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Efervescências (6)

por João Lamy da Fontoura, em 31.05.13

Rua 1.º de Dezembro, Lisboa

Maio de 2013

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Levianamente complacentes

por Pedro Boullosa Gonzalez, em 31.05.13

A leviandade é acima de tudo característica do preguiçoso e do pouco sério. O leviano é o imprudente, aquele que julga precipitada ou irreflectidamente: o termo parece derivar do latim moderno “levianimu”: ânimo leve. O leviano não se leva a sério nem leva a sério o objecto das suas análises, escolhas, opiniões, julgamentos e acções. Vê e analisa pela rama, em resultado da qual verbaliza depois superficiais opiniões e pratica também superficiais actos ou se remete a uma confortável omissão. O seu mal é sobretudo o da preguiça e consequentemente o da impreparação. O pano de fundo é o de irresponsabilidade aliada a algum atrevimento, que permite agir ou decidir antes de verificados os pressupostos lógicos da acção ou decisão. O leviano é por isso inoportuno. Mas voltemos ao inicio: na essência é um preguiçoso, pouco sério.

Por outro lado, a complacência traduz-se na benevolência, na vontade de agradar, a qual por sua vez deriva de uma aversão ao conflito. Quem é na essência complacente é sobretudo aquele que protege o estado de coisas porque quer estar bem com todos, seja por razões egoístas ou por nisso ver a fonte de um bem maior. Na maioria das vezes e por definição a primeira é mais frequente do que a última.

A conjugação da complacência com a leviandade traduz-se necessariamente no domínio da arbitrariedade, da falta de critério, da ausência de referências. A aversão à mudança e protecção do estado de coisas aliadas a leveza de espírito, pouca seriedade e ausência de preparação conduzem necessariamente a um estado de ser amorfo, paralisado e arbitrário. Saliente-se que o problema não é a ausência de padrões e consequente matriz casuística. É o da ausência de regras e critérios de análise, escolha e decisão e consequente vazio ético e moral.

O domínio colectivo é hoje destituído de qualquer tipo de referências, impostas ou recomendadas. Não existe um padrão de referências éticas ou morais de que se possa retirar um conceito colectivo de valores, do qual pudesse retirar-se a noção de bem comum. Não se define o que seja o bem colectivo, o que é fácil de perceber quando nem sequer uma visão colectiva estratégica existe (ainda que pragmática), sob qualquer tema ou ponto de vista. Sem prejuízo de oscilantes temáticas sectoriais, o colectivo não tem existência autónoma, não sendo mais do que o conjunto agregado (ou até segregado) dos indivíduos que o compõem. E assim vai sendo por isso arrastado pelos acontecimentos em vez de os gerar. Ao abrigo de um suposto liberalismo e de uma construída definição de democracia, acentuam-se os direitos e as liberdades individuais, à luz das quais a leviandade e a complacência ganham ainda mais espaço numa aparente solidariedade conjunta.

E assim o espaço e o discurso públicos são hoje por estas dominados, ainda que paradoxalmente sob um pano de fundo de vigilância constante e aversão à mudança. Os ocupantes e falantes do espaço público são levianos e complacentes, tal como são na essência levianos e complacentes os que a ele assistem, de forma mais ou menos interventiva. Mas rapidamente perdem a complacência perante quem o não seja.

Não há espaço para a diferença, de pensamentos, de soluções, de ideias. Não há alternativa à leviandade. Quem se atreve a sequer referir ou apontar o estado de coisas é rapidamente diagnosticado levianamente pelos ditos com recurso aos sempre aplaudidos padrões do discurso dominante. Não há ideias colectivas mas há bandeiras que arbitrariamente saem do armário para defender o estado de coisas: a tolerância, a resistência, a luta, o povo, a igualdade, o estado social, o estado de direito, as liberdades, os direitos humanos, os ricos, os fascistas, os pobres, os reformados, os trabalhadores. O dono da bandeira é o que a tiver à mão. Quem assiste, cala, por ignorância, aceitação do dogma ou desinteresse.

A aparente solidariedade conjunta é pretensamente defendida com recurso a instrumentos de retórica auto proclamada e tida como inquestionável e intocável. Fomenta-se a ilusória união com apelo a pretensas fragmentações arbitrárias que se pretende extrair das referidas bandeiras retóricas à prova de bala. O catálogo de bandeiras é vasto na mesma medida em que é ausente de critério. Os que ontem gritavam louvores às “economias de mercado” hoje erguem monumentos a ditaduras estatizadas. Quem ontem foi pioneiro na “austeridade” e na miséria hoje insulta os que são forçados a praticá-la. Quem antes defendia modelos do que quer que fosse hoje facilmente é recebido e aclamado pelos que levianamente se dizem do que quer que seja. Pouco interessa a consistência na visão que se defende do colectivo quando a mesma simplesmente não tem cabimento. Para sobreviver basta apenas assegurar isso mesmo: a sobrevivência do ponto de vista egoísta. Tudo o resto é adaptável.

