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oopsss....

por João Monge de Gouveia, em 26.11.14

Impugnada eleição de Costa no Conselho Metropolitano de Lisboa

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Musica da Semana - António Costa

por João Monge de Gouveia, em 17.10.14

A Música desta semana é dedicada a António Costa.

 

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Costa o bem amado

por João Monge de Gouveia, em 14.10.14

A prova de que Costa tem boa imprensa é que até agora a Câmara de Lisboa não reagiu às inundações ontem e o Sr. Vice Presidente da Câmara disse ainda que não iam reagir e que nada tinham a dizer sobre tais inundações.

 

Ou seja, não querem saber!!!! 

 

Se o Presidente da Câmara fosse do partido do Governo provavelmente estava a ser linchado por todos os partidos da oposição, neste caso ninguém diz nada, nem o Correio da Manhã.

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Temporário?

por João Monge de Gouveia, em 01.08.13

Seara apresentou ontem a sua candidatura e diz que não "vai fazer de conta", mas olhe Sr. Dr. que pode ser temporário...

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Tracção animal

por José Meireles Graça, em 01.03.13

Mais um dinâmico cientista social que tem coisas para vender. Chama-se Olivier Lourdel e quer incentivos para os clientes e desincentivos para os refractários. A empresa chama-se Altermove, e distribui bicicletas, trotinetas e, pelos vistos, tretas.

 

E como as pessoas, na sua insondável ignorância, não sabem o que lhes convém e persistem em não andar à chuva nem suarem como cavalos para ir daqui ali, vamos todos, a golpes de multas e proibições, contribuir para a melhoria do ambiente, dado que "os níveis de CO2 nas cidades estão a atingir níveis insuportáveis".

 

Mas o Francês não se fica a rir. Nós por cá também temos especialistas da mesma extracção: "Se queremos construir cidades e ordenamento das zonas urbanas, temos de fiscalizar e garantir que todas as regras de estacionamento sejam implementadas a bem do cidadão, embora muitas vezes haja contestação", afirmou Luís Garcia, da Zetes Burótica, uma empresa de soluções de mobilidade.

 

Estou certo que António Bámoláver Costa encara com bons olhos estas madurezas: é moderno, cria postos de trabalho no ramo dos fiscais, forma os cidadãos recalcitrantes no são espírito das regras e proibições, além de aumentar a receita do município via multas. Tudo isto, que não é nada pouco, sem a maçada da melhoria dos transportes colectivos, ou a promoção da construção de parques de estacionamento.

 

Só benefícios, sem esquecer o nível dos níveis de CO2, que está a ficar "insuportável".

 

Abençoada desertificação: que para os meus lados, tirante a ocasional rotunda e o respectivo estropício escultórico, a ideia das bicicletas compulsivas ainda não mostra o seu nariz progressista.

 

E daí, não sei: não me tenho inteirado do nível dos níveis de CO2, seja lá essa merda o que for. 

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Costa e as sarjetas

por João Monge de Gouveia, em 07.12.12

Há pouco tempo foi publicada uma sondagem que dava António Costa como a melhor personalidade de esquerda para se candidatar a Presidente da República.

 

Da mesma forma, muitos socialistas depositam a esperança no agora presidente da Câmara de Lisboa.

 

Mas será que podemos confiar em alguém que nem umas sarjetas consegue construir??

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Lisbon Start Up City

por João Lamy da Fontoura, em 10.05.12

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O problema com as nossas cidades

por Margarida Bentes Penedo, em 30.01.12

 

 
Hoje decorreu no Teatro São Luiz o debate "Rejuvenescimento e Identidade Cultural de Lisboa", organizado pela respectiva Assembleia Municipal. Isto é o que eu penso do assunto, e foi isto que fui lá dizer:
 

As cidades são uma das primeiras expressões de identidade cultural. Os centros históricos das cidades portuguesas têm vindo a morrer.

