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E agora, Sr. Ministra?

por João Monge de Gouveia, em 30.10.13

Exma. Sra. Ministra Assunção Cristas,

 

Tenho em minha casa um aquário com mais de três peixes, o que faço com o excedente?

 

Será que quem tem animais a mais os pode ir colocar no vosso ministério?

 

Antecipadamente grato pela sua resposta.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

JMG

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Os limites

por João Monge de Gouveia, em 29.10.13

Primeiro o tabaco, agora os animais de companhia.

 

Não dá para fazer uma lei que limite as ideias acéfalas do governo, ou mesmo até os ministros que tenham este tipo de ideias? 

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especial Lou Reed

por João Monge de Gouveia, em 28.10.13

Onde quer que esteja, concerteza que está:

 

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André não é Spartacus

por José Meireles Graça, em 28.10.13

Causou alguma comoção nas hostes mesozoicas um discurso de um tal André Albuquerque, actor desempregado. Um blogue do cretácico chegou mesmo a dizer que o texto "passou a ser um documento de luta. Daqueles que ficarão para sempre"; e a minha figadal inimiga Joana Lopes também o transcreveu com gosto no seu blogue da Antiguidade Clássica.

 

Curioso, fui ver. E a minha primeira reacção foi pensar que é muito mau o moço estar desempregado, porque pode-lhe dar para escrever, empolgado pelo sucesso da incursão nas artes oratórias, pelo que seria talvez recomendável dar-lhe uns subsídios, a ver se sossega. É que de Valter Hugo Mães, agora na versão dramatúrgica indignada, já estamos servidos; e há sempre o risco de tropeçar inadvertidamente num texto quando se têm hábitos de leitura a esmo. Tal perigo, porém, é menos assinalável nos teatros, porquanto há sempre a possibilidade de, inteirados do nome dos autores da peça, passarmos prudentemente ao largo.

 

Que diz então o genial André? Diz, por quatro vezes, que Portugal não é a Grécia e que está desempregado. É o que se chama uma anáfora, figura de estilo que, se usada a martelo, como no caso, se pode designar como enjoo. Desempregados, Andrezinho, meu chapa, há, além de ti, aí uns 599999, fora os que deram à sola. E uma larga maioria não produzia, quando estava empregada, artigos que ninguém queria, textos que ninguém lia, peças sem espectadores, serviços indesejados ou palavreado sortido. E se pesaram e pesam no orçamento é em nome do trabalho que desempenharam e perderam, não é em nome do direito a que a comunidade lhes sustente a alegada superioridade cultural.

 

E é de superioridade cultural que falas quando contrapões a Nini - seja lá quem for -, o La Féria, e o cacilheiro da Ajuda, não se sabe bem a quê, mas presume-se que aos outros Andrés e aos espectáculos culturais do bocejo, ainda que ignorante. A menos que aches mal que os poderes públicos subsidiem o gosto popular - é isso? Se é, André, aos meus braços, que ainda havemos de nos entender - basta que, como eu, queiras que o teu rico dinheirinho de contribuinte sirva para pagar a conservação do monumento, da biblioteca e do museu, e para financiar a escola, mas para o agente cultural - nicles: queres escrever compra um lápis, queres pintar compra tela e tintas, queres representar vê se arranjas um mecenas que te pague o teatro ou vai para as telenovelas - ups, parece que já lá estás, parabéns.

 

Quanto ao resto, olha, a aulazinha de Direito Constitucional esquece. Que o texto da Constituição, na parte dos direitos de uns sobre as obrigações de outros - morreu. E só dá ainda a impressão de estar vivo porque do óbito não foi ainda claramente informada uma parte da população nem os guardiães da revolução. Morreu porque acabou o arame. E esses que com sanha enumeras, e que ainda o têm, no geral aliás menos do que se imagina, só podem ser pilhados uma vez.

 

Por isso, a figura de Spartacus que, com grande rasgo de imaginação e uma pontinha de imodéstia, escolheste para muso inspirador, resulta um tanto, vá lá, deslocada: o escravo revoltoso foi morto pelas tropas de Crasso, e tu apenas tens de sobreviver até ao próximo discurso (se até lá não arranjares emprego). Além disso, Spartacus liderou 100 mil homens. Que mal te pergunte, André, tu lideras quem?

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«Brumas da Memória» (1)

por João Lamy da Fontoura, em 27.10.13

De vez em quando, saltam do baú textos com décadas que bem poderiam ter sido escritos hoje - e que deveriam poder continuar a sê-lo daqui a outros tantos anos. Eis um exemplo:

«O Colégio [Militar] tem isto de simpático: nele, o espírito militar não subalterniza o espírito civil, de forma que os rapazes saem daqui, a um tempo, soldados e cidadãos, como cumpre a democracia que, não só pela força, mas também pelo prestígio, precisa de defender-se e progredir».

Isto foi manuscrito pelo Presidente da República António José de Almeida - por sinal o único presidente da I República que terminou o seu mandato - no Livro de Honra do Colégio Militar em 16 de Outubro de 1919. Terá o Chefe do Estado a hipótese de, daqui a outros noventa e quatro anos, voltar a escrever palavras como estas naquele mesmo livro? Oxalá que sim!

 

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Musica da semana

por João Monge de Gouveia, em 27.10.13

A Sócrates y sus muchachos, que se encontraram na apresentação de um livro cujo tema é adequado à governação de Sócrates - A tortura em democracia.

 

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Entre gatuno e polícia... mais vale ser gatuno!

por Tiago Sunzu, em 25.10.13

Possivelmente sou só eu que estou chocado com a condenação de um GNR por, depois de quase ser atropelado, ter disparado contra uma carrinha onde fugiam gatunos... mas valha-nos que o gatuno também foi preso!!

Agora, fazendo as contas (ver artigo):

 

Roubar e ser apanhado :

    2.5 anos de prisão


Ser polícia, fazer o seu trabalho, e proteger a sociedade :

    9 anos de prisão

 

 

Constatação óbvia: mais vale ser gatuno!



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Prenúncios de tempestade

por João Lamy da Fontoura, em 25.10.13


O Tejo e o céu por cima dele, vistos, hoje, de algures em Lisboa.

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A Pandilha

por João Monge de Gouveia, em 25.10.13

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Para 2015

por João Monge de Gouveia, em 25.10.13

"Podemos apostar, aqui hoje, se quiserem, que o candidato da direita às eleições presidenciais de 2015 vai ser o dr. Pedro Santana Lopes (...) o candidato, o candidato, porque os outros [candidatos da direita] terão todos medo".  -  António Costa em Quadratura do circulo 24/10/2013

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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