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De Passos para Rio?

por João Monge de Gouveia, em 30.03.16

Aqui está Rui Rio a preparar-se para suceder a Passos

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O passado, presente e futuro do CDS

por João Lopes Aleixo, em 15.01.16

Foi anunciada ontem a candidatura da Assunção Cristas à presidência do CDS, antecedida pela confirmação por parte do Nuno Melo de que não seria candidato e que apoiaria Assunção Cristas. As razões apontadas para esta não candidatura pareceram-me fracas, algumas coisas que foram deixadas no ar não me parecem ter sido oportunas mas, no final, considero ter sido uma boa decisão para o futuro do partido.

Falando do futuro do CDS enquanto partido, assunto que verdadeiramente interessa debater, muito se tem dito ao longo dos anos e se voltou a dizer nos último tempos, após Paulo Portas ter anunciado que não se vai recandidatar ao cargo de presidente do CDS.

Dos vários cenários debatidos, muitos têm apregoado e antecipado o fim do partido. O desaparecimento do CDS enquanto partido independente, com autonomia estratégica, personalizado e com agenda própria.

Confesso que, quando em Agosto do ano passado, vi as imagens da festa do Pontal, senti uma sensação estranha, vi-me por momentos a dar razão aos profetas da desgraça. Aquele Paulo Portas em 2º plano, subserviente e alinhado, pareciam uma capitulação. Teria o CDS se transformado num apêndice do PSD, sendo o início de uma anexação? Estava o CDS a transformar nos verdes da direita? Tudo isto causou-me uma dissonância cognitiva que me custou a ultrapassar. Mas os tempos e os desafios assim o exigiam e a atitude percebe-se.

Considero que, independentemente de alguns acontecimentos recentes e de a sucessão de Portas ser realmente um desafio gigantesco, parafraseando Mark Twain, considero que as notícias da morte do CDS serão manifestamente exageradas. Revejo-me mais no que refere o Filipe Anacoreta Correia, esta é sim uma grande oportunidade.

O CDS foi essencial nestes mais de 40 anos de democracia e faz falta à política nacional!

É esta a altura de ultrapassar definitivamente alguns fantasmas que perseguem o CDS, como o facto da personificação do partido no seu líder, da ideia de que só existe porque o PSD tem/teve a delicadeza de o levar a reboque, de que está a voltar a ser o partido do táxi, entre outras.

O desafio é enorme, mas o CDS provou que consegue enfrentar desafios difíceis e tem pessoas bem preparadas para o fazer. Se terá a pessoa certa e preparada para ser o líder de todo este processo… isso já é outro assunto.

Está na altura do partido se redefinir e orientar estrategicamente.

O CDS ao longo destes mais de 40 anos de existência tem perdurado, mas com muitos altos e baixos e muitas reorientações estratégicas e nos seus posicionamentos. No seu  início assumiu-se como um partido indispensável à direita, que temia a mudança. Em 1976 é o único partido a votar contra a constituição, atingindo o melhor resultado de sempre. Mais tarde, com Lucas Pires, quando o partido estava a atravessar uns momentos difíceis, reinventa-se com um posicionamento mais moderno e liberal. Com Adriano Moreira assume-se como conservador e social-cristão. Assume-se ao centro com Freitas do Amaral. Com Portas foi defendo causas que lhe permite afirmar-se e reforçar-se e confunde-se com o seu líder, no bom e no mau… A verdade é que todas estas mudanças fazem com que ninguém perceba nada e tenha dificuldade em rever-se neste partido.

O partido não pode ter orgulho e deve olhar seriamente para o facto de em 6 presidentes, 3 terem abandonado o partido e muitos dos que estiveram na sua fundação também o terem feito.

Lembro-me, reflexo de tudo isto, na altura da liderança do Manuel Monteiro, em que o meu Avô quando questionado por mim quanto ao seu partido, me respondia “O meu partido já não existe”, e eu perguntava-lhe então que partido era esse que tinha desaparecido e ele respondia-me “o CDS!”.

Tudo isto não é positivo para o CDS!

O CDS tem de ser um partido que seja mais, tem de ser mais, do que o seu líder, que tenha uma autonomia estratégica e que se afirme, como já o fez no passado, pelas suas ideias. Que seja um agente de mudança para a situação grave e preocupante que se vive actualmente em que os eleitores não se revêem na politica e nos partidos e em que se assiste à decadência de uma série de instituições.

