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Os erros do governo do PS

por Francisco Beirão Belo, em 15.01.16

O meu artigo de hoje no Económico sobre as medidas que o governo de António Costa está a tomar, tais como as 35 horas de trabalho semanal, e o impacto no orçamento geral do estado e na competitividade da economia portuguesa.

 

Em pouco mais de um mês, o governo de Costa está a desfazer o que foi feito nos últimos quatro anos, devido a um radicalismo político e programático.

O mais grave é que estas medidas têm sido feitas sem uma efectiva avaliação. Além de terem forte impacto orçamental, demonstram uma constante cedência a corporações.

A reposição do trabalho semanal na administração pública para 35 horas significa uma redução superior a 10% e é impossível
que não implique gastos públicos adicionais, seja em mais funcionários ou horas extraordinárias. Caso contrário haverá uma degradação dos serviços públicos.

Adicionalmente, esta reposição irá reintroduzir uma nova desigualdade entre o público e o privado, que levará a novas lutas sindicais para que esta medida seja também implementada no sector privado, com impacto negativo na competitividade da economia. O PS aceita a redução do horário de trabalho na função pública, mas só se tiver custo nulo. Já o PCP e o BE querem alargar a redução do horário semanal de trabalho ao sector privado.

Os parceiros que suportam o Governo PS tudo irão fazer para implementar as 35 horas de trabalho semanal no público e no privado, levando ao aumento da despesa pública e à degradação da competitividade da economia.

Assim, caminhamos a passos largos para uma nova bancarrota.

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Dá um mergulho...

por João Monge de Gouveia, em 15.10.13

A CGTP persiste em querer fazer uma manifestação na ponte, mesmo contra o parecer de quase todos...

 

vão treinando:

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Qual será o fetiche da CGTP com a Ponte Salazar?

por Tiago Sunzu, em 09.10.13

Já percebemos que o senhor Arménio quer manifestar-se, 100% de acordo, mas porque é que tem que ser na ponte Salazar? Não há outro sítio que dê?

Que mensagem será esta da CGTP, que não mostra interesse na logística (e custo associado) com a sua manifestação? Parar a Ponte tem custos para o Estado, será isso irrelevante? Ou pior ainda, será isso relevante? Será esse o interesse da CGTP, gerar prejuízo aos contribuintes?

A corrida da Ponte é paga, será que a CGTP vai cobrar pela manifestação? Também vão dar dorsais?

Eu acho abominável constatar, vez após vez, que os Sindicatos não passam de mais um partido político. Questiono-me se Arménio Carlos sabe porque é que lhe pagam pelo seu trabalho. Será que ele acha que é para fazer barulho, chatear o Governo, dar prejuízo ao Governo?

 

Se fosse sabido que a manifestação na Ponte 25 de Abril custava o dobro aos contribuintes (a ti!), será que a CGTP recuava? 

Eu tenho quase a certeza que não, pois para os Políticos dinheiro de Contribuintes é só um pormenor... e a CGTP não passa de mais um partido político, apregoando ideais bonitos, mas feio e defeituoso por dentro...

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Desconcertação social

por José Meireles Graça, em 17.01.12

Não sou adepto da concertação social:


1. Põe de um lado os patrões, representados por quem não os representa, e do outro as confederações do trabalho, organismos de representatividade mais do que duvidosa e parasitados pelos partidos;


2. Os interesses do patronato são os de uma sociedade que não lhes crie entraves desnecessários, respeite a propriedade privada dos meios de produção e lhes deixe nos bolsos recursos para investir, aforrar ou consumir.


3. Os interesses dos trabalhadores são os de empregos, salários, assistência na doença, reforma e condições de trabalho.


4. A ideia de que todas as empresas dentro de um mesmo sector são basicamente iguais, e que por isso os níveis salariais e condições devem, para funções equivalentes, ter mínimos impostos, é uma ideia obsoleta. Como o é qualquer tipo de regulamentação minuciosa.


5. A ideia de que o Estado, ou os Sindicatos, sabem como se administra uma empresa em ambiente de competição é uma fantasia, lisonjeira para os interessados, mas indemonstrada. Com a aceleração e aprofundamento da competição, até mesmo os patrões estão constantemente a descobrir que eles próprios não sabem.


6. O que há de essencial no mundo das relações de trabalho, competitividade do País e das empresas, criação de emprego e alívio do desemprego, são escolhas políticas, não escolhas corporativas.


Mas concedo: Se a fortuna que custa manter o Conselho Permanente de Concertação Social; as intermináveis reuniões de responsáveis políticos com legitimidade democrática a barganhar com quem não a tem; a ubiquidade dos soi-disant representantes dos trabalhadores, mais os soi-disant representantes dos patrões, a permanentemente ocupar o espaço público com as suas banalidades mil vezes repetidas - se tudo isso servisse para a acalmia social, talvez não fosse mau negócio.


Hipocrisia é muitas vezes outro nome do realismo. Agora, assim, vale a pena?

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A meia-hora do muito barulho para nada

por José Meireles Graça, em 12.01.12

A redução da Taxa Social Única foi deixada cair porque reduzia a receita e, credo!, a receita não pode cair voluntariamente - já basta que caia porque uma economia exangue não vai conseguir pagar impostos aos níveis a que estão.


A ideia de aumento do horário de trabalho, atirada às feras da discussão pública, não entusiasma ninguém. A Direita torce um nariz céptico e a Esquerda comunista faz o berreiro do costume - só deixaria de o fazer quando o "povo trabalhador" chegasse ao Poder pelas mãos extremosas dos Srs. Jerónimo e Carvalho da Silva, circunstância em que as razões para protestar morreriam de morte matada.


A ideia original, que era da Troika, e a sucedânea, que parece ser do Ministério das Finanças, tinha como propósito fazer baixar o custo do factor trabalho, reforçando a competitividade das empresas.


O sucedâneo não tem, como costuma acontecer com os sucedâneos, as mesmas vantagens do original. E o original pouco faria, por insuficiente, para resolver o problema do desequilíbrio externo.


Resta sair do Euro - mas falar nisso é tabu, que os bonzos da Economia de cátedra acham que seria uma tragédia. E também não vale muito a pena perder tempo, que o Euro se encarregará de sair de nós.


Como se verá. 

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Não há pachorra

por Diogo Duarte Campos, em 22.12.11

Porque é que a CGTP não abandona de vez a concertação social.

 

Ah, pois é, deixava de a poder abandonar todos os anos.

 

 

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Manifestações antigas

por José Meireles Graça, em 01.07.11
Joana Lopes, uma das pessoas de esquerda cujos textos leio com gosto e geral desaprovação, lembra aqui com assinalável oportunidade o ambiente social nos idos de 1983 por causa do corte no subsídio de Natal. Aplicando a taxa de redesconto do Banco da Aldrabice e Exageros Sortidos, do qual a CGTP é accionista, tivemos nas ruas entre 200.000 e 300.000 pessoas. Para já não serão, talvez, tantas. Mas serão muitas mais se voltarmos a ouvir falar de aumentos de impostos sem novidades sérias em matéria de redução das despesas. Que muita gente mudou para experimentar uma prática nova; não mudou para um embrulho mais simpático e franco do mesmo conteúdo.

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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