Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Braço de ferro

por João Monge de Gouveia, em 07.02.16

A esquerda acha que ganhou a bruxelas, mas está enganada. O governo socialista apoiado por toda a esquerda teve que ceder muito a bruxelas, e a primeiro ministro até contradisse o seu ministro das finanças. E o prometido término da austeridade, nao é verdadeiro, so vai servir os funcionários publicos que vão trabalhar ainda menos que os privados e à custa de um brutal aumento de impostos que vai sobretudo penalizar a classe média, mas que penaliza todos. Enfim, estamos a caminho de voltar a ter a troika em Portugal e desta vez não se esqueçam de quem será a culpa...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Novos Aeroportos, a medida de António Costa

por João Monge de Gouveia, em 11.11.14

Ao que parece o Dr.. António costa, candidato a primeiro ministro, quer que os não residentes em Lisboa paguem um euro cada vez que cheguem de avião ao aeroporto da Portela.

Ora, não residindo eu em Lisboa, e não querendo pagar esse um euro, e para que tal medida não seja inconstitucional, parece-me que o governo ou, neste caso, o Dr.. António Costa vão ter que dar outra alternativa.

Assim, julgo que não existe outra hipótese que não seja fazer um novo aeroporto fora da capital mas na zona de Lisboa, para aqueles que precisem de apanhar um avião ou estejam fora e queiram vir visitar as suas famílias e não queiram pagar as taxas impostas por tão ilustre socialista.

 

Aposto que e se chegar ao governo vai querer introduzir portagens à entrada da cidade.

Por mim tudo bem, mas residindo fora e trabalhando em Lisboa, terá depois o governo que me dar uma alternativa segura e rápida de chegar ao trabalho que não sejam os transportes de hoje.

 

è por estas e por outras que os Socialistas não podem para lá voltar. Já chega de utilizarem o dinheiro dos outros.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Veículos de distracção animal

por José Meireles Graça, em 14.07.14

Nos longínquos e ingénuos tempos em que o governo actual foi empossado o número de ministérios foi reduzido para apenas 12. À época, a Esquerda, no seu conjunto, não gostou - a Esquerda nunca aprova reduções do Estado, ainda que simbólicas. Mas mesmo naquelas franjas de opinião que por equívoco se costumam arrumar à Direita, pertencentes a uma qualquer baronia do PSD anti-Passos, apareceram vozes a dizer com presciência que havia super-ministérios ingovernáveis, como o da Agricultura e o da Economia, secretários de Estado mal distribuídos, incoerências do organograma, o catano.

 

Tinham razão, as vozes. Daí que em Abril de 2013 a pasta que sobraçava um extraordinário self-made man no ramo de minas e alçapões, Miguel Relvas, mudasse de titular e fosse dividida em duas: aparece o desenvolvimento regional e os assuntos parlamentares ficam com o seu ministro privativo - aturar 230 parlamentares deve ser realmente uma tarefa ciclópica.

 

O desenvolvimento regional é uma coisa muito séria: tratava-se de ter mão no despesismo municipal e reformar a organização administrativa do País, reduzindo o número de autarquias. Houve nos dois propósitos grandes progressos: sabe-se, e não se sabia, que há municípios falidos, e jura-se que semelhante desgraça não voltará a acontecer; e algumas freguesias cujo nome ninguém, salvo os locais, conhece, uniram-se, voluntariamente coagidas, a outras cujo nome só era conhecido dos vizinhos. Quanto aos municípios ficaram como estavam, que não é Mouzinho da Silveira quem quer, e pior não querendo.

 

Em Julho de 2013, crise: Portas foi ocupar o lugar de Vice que deveria ter ocupado de início; um objecto flutuante do regime foi para MNE; Gaspar fugiu para as verdes pastagens do internacionalismo, onde já serenamente engordavam outros pais da pátria como Guterres ou Barroso, confessando à despedida que não foi capaz de reformar o Estado (ninguém se havia apercebido de que tivesse sequer tentado, mas a confissão não deixou de enternecer os corações); sobretudo o ministério da agricultura, do peixe, da qualidade do ar e do desordenamento do território pariu um colega absolutamente novo, do qual havia grande falta para aumentar os obstáculos à criação de negócios novos, complicar a gestão dos antigos, aumentar o peso do Estado na economia, reforçar o poder de burocracias já devidamente incrustadas no sistema e de modo geral assimilar quanta patetice anda no ar em nome do ambiente e das alterações climáticas.