Como elemento característico, o espaço colectivo denota apenas a total ausência de critérios que não sejam os individuais. Não existe sequer tolerância, porque esta pressupõe critério. Estamos no domínio da pura arbitrariedade egoísta. O maior embuste dos nossos tempos é o de se fazer crer que os direitos e as liberdades individuais são melhor defendidos num regime que neles assenta unicamente, os fomenta e deles vive exclusivamente, descurando em absoluto a imposição de um modelo ético comum. Algumas das consequências são já visíveis e podem ser resumidamente descritas com recurso a dois termos comuns: “falência moral” e “causas fracturantes”.

Um outro aspecto que deve ser destacado e que deriva quer da ausência de noção de bem comum quer do recurso aos padrões do discurso dominante é o seguinte: os direitos e as liberdades individuais são proclamados não em nome do indivíduo enquanto tal mas apenas enquanto pertencente a uma certa classe ou categoria. O trabalhador, o professor, o reformado, o funcionário público, todos e cada um deles são partes de um todo que os absorve e contém, sem o qual deixam de ser relevantes ou mesmo de existir. O que na verdade tem existência e releva é o grupo, o “sindicato” e não cada um dos seus membros. A ironia deste aspecto é evidente: os que se proclamam defensores dos “direitos” e das “liberdades” não são mais do que pobres dirigentes sindicalistas ao serviço de causas colectivas sectoriais. O porta-voz do trabalhador não defende, na verdade, o trabalhador mas a colectividade que lhe atribui pelouro e lhe serve o propósito de ser eleito. É uma visão sectorial, interesseira. Este é o permanente paradoxo: o suposto liberalismo focado nos direitos e liberdades individuais acaba por não consagrar mais do que classes ou sectores reconhecidos. O indivíduo não existe.

O terreno está assim excessivamente marcado pela leviandade e a complacência, que ironicamente marcam também em grande medida os que estão formalmente longe do actual estado de coisas.

É certo, porém, que a este respeito, a diferença de grau ou medida acaba por ser mais do que apenas isso. O que permite que o estado de coisas, apesar de tudo, não se agrave é a existência de instituições, grupos e indivíduos que, de algum modo, fazem ouvir a genuina coerência e inteligência e cuja mera existência acaba por impedir ou relativizar males maiores.

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É um primeiro passo para o Abismo

por João Monge de Gouveia, em 30.05.13

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A Denuncia Caluniosa

por João Monge de Gouveia, em 30.05.13

Tem aparecido nos jornais que uma empresa do Primeiro Ministro está a ser investigada.

 

O titulo é chamativo e refere "Gabinete anti-fraude da UE investiga antiga empresa de Passos"

 

Depois se formos lendo a noticia, percebemos que a mesma está a ser investigada devido a uma denúncia da eurodeputada socialista Ana Gomes, ou seja, afinal a empresa está ser investigada não por livre iniciativa do Gabinete anti fraude, mas porque houve uma denúncia, o que é normal.

 

Se eu fizer uma denuncia sobre x ou y à policia dizendo que este cometeu qualquer crime, x ou y também será investigado e provavelmente constituido arguido e no final poderá ser acusado ou absolvido, no caso desta útlima hipótese e se tiver bases para tal pode até intentar uma queixa por denúncia caluniosa contra a pessoa que o denunciou.

 

Imaginemos agora que a investigação não dá em nada, não seria bem feita que quem denunciou fosse denunciada?

 

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Nada de bom a dizer? Então não diga nada.

por Ana Rita Bessa, em 30.05.13

Este post será curto justamente porque quero seguir o bom senso que o título sugere.
 

Vem este a propósito de uma notícia do Público sobre a não validação de dois candidatos à Administração da Parque Escolar  pela Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CRESAP), criada em 2012 para avaliar gestores públicos e dirigentes do Estado.

 

Esclareça-se que não conheço os candidatos em causa nem tão pouco as suas comepetências profissionais e sou favorável à existência de um crivo de avaliação e imparcialidade na apreciação de curricula para este tipo de cargos.

