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A falta de impunidade e de liberdade nas greves

por João Monge de Gouveia, em 29.11.13

Normalmente os piquetes de greve acusam sempre a policia de lhes cortar o direito a manifestarem-se, mas não é verdade.

 

Como podemos verificar, pelo exemplo das imagens deste link,  são os grevistas que querem impedir os seus colegas de trabalharem, ou seja, querem impedir a que tem o direito de não fazer greve a ser obrigado a fazer greve.

 

Pessoalmente já assisti a muitos sindicalistas enquanto estão de piquete a tentarem com pressões que as pessoas adiram às greves.

 

É muito grave assistir a estas faltas de consideração dos grevistas e dos sindicalistas pelos colegas e pelos outros, tentando rettirar-lhes um direito constitucionalmente consagrado, que é o do trabalho. Mas mais grave ainda é ver dois deputados e um dirigente máximo de um sindicato a tentarem impedir outros de trabalharem, a desobedecerem a ordens policiais legitimas e a fazerem ameaças, no fundo a infringirem descaradamente a lei até em frente às câmaras de televisão Estes senhores deviam ser punidos pela lei, mas mais do que tudo e quanto aos dois deputados deviam imediatamente deixar de o ser, não podemos permitir que um deputado de uma nação se comporte da forma como estes dois senhores o fizeram ontem à noite à porta dos CTT.

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Com-Senso

por Joaquim Pedro Lampreia, em 28.11.13

Hoje, no Público, Francisco Assis e João Miguel Tavares fazem a mesmíssima crítica ao ajuntamento da Aula Magna.

Mais do que uma curiosidade, é a prova que uma esquerda realista e uma direita inteligente convergem em pontos essenciais.

O futuro de Portugal passaria por aqui, não fossem estas, infelizmente, mundividências minoritárias.

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Soares pós-Soares

por José Meireles Graça, em 27.11.13

Daqui a meia centena de anos não haverá ninguém que se lembre, por ter sido contemporâneo, do 25 de Abril, do que se lhe seguiu, da luta para evitar a russificação, da descolonização, da amarração de Portugal à jangada europeia, das personagens.

 

Sobre o que houver então o nosso passado e presente de agora projectarão sombras. E será o tempo dos historiadores: nunca se entendeu o presente, e muito menos se pôde futurar seja o que for, sem memória, uma verdade como um punho que muito cultor de ciências sociais ignora.

 

O futuro especialista do Portugal do último quarto de século e do primeiro deste tropeçará fatalmente em Mário Soares, por causa da descolonização, do regime democrático e da adesão europeia; e não tropeçará, com o mesmo grau de importância, em mais nenhum actor. Goste-se ou não se goste, é assim.

 

Não é porém do Mário Soares histórico que quero falar: esse declinou na sua importância com a adesão à CEE, já tinha cumprido a maior parte do seu papel quando chegou a Presidente da República, e morreu no fim do seu segundo mandato. Os episódios das candidaturas falhadas a presidente do Parlamento Europeu (cuja concorrente insultou) e de novo à Presidência da República, aos 80 anos, fazem parte da decadência.

 

Mário Soares não soube envelhecer. Deixou de entender o mundo que o rodeia, que não aceita, e a procura de um lugar ao sol da notoriedade e importância têm-no levado a lançar mão de todos os recursos de velho manhoso do jogo político, capaz de todos os truques e cambalhotas, a ponto de hoje os seus amigos (ou os que ele assim julga) serem em boa parte inimigos de ontem, que o aproveitam como alavanca.

 

A idade, que lhe retirou lucidez, acrescentou-lhe à desvergonha: Soares acha que pode incitar à violência, nomear-se procurador do poder local, gesticular na defesa da "cultura" e tachar todos os que não veem o momento presente da mesma forma estreita, obsoleta, facciosa e economicamente analfabeta que é a sua, como "especuladores da comunicação social, ao serviço do Governo" e "ao serviço do poder, para ganhar dinheiro".

 

Portas? "Um artista"; Cavaco? "Aconselhe-se com a esposa, que, como antiga professora, tem cultura".

 

É esta a prosa chula que assina num artigo prolixo e desenxabido no Diário de Notícias.

 

Nenhum homem é um grande homem para o seu criado de quarto, disse Eça algures, citando não sei quem. O Soares homem público de hoje perdeu há muito a grandeza e o que decerto já lá estava ficou exposto à comiseração de todos e ao aplauso da esquerda obtusa, para que se possa ver o que só alguns criados conheciam e alguns inimigos adivinhavam. 

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Um incentivo para os CTT

por João Monge de Gouveia, em 27.11.13

A empresa de serviços postais britânica Royal Mail apresentou os primeiros resultados financeiros após a privatização em outubro, tendo registado um crescimento no lucro no primeiro semestre do ano fiscal.

