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Castelo de Cartas

por Francisco Beirão Belo, em 27.04.16

O meu artigo de hoje no Económico sobre o apelo de Marcelo para consensos e a dificuldade de acontecerem com este governo de António Costa.

 

Marcelo referiu que existem dois modelos e dois caminhos diferentes para o país cumprindo as regras da União Europeia. Tem razão, porque o centro-direita tem uma concepção das medidas a tomar diferentes do centro-esquerda (uma parte do PS) para atingir os mesmos objectivos. E aqui podem construir-se consensos.

 

No entanto, não nos podemos esquecer de que o actual PS não é um partido de centro-esquerda, mas sim um partido mais perto da esquerda radical e que o actual Governo minoritário de António Costa é suportado pelos partidos dessa mesma esquerda.

 

É fundamental para o país a existência de reformas e medidas de longo prazo em áreas como a segurança social, saúde, educação, entre outras, por parte dos partidos não radicais (PS, PSD e CDS), mas a posição do actual Governo é de muito pouca abertura a entendimentos com os partidos de direita, procurando impor aos demais partidos as suas posições e medidas. Um exemplo recente desta atitude foi a recusa do PS em relação à proposta do CDS para encontrar uma convergência em matéria de segurança social.

 

Sabemos que o actual Governo não consegue o apoio da esquerda radical para determinadas medidas e políticas – basta ver as posições do PCP e BE em relação à resolução do Banif e respectivo voto no orçamento rectificativo, e a já anunciada posição do PCP, que não apoia o Programa de Estabilidade apresentado pelo actual Governo.

 

O PS terá obrigatoriamente de encontrar esses apoios no centro-direita e na direita, o que, com a actual postura de António Costa e deste PS será muito difícil. António Costa sabe que o seu Governo é como um castelo de cartas que pode ruir a qualquer momento e, por isso, não só se encontra em pré-campanha como procura gerir habilmente as situações. Só falta saber quem vai tirar a carta que fará ruir o castelo.

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Os erros do governo do PS

por Francisco Beirão Belo, em 15.01.16

O meu artigo de hoje no Económico sobre as medidas que o governo de António Costa está a tomar, tais como as 35 horas de trabalho semanal, e o impacto no orçamento geral do estado e na competitividade da economia portuguesa.

 

Em pouco mais de um mês, o governo de Costa está a desfazer o que foi feito nos últimos quatro anos, devido a um radicalismo político e programático.

O mais grave é que estas medidas têm sido feitas sem uma efectiva avaliação. Além de terem forte impacto orçamental, demonstram uma constante cedência a corporações.

A reposição do trabalho semanal na administração pública para 35 horas significa uma redução superior a 10% e é impossível
que não implique gastos públicos adicionais, seja em mais funcionários ou horas extraordinárias. Caso contrário haverá uma degradação dos serviços públicos.

Adicionalmente, esta reposição irá reintroduzir uma nova desigualdade entre o público e o privado, que levará a novas lutas sindicais para que esta medida seja também implementada no sector privado, com impacto negativo na competitividade da economia. O PS aceita a redução do horário de trabalho na função pública, mas só se tiver custo nulo. Já o PCP e o BE querem alargar a redução do horário semanal de trabalho ao sector privado.

Os parceiros que suportam o Governo PS tudo irão fazer para implementar as 35 horas de trabalho semanal no público e no privado, levando ao aumento da despesa pública e à degradação da competitividade da economia.

Assim, caminhamos a passos largos para uma nova bancarrota.

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As perguntas essenciais que Sócrates deveria responder

por Francisco Beirão Belo, em 15.12.15

Confesso que não vi a entrevista de Sócrates porque já imaginava que iria ser uma mão cheia de nada onde as perguntas que realmente interessavam não iriam ser feitas e as respostas que queremos ouvir do próprio não iriam ser dadas. 

 

Aproveitando os textos anteriores do João, deixo parte de um artigo do Observador sobre as perguntas essenciais a que José Sócrates deveria dar resposta.