 

E ei-lo, o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia - realmente tanto lixo intervencionista bem precisava do seu próprio departamento, não fosse algum outro ministério ter a ideia peregrina de facilitar alguma coisa.

 

Claro que, se qualquer propósito de reforma do Estado foi abandonado, nem por isso a realidade se comoveu. E a realidade é que, não sendo os recursos suficientes, o Estado condena-se a fazer cortes transversais na despesa, sempre insuficientes, e a aumentar os impostos, em nome do equilíbrio.

 

É a esta luz que se deve entender esta anedota: o regime fiscal das bicicletas, triciclos e trotinetes vai mudar. Nas palavras de um tal Vasconcelos, presidente de uma extraordinária Comissão Para a Reforma da Fiscalidade Verde (palavra!, gente que se imagina com um módico de sensatez patrocinou o trabalho, imagino que remunerado, de um caucus de maduros para nos despertar um sorriso amarelo ou nos enverdecer de raiva): "não vigora no sistema (…) português qualquer incentivo fiscal à aquisição de bicicletas, quer em sede de tributação do rendimento quer de tributação do consumo". Donde, a Comissão recomenda uma trapalhada de benefícios fiscais para as empresas que ponham os seus empregados a andar de bicicleta, desde que seja para ir trabalhar. Se for "com intuito de lazer ou desportivo" o benefício deverá ser menor, visto que "neste segundo caso [são] menos intensas as vantagens ambientais gerais geradas pelo comportamento do indivíduo".

 

Ignora-se neste passo se a Comissão se terá debruçado sobre o problema dos veículos de tracção animal, vulgo carroças ou carts. Ocorre que o transporte de passageiros em riquexós, rebocados por moços, ou outros muares, preocupados com o efeito de estufa, deveria também, na mesma lógica, ser objecto de uma discriminação fiscal positiva.

 

Claro que esta parte é a boazinha, para sossegar consciências. Porque no resto (imposto sobre o transporte aéreo de passageiros e os sacos de plástico) é que está o verdadeiro objecto da reforma: aumentar a receita.

 

Então e a neutralidade dos aumentos de impostos, por a receita prevista ser compensada com cortes noutros impostos? Essa parte não está bem explicada nem o será, por os cálculos serem de uma grande complexidade e porque sim.

 

E os subsídios ao abate de veículos (na realidade subsídios aos concessionários de marcas automóveis)? Ora, não há perigo: essa medida não deve ser aprovada, por não ser oportuna. A das trotinetes sim: para agradar a Vasconcelos e a gente se rir. Bem precisamos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mais impostos

por João Monge de Gouveia, em 10.07.14

Mais impostos, mais formas de fazer os Portugueses pagarem. Agora a desculpa é a poluição e as taxas verdes.

 

Se fossemos um País que não estava em crise ainda se compreendia, agora assim... 

Autoria e outros dados (tags, etc)

€ 1.430.541.679

por João Lamy da Fontoura, em 14.11.13

Pelo que se percebe, está em curso, em Portugal e na União Europeia, mais uma ofensiva no âmbito do muito meritório combate público ao flagelo do tabaco. E, como não poderia deixar de ser - porque a nossa é uma civilização que vive sob o império do Direito -, esta é uma demanda que se conforma, integralmente, com os ditames sagrados do princípio da proporcionalidade.

Parece-me lindamente que assim seja, desde logo por dois motivos essenciais: (i) para além do número admissível de animais domésticos em imóveis privados, as instituições públicas, nacionais e da União, não têm mais nada com que se preocupar nesta altura do campeonato; e (ii) no fim de contas, não há dúvidas de que cabe ao Estado proteger a saúde de quem não reúne condições para conduzir a sua vida em liberdade dos cidadãos. Estou, pois, sinceramente agradecido pelas iniciativas que se anunciam.

Na verdade, estou tão agradecido que, tendo ficado consciente dos malefícios do tabaco apenas porque este combate público avança, faço tenções de pôr fim à patologia que há demasiado tempo me assola de uma vez por todas. E como seria interessante se quem se encontra na mesma situação fizesse o mesmo: aliviaríamos o Estado da dolorosa contingência de, já no próximo ano, ter de nos cobrar a módica quantia de € 1.430.541.679 (mil quatrocentos e trinta milhões, quinhentos e quarenta e um mil, seiscentos e setenta e nove euros) em Imposto sobre o Tabaco*!