 

Mas não posso achar normal que as avaliações feitas - e que deliberadamente não repito - sejam publicadas em jornais, expondo despudoramente os candidatos, com potenciais consequências negativas para as suas carreiras.

 

Ou terá a CRESAP, para além de um legitimo papel avaliador dos candidatos, a missão de proclamar a moralidade - ou alegada falta dela- dos que são propostos aos cargos?...

 

(Também publicado aqui)

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O bacalhau fritado

por José Meireles Graça, em 28.05.13

Vi num blogue uma receita de um amigo, ilustrada com fotografia, e ocorreu-me que nunca inteirei os leitores das minhas preferências culinárias, uma falha que jamais me foi assacada, seja porque, prudentemente, conhecendo as minhas inclinações políticas, lhes escasseia o desejo de conhecer as gastronómicas, seja porque acreditem que não há cozinha de esquerda e direita, ou ainda por serem tímidos.

 

Mas  cozinha de esquerda e direita. E a minha, lamento informar, é reaccionária, monárquica, comunista, conservadora e nacionalista. Isto ela é. Não é fast, internacional, elitista, francesa, ou castelhana ou italiana, de autor, exótica, nem de ou para parvalhões com a mania que são finos.

 

Explico: Reaccionária porque desconfia da novidade, que em geral despreza; monárquica porque as receitas vêm na sua maior parte do tempo em que o país não era presidido; comunista porque os pratos são daquela parte do povo que os podia pagar, que eram os lavradores ricos, e não do povo propriamente dito, que esse comia caldo de unto ou de couves e meia sardinha num bocado de pão de milho, reservando as ementas de luxo para dias santos - ou seja, sendo todo o povo igual, uma parte dele era mais igual, que é uma definição tão boa como outra de comunismo; conservadora porque ao produto moderno e processado prefere o natural e tradicional; e nacionalista porque guarda para o gosto estrangeiro incompreensão e descaso, e para o nacional familiaridade e estima.

 

Seja assim. E porque a pressão da vida moderna, a macaqueação da abominação estrangeira e o desprezo pelo mos maiorum vai soterrando preciosidades, deixo consignada nesta tribuna obscura a receita do bacalhau fritado.

 

Bacalhau frito toda a gente sabe o que é: umas postas bem demolhadas (o que levanta aliás problemas - postas de espessuras diferentes não devem ter o mesmo tempo de demolha, e a adição de sal necessária por excessiva demolha é coisa de maçaricos) são envolvidas num polme de farinha e ovo e fritas em óleo. Vão para a mesa com uns raminhos de salsa e azeitonas, em geral daquelas de frasco, inchadas da solução de lixívia em que foram previamente banhadas, a fim de serem perfeitamente higiénicas e insipidas.

 

Isto não é nada. Porque o bacalhau fritado só pode fazer-se com bacalhau de cura amarela, seco ao vento como já quase não há (o bacalhau, não o vento - desse há sacos, sobretudo na opinião publicada). E o preço deste bacalhau é superior ao da lagosta. Isto é aborrecido, e mais ainda porque, mesmo que se esteja disposto a pagar, não é fácil de encontrar. Eu sei onde comprar, mas só divulgaria se corrompido com convites de valor muito superior ao da informação.

 

Temos então o bacalhau xpto, embrulhado em jornais e guardado sem frio artificial meses a fio. Cortado em postas sobre o pequeno, vai a fritar em azeite, depois de envolvido em ovo de quinta batido mas sem farinha triga, ao contrário do outro.

 

O azeite pode ser, mas não precisa ser, novo - usado de frituras anteriores de bacalhau serve perfeitamente. A sertã não precisa de estar irrepreensivelmente limpa: se tiver sido lavada às três pancadas não vem daí mal ao mundo, desde que não haja resíduos de detergentes. Durante a fritura há que virar as postas, mas a operação deve ser feita com um gancho de cabelo, e convém que este esteja embebido de algum leve resquício de gordura natural. Hoje tal operação é praticamente impossível, por não se encontrarem cozinheiras de puxo enrolado no cocuruto da cabeça, de onde um gancho providencial possa ser retirado para este fim imprescindível.

 

Após a fritura, o bacalhau vai repousar, disposto numa travessa de cerâmica, eventualmente craquelée pelo uso e esbotenada, para um armarinho em lugar fresco (frigorífico nunca), protegido de excesso de luz, e dos insectos por uma rede, a fim de o ar circular. Pode consumir-se logo, mas o estágio no armário melhora-o para os dias seguintes.

