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Musica da Semana

por João Monge de Gouveia, em 30.06.14

Passaram-se 100 anos sobre o inicio da 1ª Guerra Mundial, foi este o tema que escolhemos para música da semana.

 

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Por quem os sinos dobram

por José Meireles Graça, em 28.06.14

O Parlamento de faz-de-conta teve o seu dia; e o seu dia teve Juncker, que pode prosseguir a sua gloriosa carreira de alto-sacerdote do ideal europeu.

 

Arrisca-se a ser o último de uma longa linhagem de engenheiros de pátrias. Porque até há poucos anos lidava-se com países que, como certos da Europa Central e de Leste, queriam uma casa comum para se defenderem do urso russo; pequenos países que, como o Luxemburgo natal e a Bélgica, são pais fundadores e beneficiam largamente da sua centralidade no Império; países saídos de longas ditaduras, como nós e a Espanha, que pretendiam um seguro de vida da democracia contra golpes militares; e todos, todos quantos foram atraídos pelo mercado comum, a livre circulação de pessoas e bens, uma longa história de sucesso, e os fundos de coesão, um sucesso de propaganda.

 

Mas em 1992 havia chegado Maastricht, o Euro e o início, durante anos imperceptível, da ascensão imparável de uma burocracia paga a peso de ouro, recrutada nos países membros e que, como todas as burocracias, foi alargando pacientemente o seu poder.

 

Desde Maastricht houve 16 adesões de novos países a uma agora designada União, que todavia, com a reunificação da Alemanha em 1990 e o fim da Guerra Fria, perdera ao mesmo tempo o equilíbrio entre os seus principais membros e um inimigo comum, passando a Alemanha a ter, demográfica e sobretudo economicamente, um peso que lhe confere um papel de liderança, que aliás, crescentemente, não se dá ao trabalho de sequer disfarçar.

 

Os países que, entretanto, se deixaram prender na armadilha do Euro, endividando-se até aos cabelos, não estão em condições de recusar a fuga integracionista para a frente que o Euro, para sobreviver, implica.

 

Era assim que estávamos. Não é assim que estamos. Porque a pérfida Albion nem está no Euro, nem arruinada, nem tem uma parte substancial da sua população emigrada, nem tem uma classe dirigente e uma opinião pública e publicada quase sem excepção de cócoras perante as maravilhas da construção europeia.

 

Britain's days in the EU are numbereddiz Daniel Hannan.

 

Os da UE também, tal como a conhecemos - espero eu.

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Vamos lá ao que interessa

por João Monge de Gouveia, em 27.06.14

Agora que a selecção foi eliminada, vamos lá ao que interessa: Quem são os novos reforços do Benfica?

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Mais vale ser ladrão...

por João Monge de Gouveia, em 27.06.14

A nossa justiça decidiu, apesar de um menor ter sido levado pelo pai para um assalto e de ter sido dado provado que este expôs aquele a um perigo, que o pai do menor assaltou uma vacaria que fugia da policia, provavelmente a alta velocidade numa estrada, capaz de poder ter um acidente e de estar a colocar já em perigo a vida do menor bem como de outras pessoas que pudessem aparecer na via, de estar a colocar em risco a vida dos militares da GNR que o perseguiam, de os militares da GNR lhe terem dito várias vezes para parar, aquele se encontrar em fuga às autoridades, o agente da GNR ter disparado para os pneus e devido às irregularidades da estrada ter acertado no menor, sem querer e sem saber que este lá estava, menor esse, repita-se que foi levado pelo Pai, que participou no assalto (que rico exemplo que estava a ter), condenar o militar da GNR Hugo Ernano, a quatro anos de prisão, suspensos, e em vez de pagar 80 mil euros a que estava condenado a pagar de indemnização à família da vítima, a Relação decidiu que terá de pagar 45 mil euros. Deve dez mil ao pai – o assaltante que levou o filho de 13 anos para um roubo, em Agosto de 2008 – e 35 mil à mãe.

Hugo Ernano já disse não ter dinheiro para pagar este montante. "Eu ganho pouco mais do que 800 euros." Os juízes da Relação admitem que o pai do menor contribuiu para a sua morte, mas mantêm-no como beneficiário de uma indemnização. "

Ponderando que o pai contribuiu para a morte, ao expor o seu filho a uma situação perigosa, a indemnização fica reduzida", lê-se. 