Mais: a acusação de que cruzadas como a presente não se justificariam, com fundamento na ideia peregrina de que cada pessoa supostamente saberia de si e de que se não se reagisse a estes avanços não se saberia onde iriamos parar, não colhe. Com estas medidas, os cidadãos ficam com os pulmões limpos. E, com os pulmões limpos, os cidadãos ficam fisicamente mais aptos a resistir a derivas estatizantes.

Rejubilemos, portanto. 

* Montante das receitas do Imposto de Consumo sobre o Tabaco previsto na proposta de Orçamento do Estado para 2014

Autoria e outros dados (tags, etc)

Há querer... e querer

por Tiago Sunzu, em 04.10.13

Eu quero um mundo sustentável... quero uma natureza equilibrada, a protecção de todos os habitats e todos os animais! Desde que possa continuar a andar de carro, a ter electricidade em casa, comida barata, e beber água engarrafada.

 

Ora, se eu fosse Político, e dissesse isto em dias diferentes, diria que eu estava a fazer demagogia... mas não sou político, por isso, é só parvo...

 

Hoje, o PS pela figura do seu sempre honesto António José Seguro, garantiu que 'fará tudo, tudo' para evitar um segundo programa (de ajuda internacional). Se fosse só 1 tudo, era brincadeira, mas a dupla de 'tudo tudo', mostra que ele não está a brincar, está mesmo a falar a sério.


No entanto, parece que quer ao mesmo tempo baixar 3 impostos (IVA Restauração, IMI, IRC), tudo de uma vez. E foi ontem!


Um dia diz que quer baixar impostos, no outro, que fará "tudo, tudo" para evitar segundo resgate.

Se eu fosse Político, chamaria a isto demagogia... mas como não sou, vou só dizer que isto é parvo...



Pensamento: É verdade que António Costa se anda a fazer ao bife (liderança partido) há uns tempos, e está só a espera da melhor oportunidade... mas porque será que ninguém o crítica quando ele diz que "PS ainda não é alternativa de Governo"? Se calhar porque já toda a gente percebeu que o Toninho é um bocadinho ... assim... vá, demagogo

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

"Que se lixe" quem?

por João Lamy da Fontoura, em 02.03.13

A manifestação deste Sábado, 2 de Março, vem sendo anunciada sob o mote "que se lixe a troika". Não sei qual será a sua dimensão, nem é nisso que aqui atento. Também ignoro o modo como se processará - embora queira crer que tudo correrá pelo melhor, com a preservação dos direitos de quem se manifeste, de quem não se manifeste e de quem, por dever de ofício, a acompanhe. E quero crê-lo porque, quanto mais não seja, a minha propensão para manifestações evolui na razão directa do peso da carga fiscal. Mas acontece que o mote da manifestação de mais logo me parece laborar num triplo equívoco - e, por isso, aquela propensão vai permanecer contida.

 

O primeiro equívoco é que a afirmação "que se lixe a troika" aparenta ter como pressuposto que a situação com a qual nos defrontamos não teria outra origem que não a própria troika. Só que a troika não invadiu Portugal: foi convidada a entrar. E foi convidada a entrar porque o país - que se endividou para além do razoável, fosse por se pensar que o dinheiro apareceria sempre, que a conta nunca seria apresentada ou por outro motivo qualquer - deixou de ter condições financeiras para continuar, sustentadamente, por si mesmo. 

 

O segundo equívoco é que a proclamação "que se lixe a troika" aponta para o desiderato de pôr fim ao programa de assistência financeira presentemente em curso independentemente do que a mesma troika pense ou deixe de pensar sobre o assunto. O problema desta perspectiva é que é duvidoso que alguém em Washington, em Bruxelas ou em Frankfurt fique mais lixado com isso do que nós mesmos. Realmente, por muito lixada que seja a troika, ou por muito lixado que seja ter a troika em Portugal, talvez não seja despiciendo ponderar a possibilidade de a saída extemporânea da troika nos lixar mais a nós do que a ela.

 

O terceiro equívoco reside na ideia de que as coisas - num Estado que se quer de direito e democrático - poderiam ser muito diferentes sem a troika. Não vejo como poderiam sê-lo. É que, como alguém disse em tempos, mas de uma forma que permanece actual: 

 

«One of the great debates of our time is about how much of your money should be spent by the State and how much you should keep to spend on your family. Let us never forget this fundamental truth: the State has no source of money other than money which people earn themselves. If the State wishes to spend more it can do so only by borrowing your savings or by taxing you more. It is no good thinking that someone else will pay—that "someone else" is you. There is no such thing as public money; there is only taxpayers' money.»

