opções políticas que conduziram o país à situação em que nos encontramos. (...)

CDS Porto acredita que os princípios que definem a política do Dr. Luís Filipe Menezes não seriam benéficos para o Porto, pelo que resultariam num claro retrocesso para a cidade. Por isso, não podemos apoiar uma sua eventual candidatura à Câmara Municipal do Porto.

Prezando a coerência nas suas tomadas de posição, o CDS Porto vem manifestar a sua total disponibilidade para se refletir e alcançar uma solução de coligação interpartidária, desde que esta solução vá de encontro a um projeto de continuidade do atual modelo de gestão da Câmara Municipal do Porto. Um projeto sustentável para continuar a Vencer no Porto.

Leia aqui o texto na íntegra: Comunicado à Imprensa_Autárquicas 2013.

Com os melhores cumprimentos,

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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