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Daniel e o jogo proibido

por José Meireles Graça, em 30.01.14

Duvido que um jogo entre o Marêitimo e o Puorto, no estádio dos Barreiros, seja o melhor ambiente para um menino de 18 meses.

 

Mas o clube da casa fazia gosto que ele fosse ver aquele empolgante embate, provavelmente para tirar algum partido do apoio que tem dado à família do petiz - de um clube desportivo não se espera que se comporte como uma associação de beneficência.

 

Fosse eu pai dele e não me passava pela cabeça levá-lo para um sítio frio e barulhento, com a agravante de, na idade em que se aprende a falar, o léxico que pudesse assimilar não ser daquela variedade que possa ficar bem nos fastos das primeiras palavras que disse o Danielzinho.

 

Se, porém, tivesse recebido por causa do rapaz oferendas que a ele e a mim faziam muito jeito, retribuía não recusando um convite da mão generosa.

 

Mas quê: uma coisa que dá pelo nome de Comissão de Proteção de Jovens e Crianças Menores (CPJC) da Calheta proibiu.

 

Fui googlar para ver o que era esta comissão e fiquei varado: há montes de comissões destas, são municipais mas há uma central, têm Lei, portarias e o catano.

 

Distraí-me a ler o palavreado no sítio da tal Comissão Central e acabei por não ver a da Calheta. Também já não tinha vontade - por essa altura albergava no meu seio justiceiro um forte desejo de correr tudo à galheta; que eu, ao contrário do Danielzinho, não me dou excessivamente mal com ambientes futeboleiros.

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ENVC - Mau jornalismo

por João Monge de Gouveia, em 29.01.14

É uma vergonha a forma de fazer politica em Portugal, mas também é verdade que os Jornalistas deveriam verificar as noticias antes de as publicar.

 

Acontece que os políticos faltam constantemente à verdade e não são punidos por isso, e muitas vezes, o povo sem saber vai atrás daquilo que ouve não podendo, nem sendo esclarecido.

 

Uma das missões de um bom jornalista deveria ser dar uma noticia fidedigna e que esclarecesse as pessoas.

 

Infelizmente em Portugal isso não acontece e tanto o político ou a pessoa que dá declarações e falta à verdade e o jornalista que as publica só para vender jornais e/ou atacar este ou aquele, não são punidos.

 

É lamentável que isto suceda assim.

 

Por exemplo, nesta noticia tenho conhecimento de causa do que se passa e sei que não é o Governo que falta à verdade.

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Bloco de Esquerda, uma manta de retalhos

por João Monge de Gouveia, em 28.01.14

O Bloco de esquerda nasceu da junção de três partidos: a Politica XXI; a UDP e o PSR, as quais depois se juntaram vários movimentos.

 

O Bloco, para mim, sempre foi a forma que Francisco Louçã teve de chegar a deputado.

 

O facto é que após o nascimento do Bloco, este tornou-se um movimento político incontornável da politica portuguesa ao apresentar vários projectos na Assembleia da República.

 

É de salientar que o Bloco (como assim é chamado) sempre mereceu o apoio dos media.

 

No entanto, como qualquer manta de retalhos e partido com tiques ditatoriais, o Bloco começou a desagregar-se, foram várias as saídas, como a Joana Amaral Dias, o Rui Tavares, o Daniel Oliveira e agora mais recentemente a Ana Drago, militantes mediáticos que saíram em choque com o partido e com Louçã.

 

Na verdade, o que se passa com o Bloco, quanto a mim, é que apesar de ser uma manta de retalhos o Bloco é Louçã e Louçã é o Bloco, apesar desta liderança bicéfala (que é outra coisa que não se entende), o Bloco tende a desagregar-se e a desaparecer, e a saída de Líder Louçã foi um dos primeiros sinais para o desaparecimento do Bloco.

 

Temo que um dia, o mesmo se possa passar com o CDS. 

 

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Bem Vindos Mais

por João Monge de Gouveia, em 28.01.14

Um novo Blog está na Blogoesfera, chama-se "Mais" e junta vários Portugueses espalhados pelo Mundo.

 

Pode ser encontrado aqui.

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Musica da semana

por João Monge de Gouveia, em 26.01.14

Esta musica é dedicada ao sr. Presidente que condecora um futebolista, ao mesmo tempo que toda a gente olha e comenta a saia de uma miuda e os militares andam a falar de revoluções.