 

Sucessivos governos, tanto centrais como locais, não conseguiram resistir a duas tentações. A primeira foi a da promiscuidade com os grandes promotores imobiliários. A segunda foi a tentação de "deixar obra". Uma e outra conduziram ao desvio de massa construída para os subúrbios das cidades, onde havia espaço. Não só havia espaço como este era relativamente barato. Compravam-se terrenos agrícolas, faziam-se uns truques com os Planos Directores Municipais, alteravam-se as manchas de ocupação, convertia-se aquilo em zona urbana, subiam-se os índices permitidos (de ocupação, de impermeabilização, etc.), e estava encomendado mais um conjunto de fogos. Não vou falar no mal que isso fez à economia, que foi muito. Mas vou falar no mal que isso fez aos centros históricos das cidades, que não foi menos.

 

O objectivo de fazer política social de habitação à custa da banca arruinou o que sobrava do mercado de arrendamento. Durante muito tempo, em lugar de resolver o problema eleitoralmente sensível da legislação sobre as rendas, o Estado entendeu-se com a banca para oferecer toda a espécie de vantagens à concessão de crédito, com juros muito baixos, sobreavaliação dos imóveis e ausência de cálculo dos riscos de incumprimento. Com isto, o Estado convenceu-se que não existia um problema de habitação em Portugal. Convenceu os cidadãos que era possível e normal que as famílias fossem proprietárias das casas em que viviam. Às vezes, também das casas de férias. E elevou a aquisição de casa própria a níveis delirantes. Hoje, muita gente não consegue pagar as prestações e olhamos para um país repleto de trambolhos devolutos.

 

Enquanto isto acontecia, os centros históricos ficaram quase exclusivamente entregues à iniciativa de particulares. Aí o Estado actuou de outra maneira. Criou gabinetes técnicos (muitas vezes empresas municipais, as famosas Sociedades de Reabilitação Urbana) destinados à "defesa" das chamadas "zonas sensíveis" (defesa contra quê? Ou contra quem?). Inventou toda a espécie de entraves ao licenciamento urbanístico. Acrescentou a complexidade da regulamentação, a morosidade das respostas, os valores absurdos das taxas e impostos, e o último recurso dos incompetentes: meter o nariz em tudo e colocar as decisões ao nível do "gosto" (isto assim fica um bocadinho desenquadrado, ficava mais bonito se as mansardas fossem em "em bico", porque é que não se tira este revestimento e se põe antes um que seja mais "a condizer" com a "traça antiga", etc.). Este "gosto" foi debatido de um lado da mesa por arquitectos municipais que nunca exerceram a profissão, e do outro lado por artistas saídos em tabuleiros das dezenas de faculdades de arquitectura que, com a escassez de trabalho e deficiência de formação, estavam desejosos de "deixar marca". Assim nasceram uma série de híbridos, negociados de forma a garantir que o resultado final era caríssimo, ia contra a vontade de todos e tinha o parecer favorável das entidades competentes. Quem se meteu nisso uma vez, raramente repetiu. Na impossibilidade de rentabilizar o seu património, muitas vezes envolvido em processos complicados de natureza cadastral, as pessoas foram desistindo. E o interesse público, que o Estado devia defender, transformou-se em desinteresse generalizado.

 

Importa que o Estado comece por reabilitar os seu imóveis devolutos (em Lisboa, por exemplo, é o maior proprietário). E para se dar ao respeito, tem que reabilitar estes imóveis no mais absoluto cumprimento da legislação que obriga os particulares a cumprir. Importa que o Estado cumpra também os prazos legalmente estipulados para dar resposta aos pedidos de licenciamento. Que torne claros, públicos e razoáveis os valores que cobra pelas operações urbanísticas. Que reforme a legislação que regula a reabilitação de edifícios, designadamente a das acessibilidades e a do comportamento térmico, de modo a garantir que a mesma seja inteligível, aplicável e sensata.

