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O Mas...

por João Monge de Gouveia, em 14.07.16

A geringonça vai apresentar uma proposta onde acabam as apresentações periódicas para os desempregados,mas passa a haver um chamado "acompanhamento personalizado" que ninguém sabe muito bem o que é, e nem de quanto em quanto tempo é que esse acompanhamento será feito, a proposta não diz o que significa, mas pelo menos, legalmente, e cá para mim para parecer bem, deixa de ser exigido um prazo específico, diz apenas que podem ser desenvolvidas "acções regulares" de atendimento personalizado.

 

É mais uma lei inespecífica que ninguém sabe muito bem o que quer dizer e o que vai ser... enfim, esquerdices que só dão problemas que não se sabe muito bem o que querem dizer nem para que servem.

 

O mais engraçado é que depois com tanta inexactidão se admiram de levar uma sanções...

 


 

 

 

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Um emprego para o Macário

por João Monge de Gouveia, em 25.07.13

Segundo esta noticia do jornal Público "No encontro previsto para hoje com Moreira da Silva estaria em aberto a negociação de um compromisso para a inclusão de Macário na lista de deputados para o Parlamento Europeu, a troco de não ensombrar a candidatura de Rogério Bacalhau - que, aliás, já abriu sede de campanha e tem cartazes afixados por toda a cidade"

 

Recorde-se que Macário Correia foi condenado pelo Tribunal Administrativo a perda de mandato devido a aprovações de projectos urbanísitcos, decisão que foi confirmada pel Supremo Tribunal Administrativo e que só ainda não foi executada devido às férias judicias.

 

Macário quer, depois de, por decisão dos tribunais, não ter respeitado a lei, pressionar o PSD a arranjar-lhe "emprego", agora no Parlamento Europeu.

 

Espero qur o PSD não ceda a chantagens, julgo que os Portugueses percebem o que o Sr. Macário está a tentar fazer.

 

Se quer trabalhar, tem bom remédio, inscreve-se no Centro de Emprego. A Morada está aqui

 

 

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O Empreendedor e a Investigadora

por João Monge de Gouveia, em 21.05.13

O Francisco tem toda a razão no post dele aqui em baixo

 

Eu, depois de ver o video que o Francisco colocou, fiquei profundamente chocado com o que esta senhora fez e disse. Sendo que já tinha ficado quando vi o video que agora coloco.

 

O rapaz que falou - julgo chamar-se Martim - tem apenas 16 anos, e com 15 criou uma marca de roupa.

Com esta sua criação, e o seu empreendorismo, o Martim dá trabalho a uma fábrica situada em Portugal e consequentemente contribui para a criação de emprego no nosso país e para o não aumentar de um desemprego cada vez mais preocupante.

 

Claro que pode ser o salário mínimo, mas ao menos há emprego e a fábrica tem mais um cliente e não é um caso para uma investigadora de uma qualquer universidade ir estudar.

 

Pelo contrário, a senhora que o interrompeu tentando colocar em causa o seu trabalho, primeiro perguntando se a roupa era feita na china e depois pelo salário dos trabalhadores, o que produz? que empregos cria?

 

No se curriculum tem apenas uns estudos sobre os partidos comunistas europeus e pouco mais.

 

Aliás é tão curioso que até o vou transcrever tal como está:

 

"Raquel Varela (1978) é investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena o Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais e investigadora do Instituto Internacional de História Social, onde coordena o projecto internacional In the Same Boat?Shipbuilding and ship repair workers around the World (1950-2010). É coordenadora do projecto História das Relações Laborais no Mundo Lusófono. É doutora em História Política e Institucional (ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa). É, desde 2011, Presidente da International Association Strikes and Social Conflicts. É vice coordenadora da Rede de Estudos do Trabalho, do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal.

É coordenadora de Quem paga o Estado Social em Portugal? (Bertrand, 2012), autora de História da Política do PCP na Revolução dos Cravos (Bertrand, 2011), coordenadora de Revolução ou Transição? História e Memória da Revolução dos Cravos (Bertrand, 2012), co-coordenadora de  Greves e Conflitos Sociais no Portugal Contemporâneo (Colibri, 2012), co-coordenadora de O Fim das Ditaduras Ibéricas (1974-1978) (Centro de Estudios Andaluces/ Edições Pluma, 2010).