Há que construir um novo rumo baseado na essência do CDS, nos seus princípios fundadores. O ponto de partida, na minha opinião, está nos estatutos do CDS (artº 2), tem de ser um modelo assente nos valores éticos, sociais e democráticos do humanismo personalista de inspiração cristã, que se perderam em grande parte nos últimos anos, adaptado e focalizado em dar respostas aos desafios actuais.

O Congresso dos próximos dias 12 e 13 de Março será com toda a certeza determinante para o futuro do partido.

P.S.: Já agora deixem lá cair do "PP" do CDS-PP... sempre me irritou.

CDS.JPG 

 

 

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Pós Congresso PS - O Regresso ao passado

por João Monge de Gouveia, em 01.12.14

Ficámos a saber que a equipa de Sócrates voltou, o seu número dois é secretário geral, o seu chefe de Gabinete é agora o número 2, um dos seus maiores apoiantes e defensores é Presidente do Partido, um dos seus meninos bonitos que entrou a seu convite para deputado em 2009 entrou para a direcção.

 

É bom voltar ao passado!

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A minha visão do Congresso do CDS

por João Monge de Gouveia, em 14.01.14

Antes de iniciar a "minha visão" do congresso do CDS que decorreu no último fim de semana em Oliveira do Bairro, tenho que referir que encabecei uma lista ao Conselho Nacional de Jurisdição a convite do Movimento Alternativa e Responsabilidade liderado pelo Filipe Anacoreta Correia.

 

Posto esta declaração de interesses, vou tentar de uma forma o mais objectiva e isenta possível, apresentar o que foi para mim o congresso do CDS.

 

Foram apresentadas 9 moções globais ao congresso, a saber:

 

MOÇÃO A:  PAULO PORTAS [

MOÇÃO B:  ADOLFO MESQUITA NUNES, JOÃO ALMEIDA E OUTROS

MOÇÃO C:  ALVES PARDAL E OUTROS 

MOÇÃO D:  JOSÉ VASCO MATAFOME E OUTROS

MOÇÃO E:  MIGUEL XARA BRASIL E OUTROS  

MOÇÃO F:  FTDC

MOÇÃO G: FILIPE ANACORETA CORREIA E OUTROS

MOÇÃO H:  JUVENTUDE POPULAR 

MOÇÃO I:  NUNO MELO E DIOGO FEIO 

 

 

Após umas longas horas de apresentações de moções, sendo que umas foram apresentadas e outras nem por isso, apenas duas, como já era esperado e sem qualquer surpresa, foram a votos.

Sem surpresa e como esperado uma vez que pré congresso muitos dos subscritores de moções andaram de concelhia em concelhia a apresentar a moção de Paulo Portas, o que pode ser estranho já que as moções são votadas em alternativa.

 

Como também já esperado ganhou a moção de Paulo Portas com 84% dos votos, tendo a moção apresentada por Filipe Anacoreta Correia arrecadado uns surpreendentes 16,6% dos votos.

 

Salienta-se aqui, e ao contrário do que vem nos jornais, que após a votação das moções é mais do que usual e normal que o candidato da moção que perde não se apresente a votos. Foi o que aconteceu em Braga em 1998 entre Paulo Portas e Maria José Nogueira Pinto e entre Ribeiro e Castro e Telmo Correia.

 

Este congresso foi mais do mesmo, à excepção da apresentação de três listas ao Conselho Nacional - a surpresa veio de uma lista promovida por apoiantes de Ribeiro e Castro - e do resultado do Movimento Alternativa e Responsabilidade, que demonstrou ter uma palavra a dizer no CDS.

 

Quanto a mim Paulo Portas não explicou a razão da sua demissão "irrevogável", principalmente porque usou esta palavra e depois voltou atrás.

 

Não ouvi, por parte de nenhuma das pessoas que foi discursar, qualquer critica às propostas apresentadas na moção de Filipe anacoreta Correia, pelo que fiquem sem perceber, qual a razão para o Grande Líder não ter aceitado tais propostas. 

Provavelmente porque quem está no poder não está habituado a que lhes peçam que acolham propostas, mas sim a que lhes peçam lugares e empregos. 

 

De resto, estranho o facto de Paulo Portas não ter querido abranger a moção de Filipe Anacoreta Correia, já que nenhuma das propostas apresentadas por esta moção foi criticada por Paulo Portas ou qualquer um dos seus correligionários.

 

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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