 

É isto mesmo que, parece-me, se evidencia na situação que atravessamos: no fim do dia, quando o Estado gasta ou se endivida, somos nós que pagamos essas despesas e essas dívidas - mesmo que o valor a desembolsar seja lixado. Com troika ou sem troika. É tempo de nos apercebermos disso - e de termos as nossas vidas de volta.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Private eye

por José Meireles Graça, em 17.01.13

A Revista Visão presta um grande serviço à comunidade, divulgando um Manual de Bufaria, perdão, de Cidadania.

 

Está aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O estado de cada um é o estado do Estado?

por Ana Rita Bessa, em 27.11.12

Extraordinariamente lúcido este post da Suzana Toscano, no 4ª República, a propósito da pergunta lançada por Vitor Gaspar: "Que impostos estamos dispostos a pagar para ter que Estado Social?" - recomenda-se a leitura integral.

 

"Estamos a assistir à mesma pergunta feita “em cascata”.

Pergunta-se aos países mais ricos da União europeia se estão na disposição de pagar mais para os países mais pobres, e eles respondem que não. Respondem que não porque os acham preguiçosos, manhosos, mentirosos, perdulários, caloteiros, relutantes a aprender a viver com as sábias regras que levaram os ricos à prosperidade e a alternativa seria empobrecerem todos inutilmente.(...)
Ao nível dos cidadãos a pergunta, feita em termos semelhantes, só pode dar os mesmos resultados: cada um trata de si e dos outros logo se vê, se não há nada a unir-nos no futuro então o melhor é tratar da nossa vida enquanto sobra alguma coisa.
Acontece que, por muitas razões, a estratificação social que fazia com cada pessoa se sentisse ao abrigo do seu grupo deu hoje lugar a uma insegurança e imprevisibilidade tais que cada indivíduo, independentemente da sua origem e classe social, se revê em todos os grupos sociais. Por exemplo, cada contribuinte – porque a pergunta é dirigida aos que pagam impostos hoje – pode ser amanhã um desempregado, um adulto dinâmico pode ver antecipado o momento em que o classificam como “idoso” ou enfileira com os reformados, um empresário de sucesso passa a falido ou um cidadão próspero vê-se incapaz de solver as suas dívidas por azares da fortuna e mudanças de mercado. Um simples divórcio, ou viuvez, pode provocar uma mudança de grupo e obrigar a viver na condição que aí encontra. Nada está garantido. Já não há perspectivas egoístas, se pensarmos que cada contribuinte pode, com toda a facilidade, ver-se no lugar dos “outros” e sofrer os efeitos da sua escolha, sobretudo a médio prazo." 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O desporto na Constituição

por José Meireles Graça, em 29.10.12

Este iate feíssimo podia ser feito pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo? Talvez - não estou por dentro dos arcanos da construção naval.

 

E podia estar atracado numa dessas marinas às moscas que vai havendo costa abaixo? Talvez: afinal esta parte do Atlântico não é menos convidativa que o Mar do Norte, dar um salto de avião até aqui não é mais moroso que até à chatíssima Holanda, e cá não comemos (ainda) o lixo de que se alimentam os grotescamente altos habitantes locais, segundo reporta esta fonte fidedigna.

 

Mas não: roubaram-nos in illo tempore o comércio no Índico; e hoje são muito nórdicos, muito social-democratas e progressistas, mas cuidam de que os ares por lá sejam apetecíveis para os ricos.

 

Deviam mazé inspirar-se no artº 104º da nossa Constituição, que reza, no seu nº 4, de forma lapidar: "A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo."

 

Alguns espíritos mais virados para a crítica à outrance acharão este artigo da Constituição um exemplo de estultícia.

 

Engano: o preceito legal, cujo respeito o Governo faz questão de acentuar para o próximo Orçamento, destina-se singelamente a reforçar a nossa competitividade em certas modalidades desportivas. Neste caso, os 1500 Metros Grilhetas e a Corrida de Sacos.

Autoria e outros dados (tags, etc)


"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




Comentários recentes

  • Swonkie

    Olá :) Enviamos um convite para o teu email. Caso ...

  • silva

    Como é possivel não cair! Se a corrupção que segun...

  • silva

    Como é possivel não cair! Se a corrupção que segun...

  • batidasfotograficas

    Para terem mais tempo para a família! Seria bom qu...

  • Tiago Sunzu

    Obrigado pelo seu comentário construtivo e com tan...




Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D






+18314 até 8.8.11 no Blogspot