 

 

 

 

 

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Mirando o problema dos Miró

por José Meireles Graça, em 25.01.14

Houve um tempo em que um retrato pintado servia como testemunho do prestígio do retratado ou sua família; ou, mais prosaicamente, antes da invenção da fotografia, para inteirar o distante potencial noivo das feições do estafermo que iria garantir a descendência de uma linhagem que se pretendia, ou era, ilustre (ignoro se há casos em que fosse ao contrário, isto é, em que a família da noiva mandasse vir o retrato do marmanjo candidato a garanhão).

 

A paisagem, a alegoria, as vidas dos santos, os passos da Paixão, as cenas bíblicas, os cenários de guerra, os heróis a cavalo ou a pé, a mitologia clássica a partir do Renascimento, outros temas ainda, punham aos pintores três tipos de problemas: i) Agradar ao nobre ou clérigo patrono, ao burguês também quando este começou a fazer aparecer a sua cabeça empreendedora e nova-rica, a partir do aumento do comércio e da riqueza que os Descobrimentos abriram; ii) Actualidade técnica: na perspectiva, nos pigmentos e misturas, nos temas, houve evolução, o que quer dizer inovadores, seguidores, contestatários e escolas; e iii) Mensagem: As Meninas de Velazquez, ou os Painéis de S. Vicente, por exemplo, alimentam intermináveis polémicas sobre as reais motivações da representação daqueles monstrinhos, ou quem são exactamente as personagens que Nuno Gonçalves retrata, e porquê aquelas e não outras.

 

Os grandes pintores somaram sempre à originalidade e à qualidade técnica, para os que veem o que lá não está, intenções ideológicas, ou religiosas, ou práticas, segundo as lutas e os ares do tempo. O que significa desde logo que ninguém entende nada de pintura sem entender nada de História - condição portanto necessária, ainda que não suficiente.

 

Uma multidão de factores influenciou o aparecimento, em finais do séc. XIX, da pintura moderna. Infelizmente, o movimento mais conhecido ficou a dever o seu nome a um termo, impressionismo, desejado como pejorativo por quem o cunhou, um crítico de Arte. E como os pintores polémicos da época foram objecto de grande baile por parte dos especialistas, mas são hoje, possivelmente, os de maior sucesso na história da pintura, seria de esperar que o público tivesse ficado vacinado contra a opinião de entendidos.

 

Mas o impressionismo era ainda figurativo, apenas queria que o natural e o simples aparecessem transfigurados pela luz, coisa que o público podia entender. Daí para a frente e, creio eu, sob o aguilhão da fotografia, que veio concorrer no espaço da representação do real, a pintura evoluiu para manifestações cada vez mais conceptuais, sem nenhuma relação com nada que não fosse uma interpretação pessoalíssima do artista e, crescentemente, do crítico. Este pretende traduzir, para o público, o que o público não entende.

 

Este terreno presta-se a toda a sorte de trapaças, e destas a mais evidente é a flagrante gratuitidade da maior parte das originalidades pictóricas, e a generalizada vacuidade da maioria dos críticos: dizem coisas herméticas que, espremidas, não significam nada.

 

Encurtemos, que nem sou qualificado nem estou disposto a abundar no tema. Sobre a polémica Miró e as mais de 6 dúzias de telas que a massa falida do BPN detém, não concordo com a petição dos 8100 apreciadores: tivesse eu herdado algum dos estropícios e passá-lo-ia oportunamente a patacos. Mas também não concordo que a Christie's, ou qualquer outra casa, vá leiloar as telas às resmas - isso não pode senão fazer cair o preço. O que devia ir a leilão era uma tela; e as restantes, uma a uma, com intervalo mínimo de cinco anos. Ficava toda a gente contente: o PCP, os Verdes, o Bloco, os proponentes da petição, podiam dizer que salvaram a quase totalidade destas preciosidades, essenciais para a Cultura ou lá o que é; o Estado, baseado no valor pelo qual a obra fosse adjudicada, podia sempre dar as outras de garantia anti-calote; se os entendidos tiverem razão, Miró não pode senão valer cada vez mais; e, mesmo que haja, como há, um certo retorno ao interesse pela pintura pré-moderna, não é previsível que as luminárias do séc. XX sejam postas no seu lugar nos próximos 40 anos.

 

E os Miró, onde guardá-los? Uma parte ficava bem nos Passos Perdidos - ele há senhores deputados que gostam muito de Arte, e Pintura, e assim - se perguntados, todos dirão que sim senhor, a Arte toca-os muito; no Palácio de Belém cabiam alguns -a nossa Primeira Dama é intensamente cultural, e o nosso Presidente, então, nem se fala; no Centro Cultural de Belém, onde o comendador Berardo expõe meia dúzia de coisas boas e um extenso acervo de lixo, ficavam bem mais alguns; e o resto podia ir para as caves do Banco de Portugal - como metade do ouro que lá havia já voou não há problemas de falta de espaço. 