 

O Regulamento das Características do Comportamento Térmico dos Edifícios é um dos mais exigentes da Europa. Se não for o mais exigente. O que é curioso num país com amplitudes térmicas relativamente reduzidas (porque estamos no Sul e porque estamos junto ao mar), e com um construção tipicamente pesada em termos de inércia térmica. A inércia térmica de um edifício é a capacidade de resistência a variações térmicas no seu interior, provocadas por alterações térmicas no exterior. Mas o referido regulamento não permite sequer considerar o valor real da inércia térmica dos elementos construtivos; estabelece valores máximos de 150 Kg/m2 ou de 300 Kg/m2 consoante os elementos estejam ou não em contacto com o exterior. A exigência deste regulamento obriga a cálculos complicadíssimos para as situações de Inverno e, da última vez que me informei, as DOZE entidades conhecidas que o concertaram e elaboraram (porque ainda são referidas as "associações representativas do sector", cuja identidade não é revelada) preparavam-se para aplicar o mesmo detalhe aos cálculos das situações de Verão.

 

Independentemente da complexidade dos cálculos, e das soluções construtivas que este regulamento exige, poder-se-ia pensar que os resultados eram bons. Mas não são. A maior parte das vezes, o seu cumprimento resulta num gasto incomportável em consumos energéticos mensais.

 

Com o regulamento das acessibilidades acontece a mesma coisa. As exigências são de tal ordem abrangentes que, para conseguir cumpri-lo, os promotores vêm-se obrigados a fazer obras caríssimas, em locais muitas vezes incompatíveis com a própria morfologia dos edifícios, o que os torna absurdos quando não os torna inabitáveis.

 

Seria bom que o Estado validasse as opções conjuntas dos proprietários e dos técnicos responsáveis pelos projectos e pelas obras, retirando as trapalhadas do caminho e permitindo aos cidadãos criar e habitar as suas cidades de acordo com a sua identidade cultural. De outra forma, não chegaremos sequer a conhecê-la.

 

Importa, por isso, que o Estado desista da ideia de se defender dos cidadãos. O bom-senso dos cidadãos tem-se mostrado, em muitas situações, infinitamente superior ao das entidades supostamente criadas para lhes dizer como devem habitar, limitando-lhes as opções em nome de uma escolha mais correcta. É preciso arriscar e absorver algumas escolhas erradas. Não é nenhum drama, nem é irreversível. O drama é deixar morrer.

 

As cidades mais interessantes, mais confortáveis e mais civilizadas evoluiram sempre de forma orgânica, mais apoiadas na manutenção do que na construção. Responderam às necessidades de cada geração sem impedirem que as gerações seguintes pudessem responder às suas. Isto define uma cultura.

 

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Um desejo chamado eléctrico

por Nuno Santos Silva, em 31.12.11

Aqui fica um artigo que saiu hoje no Público, de que sou um dos subscritores:

 

UM DESEJO CHAMADO ELÉCTRICO

 

Um erro estratégico. Não temos outra forma de qualificar a decisão que, se vier a ser tomada, implicará consequências graves para a cidade: a extinção da carreira de eléctrico E-18, que faz a ligação entre a Baixa e a Ajuda.

E, como não seria a primeira vez, no que respeita às carreiras de eléctricos, que se decidiria pela extinção de percursos que hoje se mostram importantes ou mesmo imprescindíveis, e como podemos estar a assistir ao fim definitivo daquilo que já foi uma verdadeira rede de transporte colectivo, equilibrada e abrangente, exporemos de seguida, por “A+B”, o erro estratégico em que se incorrerá.

“A”. Uma decisão destas será tomada em contraciclo.

Não são hoje os transportes públicos não poluentes, ou quase, um must em termos de economia desejavelmente sustentável? Num país que não consegue cumprir os mínimos no que toca à Agenda 21? Um desiderato das economias dos países civilizados, com as quais Portugal se gosta de comparar? Fará sentido extinguir-se uma carreira de eléctrico, promovendo inelutavelmente o caos automóvel da cidade e em consequência a ineficiência do autocarro? Fará sentido extinguir-se uma carreira que liga a uma zona sempre ignorada pelo metropolitano de Lisboa?