 

  1. Porque sentiu necessidade de pedir empréstimos a Carlos Santos Silva para financiar o seu modo de vida?
  2. Se já tinha pedido um empréstimo à Caixa Geral Depósitos em 2011 no valor de 120 mil euros para financiar os seus estudos e a sua estadia em Paris, quais as razões que o levaram a pedir mais dinheiro a Carlos Santos Silva?
  3. Se não tinha dinheiro próprio para financiar o seu estilo de vida, por que razão não adaptou os seus gastos ao património financeiro que tinha, em vez de solicitar empréstimos sucessivos?
  4. Porque razão aceitou receber empréstimos em dinheiro vivo?
  5. Quais as razões que o levaram a fomentar a compra em massa do seu livro "A Confiança no Mundo"?
  6. Porque persistiu em falar em código nas escutas telefónicas quando conversava com Carlos Santos Silva, com o motorista João Perna ou com a mulher de Carlos Santos Silva, solicitando "queijinhos", "fotocópias", "aquela coisa que gosto muito", entre outras expressões? Se essas expressões não significam pedidos de dinheiro vivo e não eram suspeitos, qual o verdadeiro significado de cada um desses códigos?
  7. Numa altura em que o Estado vigia com muita intensidade os movimentos bancários dos cidadãos e em que o Fisco é implacável com as empresas e as famílias, considera apropriado que um cidadão movimente cerca de 1,1 milhões de euros em numerário?
  8. Conhece a origem da fortuna de Carlos Santos Silva?
  9. Sabia que o seu primo José Paulo Pinto de Sousa vendeu uma quinta em Sintra a Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena?
  10. Sabia que Carlos Santos Silva recebeu na Suíça cerca de 15,5 milhões de euros de Joaquim Barroca e de Hélder Bataglia?
  11. Como comenta a imputação de corrupção passiva a Armando Vara por ter aceite dois milhões de euros como alegada contrapartida pela aprovação de cerca de 220 milhões de euros de financiamento da Caixa Geral de Depósitos ao empreendimento Vale do Lobo?
  12. Armando Vara terá recorrido à rede do Monte Branco, enviando cerca de dois milhões de euros para uma conta bancária sua na Suíça. Continua a manter a confiança no seu amigo?
  13. No que se conhece da Operação Marquês, fala-se na ação de lobista junto dos governos da Argélia, Venezuela e do Brasil a favor do Grupo Lena, da Octapharma e das empresas de Carlos Santos Silva. Considera que esta actividade de facilitador de negócios é uma posição à altura de um ex-primeiro-ministro?  
  14. O MP suspeita que José Sócrates tentou usar as ligações privilegiadas com o ex-presidente Lula da Silva para beneficiar os interesses comerciais da Octapharma no Brasil. Receia que esta situação venha a ser investigada em Portugal e no Brasil?
  15. Quais as razões que levaram José Sócrates a tentar promover a vinda de Lula da Silva ao primeiro congresso de António Costa como secretário-geral do PS?
  16. Foi um dos dirigentes do PS que criticou Ferro Rodrigues em 2002/2003 por argumentar que o caso Casa Pia era uma espécie de cabala política contra o PS. Mais de dez anos depois, o mesmo tipo de argumento devido à Operação Marquês. Sente hoje que Ferro Rodrigues tinha razão?

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O mal que está a acontecer a Portugal

por Francisco Beirão Belo, em 15.12.15

O apoio do PCP e do BE ao governo de António Costa tem apenas um único objectivo, recuperar o poder perdido pelas corporações que vivem do Estado e dentro do Estado e que são contra qualquer tipo de mudança, restruturação ou melhoria.

 

"Depois da Hapag-Lloyd, foi agora a vez da Maersk Line anunciar a suspensão das escalas no porto de Lisboa por causa da greve dos estivadores.

Em comunicado, citado pela publicação especializada Transportes & Negócios, a companhia dinamarquesa justifica a decisão com a ausência de "qualquer desenvolvimento na situação de greve existente no porto de Lisboa".

Os estivadores iniciaram no passado dia 14 de Novembro uma greve, que o sector acredita que se irá prolongar até ao final do ano, o que levou " a produtividade para níveis inaceitáveis", acrescenta a operadora no comunicado."

 

Relacionado com este tema vale a pena ler o artigo da Helena Matos no Observador que reforça o alerte de que "O que está a acontecer em Portugal é simplesmente a tomada do poder pelas corporações que vivem do Estado".