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Dois pesos, duas medidas

por Tiago Sunzu, em 23.01.14

Este comentário vem na sequência deste, de José Meireles Graça, neste mesmo blog.

Nesse comentário, é explicado como um cidadão viu o seu ordenado penhorado, quando foi concluído em Tribunal que a sua dívida ao Banco, contraída para compra da sua habitação própria, não ficava liquidada só e apenas pela entrega da Garantia (casa).

 

Quando li isto, achei inacreditável. Isto significa que o Banco tem risco 0 no seu empréstimo, pode até emprestar-me 500.000euros tendo os meus sapatos como garantia, e depois quando eu falho o pagamento, diz que os sapatos (quem diria) não cobrem a dívida.

 

MAS! Esta é a consequência negativa. Eu imediatamente me lembrei das "negociatas" do BPN / SLN, onde o truque era dar garantias inflacionadas e falhar o pagamento depois dos empréstimos.

 

Da mesma forma como José confia que "Os Tribunais julgam segundo a lei", eu atrevo-me a ir mais longe:

 

Eu confio que os Tribunais julgam segundo a lei, sem qualquer tipo de influências. E acredito também que, tendo um precedente de que o Devedor tem que cobrir a título pessoal qualquer montante não coberto pelas Garantias prestadas, então, eu acredito que vamos conseguir recuperar para o BPN / Estado os seguintes valores:

 

 

E estou certo que, agora que descobriram isto, mais irão aparecer.

 

Eu "acredito" que não vai haver dois pesos e duas medidas, e sei, infelizmente, que me vou enganar...

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Vae Victis

por José Meireles Graça, em 22.01.14

Os tribunais julgam segundo a lei. E não duvido que a Relação tenha feito, dos factos levados a juízo, um enquadramento adequado ao direito aplicável. E como a vítima (vítima sim) da sentença não pode recorrer, dura lex sed lex e pé-ré-pé-pé.

 

O legislador, porém, devia rever a legislação, tendo em conta os ensinamentos que se retiram da história que segue:

 

O banco emprestou 77% do valor que atribuiu a um bem. Suponho que a sentença ou as partes não referem a minudência, mas imagino que pelo trabalho especializado da avaliação se terá feito pagar; assim como, sendo o próprio banco interessado na operação, e tendo a avaliação sido feita por quem para o banco trabalhava, não há razões para supôr que 117.000,00 Euros seriam menos do que o valor de mercado.

 

Mas o mercado afundou-se pelas razões conhecidas. E o banco, se não fosse gerido por ineptos, e aconselhado por incompetentes, tinha obrigação de saber que estava a caminho, e colaborava na formação, de uma bolha.

 

Dir-se-á que não era essa a opinião dominante na altura. Pois não: se a opinião dominante fosse sempre a melhor, não haveria bolhas, nem crises.

 

Resta que quando elas vêm, as crises, há que fazer uma repartição de culpas. A notícia não diz as razões pelas quais o devedor entregou a casa, nem quanto já tinha pago, nem quando deixou de pagar e porquê - não faltam jornalistas incapazes de contar uma história com princípio, meio e fim. Mas não é aventureiro pensar que, como muitos, deixou de pagar a casa porque perdeu o emprego. E pergunta-se: o mutuário tinha neste caso mais obrigação do que o banco de adivinhar a crise? E, não tendo, por que razão deve suportar sozinho o risco do negócio?

 

Claro que os bancos estão entupidos de imóveis; claro que talvez tenham prejuízo com contratos celebrados no tempo das vacas gordas e que não podem renegociar; claro que, sem avales do Estado e financiamentos públicos, boa parte deles teria fechado as portas ou sido absorvido por outros, se é que não implodia o sistema todo e com ele o País; e claro que o Estado que ampara a banca coxa é amparado por ela que lhe compra dívida pública.

 

Mas no meio deste jogo de magos da finança, governantes aflitos, oposições lunáticas, comunistas e inimputáveis, há pessoas que perderam tudo; e quem tudo perdeu sem culpa não devia ter mais nada a pagar.

 

Talvez os senhores desembargadores de Évora se pudessem, na floresta do direito positivo, ter lembrado que o Direito não pode servir para realizar o Torto.

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Agora começo a ficar preocupado

por João Monge de Gouveia, em 21.01.14

Dou comigo a concordar com o Pacheco Pereira.

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Da Ordem para Bruxelas

por João Monge de Gouveia, em 20.01.14

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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