 

Isto é, o Pai leva o filho de 13 anos para um assalto, o que não deveria de todo acontecer e ainda ganha dez mil euros ao GNR que estando a proteger os bens de outros é condenado a prisão, poderá vir a perder o seu emprego e ainda tem que pagar um valor que não tem.

 

Quanto a isto o Tribunal da Realção quer dizer a toda a sociedade, tal como o de 1ª instância que julgou este caso, que mais vale ser ladrãoe não cumprir a lei.

 


Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/leva-filho-para-a-morte-e-ganha-10-mil-

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a despesa para a provar que não tem despesas

por João Monge de Gouveia, em 27.06.14

Jardim gastou meio milhão para provar que não é despesista

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A falta de democracia

por João Monge de Gouveia, em 24.06.14

Os apoiante sde Costa andam por ai a dizer que Seguro sofre de falta de democarcia, por não marcar eleições internas no Partido Socialista.

 

eu tenho para mim que quem sofre de falta de democraticidade é Costa e os seus apoiantes que tentam a todo o custo "derrubar" um lider partidário de mocraticamente eleito e antes do termo do sue mandato.

 

Cheira-me que já vi isto em qualquer lado?

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Musica da Semana

por João Monge de Gouveia, em 24.06.14

A musica desta semana é dedicada ao "levantamento" no Iraque

 

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Crime, disseram eles

por José Meireles Graça, em 23.06.14

Houve um tempo na minha vida em que tive uma grande ligação às artes plásticas, porquanto aos sábados ia esperar uma aluna à ESBAP, à saída das aulas, e tal prática durou mais de um ano.

 

Fiquei a conhecer, de vista, alguns futuros pintores e escultores. Destes últimos lembro-me bem de um que teve um chumbo redondo por ter apresentado um trabalho que consistia num armário cheio de frascos de compota, cada frasco com uma etiqueta identificando o que continha. Havia uma que dizia compota de pregos, outra de parafusos, outras de vários conteúdos, e mesmo uma que rezava "compota de merda", que era efectivamente o que o frasco continha.

 

Chamava-se a escultura O Compotador, e ignoro por que razões a originalidade, e até a franqueza, do trabalho não mereceram aprovação. O artista achava-a uma obra de arte, tinha um significado simbólico e continha uma mensagem - precisamente o que caracteriza boa parte da escultura contemporânea, muita dela ornando as nossas rotundas municipais. Fosse hoje e bastaria talvez designar o frasco de excrementos como "compota de políticos" e logo o corpo docente, a associação de carros de praça lisbonense e Pacheco Pereira aplaudiriam a mãos ambas.

 

Pois bem: para "mostrar a indignação pelo estado em que está o país", um aluno com o nome memorável de Élsio Menau fez uma forca na qual dependurou, de cabeça para baixo, a bandeira portuguesa. O trabalho, de final de curso, mereceu a classificação de 17 valores no curso de Artes Visuais na Universidade do Algarve.

 

Caiu-lhe em cima uma acusação de "crime de injúria aos símbolos nacionais", prestou declarações na Polícia Judiciária e vai ser julgado na próxima segunda-feira.

 

Sobre o trabalho digo nada, excepto que tem a grande vantagem de ser feito em materiais perecíveis. Mas pergunto: Menau tem ou não o direito de manifestar indignação pelo estado em que está o país? E pode ou não pode achar, e dizer, que os actuais detentores do Poder são inimigos de Portugal (se é isso que quer dizer)? E a utilização da bandeira para simbolizar o país martirizado e ofendido ofende a bandeira como?

 

É a isso que o tribunal vai responder na segunda-feira. E só pode responder de uma maneira - absolvendo. Se fosse eu o juiz, aproveitaria para me dirigir a quem fez a acusação para fazer duas perguntas: V. Exª é patrioteiro, patriotaça ou patriotarreca?; está com falta de crimes para investigar, e criminosos para perseguir?

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Mais uma greve

por João Monge de Gouveia, em 22.06.14
Devido aos cortes anunciados pelo governo e não declarados inconstitucionais pelo respectivo tribunal, o Verão decidiu fazer greve

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Musica da semana

por João Monge de Gouveia, em 14.06.14

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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