 

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Costa refém do PCP

por Francisco Beirão Belo, em 10.12.15

O meu artigo de hoje no Ecónomico sobre o governo de António Costa estar refém do PCP.

 

O PCP continua a ser aquilo que sempre foi, um partido comunista. E como verdadeiros comunistas, entende que os meios justificam os fins. Foi hábil a chegar a um compromisso com o PS para viabilizar um governo de esquerda, mas recusou assinar um acordo conjunto com o PS, BE e PEV, e mesmo a ir para o governo de António Costa.

Deste modo, consegue estar com um pé dentro e outro fora do governo para obter dividendos. Dentro, consegue pressionar e influenciar o PS a introduzir alterações legislativas que interessam ao PCP e às suas ramificações. Fora, através do seu "braço armado", a CGTP, consegue aumentar ainda mais a pressão com greves ou ameaças de greves, e manifestações de rua.

Assim, António Costa está refém do PCP. E a greve dos transportes marcada, a do Metro de Lisboa foi entretanto desmarcada, é apenas um clássico exemplo desta situação.

O que verdadeiramente deveria preocupar os portugueses é o que o governo de Costa teve de ceder para que a greve fosse desmarcada. E em que mais irá ceder e qual a factura a pagar para que o PCP viabilize o próximo Orçamento do Estado.

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Faz o que digo mas não faças o que eu faço (II)

por Francisco Beirão Belo, em 07.12.15

No primeiro dia da XIII legislatura, o Bloco de Esquerda fez questão de aparecer no parlamento com t-shirts brancas a dizer #liberdadejá a defender a libertação de Luaty Beirão. Antes, Catarina Martins já tinha afirmado que era "vergonhosa a posição do Governo português de achar que está a defender algum interesse quando está a esconder o abuso, a prepotência, a existência de presos políticos" e que "quem ficar calado é cúmplice do que está a acontecer".

 

Surpreendentemente, o novo governo de António Costa que é apoiado pelo Bloco de Esquerda, ainda não disse uma única palavra sobre a situação de Luaty Beirão.

 

Afinal em que ficamos? Será que os presos deixarem de ser políticos? E a cumplicidade?

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Faz o que digo mas não faças o que eu faço

por Francisco Beirão Belo, em 07.12.15

O Bloco de Esquerda é o partido "faz o que te digo mas não faças o que eu faço"  apenas movido pelos seus próprios interesses.

 

Aquando da eleição de Ferro Rodrigues para o cargo de Presidente da Assembleia da República afirmou que "em democracia mandam os votos, e não as tradições". Agora, como está interessado em ter uma representação própria no conselho de Estado, já considera que se deve "cumprir o que é habitual e para seguir a prática dos anos anteriores".

 

Afinal em que ficamos? Devemos evocar as tradições e práticas do parlamento ou considerar que em democracia são os votos que mandam?

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Hollande vence eleições regionais francesas

por Francisco Beirão Belo, em 07.12.15

antonio_costa_francois_hollande_cimeira_clima_3011

Apesar de a Frente Nacional ter tido uma vitória histórica na primeira volta das eleições regionais francesas, António Costa já ligou a François Hollande a felicitá-lo pela vitória nas eleições...

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Hoje é um bom dia

por Francisco Beirão Belo, em 04.12.15

Vitória histórica da oposição venezuelana com uma derrota estrondosa do governo socialista de Maduro. É principio do fim do Chavismo.

 

Leituras complementares:

SOS Venezuela

SOS Venezuela (2)

Descontentamento dos Venezuelanos contra a repressão brutal do governo de Maduro

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António "Gafes" Costa

por Francisco Beirão Belo, em 30.11.15

Depois da gafe de António Costa na cimeira UE-Turquia sobre a data de fundação da NATO e dos seus países fundadores, descobri através d´O Insurgente outra que me parece mais grave.

 

Segundo António Costa, "Portugal é o único país que não comemora a sua data fundadora” e prometeu fazer tudo para que o próximo 1 de Dezembro volte a ser comemorado como dia feriado. Mas será que o agora Primeiro Ministro não tem assesores que o possam informar?

 

Com intuito de ajudar as ilustres mentes esquecidas, Portugal foi fundado a 5 de Outubro de 1143 com a assinatura do Tratado de Zamora.

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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