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O tempora o mores!

por Rosário Coimbra, em 26.11.13

Faz sentido que se estime Ramalho Eanes pelo seu papel no "regresso à normalidade democrática" durante o PREC. Mais do que isso, isto é, homenageá-lo pela sua "obra" enquanto presidente da república é excessivo e sintomático do estado de absoluta desolação com que hoje se encaram os políticos "notáveis" ainda no activo. Percebemos que o nosso grau de exigência ética atingiu os mínimos quando já basta ser honesto e probo para se ser herói da nação.

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Questão pertinente

por João Monge de Gouveia, em 26.11.13

Mas esta gente não trabalha??

 

 

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Da teoria à prática

por João Monge de Gouveia, em 25.11.13

Sempre achei que um dos problemas dos governos (e deste governo também) são os estudos, isto é, a teoria.

 

É um estudo para isto, outro para aquilo e depois nenhum deles tem nada a ver com a realidade e aqui está uma prova do que digo:

 

Mais de dois mil médicos aposentaram-se entre 2010 e 2013. Estudo pedido pelo Governo apontava para menos de mil.

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Música da Semana

por João Monge de Gouveia, em 24.11.13

Esta semana foi fértil em acontecimentos desde a manifestação dos senhores agentes à aula magna onde muitos dos responsáveis pelo estado de Portugal se reuniram, com um dos principais a discursar, por isso esta semana a nossa dedicatória é para o que parece que querem

 

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O Ensino Privado fica mais barato ao Estado. Mas e às famílias?

por Tiago Sunzu, em 24.11.13

Gostaria de começar com uma história ou até anedota empresarial:

 

Novo Director identifica que a impressão a cores tem um custo muito elevado. Por esse motivo, implementa um processo para controlar o acesso a esse tipo de impressão. Empregados que desejem imprimir a cores, têm de submeter várias requisições e obter várias aprovações. Os empregados, vendo este processo tão complexo, deixaram de imprimir a cores na Empresa, chegando às vezes até a imprimir a cores em casa para evitar este processo.

 

Passados 6 meses, o Director desligou a impressora a cores. Afinal de contas, ninguém precisava dela pois quase ninguém a usava.

 

O primeiro passo, Nuno Crato já deu: identificação do problema, claramente o custo do Ensino Público, e obviamente o facto de haver propostas privadas na zona.

 

O segundo passo está a caminho, extinguir a utilização. Neste passo, haverá 2 pontos essenciais: reduzir financiamento da Escola Pública (garantindo que a oferta pública reduz a sua qualidade), e incitar a utilização da alternativa. Se eu for um pai, tiver na minha zona 10 escolas (ou até 2), e a Escola Pública estiver num estado decadente, sem aquecimento, sem nada, se eu tiver dinheiro ponho-o numa privada. Ora, se tiver a ajuda do Estado, melhor ainda! (ver escolas em decadência nesta reportagem)

 

Ora bem, qual a consequência óbvia: quem pode (e nem precisa de poder muito se calhar, com a ajuda do Estado) irá optar pela melhor: a Privada (até tem aquecimento e tudo, um luxo, bem melhor que a Pública abandonada com janelas que não fecham). Ora, ficarão aqueles não têm hipótese: os mais pobres. 

 

O último passo já deverá ser óbvio, eliminação do problema com plena justificação. Os pobres não irão conseguir encher as Escolas Públicas, o custo de reparar as que estão decadentes irá ser muito elevado, e até há uma opção, a Privada que se tornará monopólio um dia. Nesta fase, sendo monopólio, poderão subir os preços, ao que a população pedirá mais contribuição do Estado, e toda a gente ganha.

 

 

É triste o futuro que vejo aqui, mas acredito honestamente que é esta a ideia de longo prazo que Nuno Crato tem para a nossa educação. As consequências são óbvias, a exclusão pela via monetária da educação dos mais pobres, ou em caso de inclusão, a falta de condições a que serão submetidos. Levará também a um custo muito superior da educação para a classe média baixa à média alta que, um dia, foram os meus pais e que confiaram na escola Pública para me educar (não haveria dinheiro para privada com certeza). Esta não será uma opção no futuro. 

 

Claro que, nem tudo é mau... pelo menos as Escolas Privadas vão prosperar, e vai ser óptimo, porque vamos ter mais um sector privado dinamizado! E melhor ainda, por um custo menor para o Estado!

 

Celebremos o nosso futuro educativo!

 


“Um povo educado não aceitaria as condições de miséria e desemprego como as que temos”

Florestan Fernandes, Sociólogo e Política brasileiro

 

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Falta uma semana

por João Lamy da Fontoura, em 24.11.13

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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