Um dos argumentos próextinção do E-18 terá sido o de que há autocarros que fazem ou farão o mesmo percurso que aquele eléctrico faz, e que, portanto, quem o frequenta passará a frequentar o autocarro. Sem problema, ponto.

Ora este argumento é falacioso: em primeiro lugar, há relatórios internacionais que demonstram que o passageiro-tipo do metro não é o mesmo que utiliza transportes à superfície, pelo que não há redundância. Em segundo lugar, se assim não fosse, já se teriam encerrado carreiras de autocarro que passam pelas avenidas servidas pelo metro e, em terceiro lugar, com as características dos arruamentos em causa, um autocarro dificilmente será tão eficaz e eficiente quanto um eléctrico.
Ignorou-se – e pelos vistos continua a ignorar-se – o que tínhamos de bom e encerraram-se linhas e mais linhas de eléctrico.

Curiosamente, e uma vez chegados à inevitável insustentabilidade do primado do automóvel sobre tudo o que mexe, desde logo sobre o peão, o lisboeta é bombardeado em cada véspera de eleições autárquicas com um abrangente pacto de promessas sobre mobilidade sustentável do qual faz parte, como é da praxe, o “anúncio” da criação de um sem- número de linhas de… eléctrico, muitas delas decalcadas de linhas encerradas nas últimas décadas.

“B”. Do ponto de vista da Economia, propositadamente com “E”, não estará a tal recomendação que aponta para a extinção do E-18 manca, porque falha de externalidades positivas? Não é o eléctrico um símbolo de Lisboa? Não vai o E-18 da Baixa à Ajuda, percorrendo assim um eixo vital do ponto de vista turístico, que culmina no tão apregoado vector estratégico BelémAjuda, e para o qual, e bem, se pretende desenvolver uma série de investimentos de reabilitação urbana, recuperação e valorização de espaços e percursos ( jardins das Damas e Botânico, loteamento a sul do Palácio da Ajuda, Teatro Camões, pólo universitário)?

Em “economicês”, portanto, o E-18 garante uma série de externalidades positivas importantes que duvidamos que os autocarros garantam, pelo contrário!

Em conclusão, o fecho do E-18 (tal como a não reabertura – designadamente – do E-24, do Cais do Sodré-carmo/campolide), numa cidade em que a mobilidade é um exemplo de puro casuísmo, representa não só uma decisão em contraciclo, afastando-nos dos países mais avançados, como uma oportunidade perdida de, face à crise que atravessamos, fazer dela uma “janela de oportunidade” para dar um salto em frente na suavização da mobilidade, no combate ao estacionamento selvagem e nas ligações entre os bairros da cidade.

Por fim, uma atenção desassombrada à iniciativa privada permitiria a partilha de recursos e a diversificação de soluções no que toca à exploração das carreiras. Cruze-se isso com o turismo e com a cultura, e talvez seja mais fácil e saudável viver em Lisboa.

Estamos ainda a tempo de evitar um erro estratégico. Basta que haja a coragem de tomar a decisão certa: a da manutenção deste eléctrico que a cidade deseja.

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O Costa Que Não Faz Falta

por José Meireles Graça, em 12.07.11

De vez em quando, quando se fala de corrupção e se referem os serviços públicos onde ela está mais enraizada, vêm à baila as Câmaras Municipais.

A Câmara de Lisboa é a maior do País. E seria estranhável que ela estivesse isenta daquela pecha tão nossa.

Pois bem, o Senhor Presidente imaginou agora uma solução verdadeiramente revolucionária para resolver não este problema mas o das garrafas de vidro na rua: encerram-se os estabelecimentos que as vendem.

É bem visto. Aguardamos o encerramento da Câmara Municipal.

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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