É membro do board of Trustees do ITH-International Conference of Labour and Social History (Viena, Áustria). É membro da Asociacíon Historiadores del Presente. Os seus artigos estão publicados em revistas nacionais e internacionais com arbitragem científica como Revista Brasileira de História, Hispania, XX Century Communism, Revolutionary Russia, Historia del Presente, Revista Espacio, Tiempo y Forma, Análise Social.

As suas áreas de investigação são História Global do Trabalho e História do Estado Social. História dos movimentos sociais na Península Ibérica. História do movimento operário português. História da Revolução de 25 de Abril de 1974. O papel do Partido Comunista Português na revolução portuguesa. Estudo comparativo dos Partidos Comunistas Europeus."


Como podem verificar a Dra. Raquel - salvo melhort opinião, pouco ou nada produz para a riqueza do nosso País e pouco ou nada contribui para a diminuição do desemprego.

 

Por mim gostava de ter em Portugal mais pessoas como o Martim que criam negócios e fomentam trabalho e exportações, ajudando com o seu empreendedorismo a criar emprego e consequentemente Portugal e menos pessoas que no seu curriculum têm pouco mais que estudos e investigações sobre comunismo e sobre o 25 de Abril de 74, e que pertencem e presidem a umas comissões e institutos com nomes pomposos e que no fundo somos nós que lhes pagamos o salário para produzir muito pouco.

 

E agora que a venha a esquerdalha do costume, dizendo que eu, que sou a favor da criação de emprego e dos trabalhadores - o que se conclui na leitura deste post - dizer que estou errado.

 

Aqui fica o momento em que o Martim de 15 anos que anda na escola, calou a sra. Dra. com 34 que ainda invesiga umas coisas pela universidade.

 

 

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Topo Gigio

por José Meireles Graça, em 18.10.12

"O presidente do BPI defendeu que essa é uma pergunta que deve ser feita às grandes empresas, aquelas que, segundo o próprio, têm capacidade para 'absorver pessoas' e de as 'utilizar de forma útil'. Para Fernando Ulrich, 'com voluntarismo', é possível criar emprego no País."

 

Um paisano lê isto e fica pasmado: Como?! O Presidente do BPI nunca foi consultado "por nenhum responsável" sobre a forma de criar empregos? Como é possível?

 

Realmente as associações empresariais, os sindicatos, os governos que temos tido, e o actual não é nisto diferente, são completamente refractários ao aproveitamento de muito contributo positivo do que de melhor temos por aí em gestão, criação de valor, espírito empresarial e assim. É verdade que Ulrich nunca se deu à maçada de concorrer a nenhuma eleição, para aplicar directamente as suas luzes, mas também nunca quis. Nem seria aliás necessário: em os eleitos fazendo o que Ulrich diz, o céu despejava sobre esta atribulada terra assinaláveis benefícios, ao menos em matéria de emprego.

 

É certo que Ulrich, se o contribuinte não lhe tivesse posto a mão por baixo via troika, estaria possivelmente a perorar num jornal, sem o prestígio que lhe dá o ser um dispensador de empréstimos e criador de emprego, e com a pecha de ter levado um banco à falência ou à integração noutro mais sólido, o que não é exactamente a melhor das recomendações. Mas isso são detalhes, o mérito objectivo das sugestões de Ulrich fala por si. Só no BPI, imagine-se, admitia aí uns 500 desempregados, desde que (supõe-se) comprassem um fato e aprendessem a digitar um teclado, levar papéis de um lado para o outro e dizer inanidades.

 

E isto só no BPI. Porque se se acrescentasse a SONAE, a Portugal Telecom, a EDP e a Jerónimo Martins, ai!, a taxa de desemprego vinha por aí abaixo. E com grandes benefícios para o consumidor, que uma só funcionária duma caixa no Continente a pegar no cartão, passá-lo na máquina, e fazer deslizar os produtos, é realmente pouco: três seria a conta que Deus fez.

 

Bom, a coisa está-se a compôr, afinal há soluções. Agora, o que é preciso é falar com os outros leviatãs do empresariado e tratar da logística. Com sorte, a taxa de desemprego ainda pode baixar em mais de 1%.

 

Algumas dúvidas porém me assaltam: se somos nós que continuamos a pagar aos desempregados, o que é que ganhamos com a manobra? Se estas empresas não estão a admitir pessoal, porque hão-de os desempregados que já não são mas que continuam a ser acreditar que terão lugar daqui a dois anos? E se a ideia é boa, porque não para as PMEs, já que são elas, e não as grandes, as responsáveis pela maior parte do emprego?

 

Ulrich, Ulrich, és um grande ratão. Vou-te dizer em Francês, que eu não gosto de expressões popularuchas: pour nous, tu viens en petite voiture

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A compreensão selectiva

por José Meireles Graça, em 24.02.12

Daniel Hannan lê os autores certos: aproveitando as oportunas considerações que teci sobre a iniciativa Durão para resolver o problema do desemprego dos jovens em Portugal, fez uma declaração no PE sobre os poderes demiúrgicos dos parlamentares para criarem empregos.


Já que estou com a mão na massa: Porquê os jovens? Com que direito se isola uma determinada camada etária para ser objecto de desvelo? Que têm os jovens que os torna mais dignos de atenção do que, por exemplo, pais e mães com família a cargo que perderam o emprego e o subsídio de desemprego, sem reunirem os requisitos para a reforma?

 

Têm sangue na guelra, é isso? Estão mais disponíveis para engrossar manifestações de indignados? Pois lembro que o desespero pode ser, e é, muito mais vezes silencioso do que estridente.

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O placebo burocrático

por José Meireles Graça, em 23.02.12

O problema: Portugal apresenta uma taxa de desemprego jovem de 31,5 por cento, sendo, no grupo dos Estados-membros abrangidos pelas equipas de acção, o terceiro pior, depois da Espanha (49,6) e Grécia (46,6 por cento).


Os recursos para resolver o problema: 14 por cento dos fundos atribuídos no quadro orçamental 2007-2013, que estão por atribuir e podem ser utilizados para ajudar as pequenas e médias empresas, responsáveis por 80 por cento dos postos de trabalho na União Europeia.


Os abrangidos: Eslováquia, Espanha, Itália, Irlanda, Grécia, Letónia, Lituânia e Portugal.


As soluções:  A promoção de estágios profissionais em áreas "relevantes para o mercado de trabalho", o apoio ao auto-emprego, o desenvolvimento de estratégias para reduzir o abandono escolar precoce ou a reforma da legislação laboral.


Os promotores: O projecto das equipas de acção foi apresentado, a 30 de Janeiro, pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, aos líderes da UE, durante um Conselho Europeu informal.


Os beneficiários políticos: Durão e Relvas, que se "preocupam", tentam "soluções" e, com o cenho franzido e o coração a sangrar, acham "dramática" a situação dos jovens sem emprego.


Os beneficiários: Os funcionários dos "grupos de trabalho" que vão enquadrar a burocracia que vai administrar a trapalhada; as agências e indivíduos que vão escabichar regulamentos, aprender truques e alçapões e cultivar relações para apresentar "candidaturas"; os cidadãos e empresas que virem as suas candidaturas aprovadas.


Os prejudicados: Os cidadãos e empresas que, por ignorância ou falta de meios, não apresentarem candidaturas; os que as apresentarem sem sucesso; as empresas que vão ser objecto de concorrência desleal por parte das que se movimentarem melhor nos corredores do Poder; o contribuinte europeu e português, objecto de extorsões para financiar fantasias.


A solução que não se vai seguir? Devolver o dinheiro aos Estados, na proporção do que contribuíram, para estes abaterem ao endividamento.


Mas isso não sustentaria burocracias inúteis, não ficaria bem nos discursos nem desarmaria manifestações.

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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