 

As azeitonas, curtidas em casa e conservadas no respectivo cântaro (atenção: usar apenas colher de pau) ou em frasco com azeite, acrescentam-se na hora. O raminho de salsa fresca pode também acrescentar-se, por haver sempre quem aprecie paneleirices.

 

Simples, não é? Quem não gostar - do bacalhau ou do texto - pode pôr na beirinha do prato. 

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Musica da Semana

por João Monge de Gouveia, em 27.05.13

Para a nossa música a semana costuma terminar à sexta ou ao sábado, mas neste caso abrimos uma excepção e a nossa semana terminou no Domingo, dando assim 3 razões para dedicarmos esta música a Jorge Jesus e ao Benfica. (por muito que pessoalmente me custe muito a mim e a outros membros deste blogue). Assim:

 

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Ficou concluída com distinção a passagem de testemunho!

por Francisco Beirão Belo, em 26.05.13

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Cantinho do Morais #1

por Francisco Beirão Belo, em 25.05.13

Será que temos Presidente? Grande resposta de Bruno de Carvalho a Pinto da Costa sobre a venda de João Moutinho para o Mónaco.

 

"Tivemos o azar do presidente Pinto da Costa não estar a conseguir fazer os negócios que tem feito. Ele sempre disse que os jogadores eram vendidos pela cláusula, e sabemos que do João Moutinho era de 40 milhões. Infelizmente, não foi assim, foi por 25 milhões, o que mostra que, às vezes, as pessoas não vão tendo as mesmas capacidades e as mesmas competências"

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Manter fora do alcance das crianças

por José Meireles Graça, em 23.05.13

OXFAM não é, a despeito das aparências, o nome de um medicamento para correcção de algumas afecções do trato intestinal, ou para regular o exsudato nasal. E menos ainda para combater a influência deletéria dos fungos nos espaços interdigitais. Nada disso: O que a OXFAM combate é a fome e a injustiça no Mundo. E para tanto tem delegações na Nova Zelândia ou em Espanha, nos Estados Unidos, Hong Kong e em muitos outros lugares. No seu corpus de embaixadores arrola gente como Baaba Maal, que não sei quem seja, mas também Scarlett Johansson, Colin Firth e outras luminárias do espectáculo, cujos méritos ninguém desconhece. Aparentemente, não tem Portugueses nos seus quadros dirigentes, uma grande injustiça em relação a Jorge Sampaio, que dava um presidente de comité ou embaixador de primeiríssima água.

 

Como não podia deixar de ser, as alterações climáticas são uma preocupação central, quer porque quando a água falta as pessoas morrem à sede, quer porque correm o risco de morrer afogadas na ocorrência de inundações. E os poderes públicos, entregues a si próprios, nem promovem a instalação de canalizações nem se certificam de que as fábricas de canos se abstêm de poluir, donde estas grandes desgraças.

 

Pois a OXFAM garante que "taxar paraísos fiscais daria para acabar com pobreza extrema no mundo". Com efeito, "contas desta organização não-governamental dizem que há 14 biliões de euros escondidos, que representariam uma receita fiscal de 120 mil milhões de euros".

 

A notícia não esclarece de que forma é que se podem taxar paraísos fiscais sem acabar com a soberania do Luxemburgo, Andorra ou Malta, só na Europa, por exemplo, e criar controlos de circulação de capitais em todo o mundo sem prejudicar o comércio e o investimento; como é que essas receitas fiscais chegariam aos pobres sem ficar mais de metade pelo caminho, em agências internacionais, e boa parte do resto na mão das oligarquias dos países pobres; como se evitaria a destruição de incipientes economias locais, obrigadas a concorrer com produtos a custo zero; e como é que 120 mil milhões resolvem de vez o problema da pobreza extrema, dado que, uma vez pilhados, os evasores fiscais não poderão continuar a produzir evasão, por diminuição de recursos e por não serem masoquistas.

 

Mas a ideia é bonita, o internacionalismo simpático, a companhia agradável e - vamos lá a ver, todos precisamos de viver - as gratificações decentes.

 

Agora falta passar à prática. E não referi Jorge Sampaio por acaso: é de uma pessoa assim, com rasgo, imaginação e discursos grandiloquentes em bom Inglês, que a organização precisa.

 

Com a Scarlett Johansson de um lado, e Colin Firth do outro, ouvintes não haveriam de faltar. E não é impossível imaginar que um mínimo de três toneladas de alimentos sempre haveriam de chegar aos pretinhos do Darfur, juntamente com uma revista da OXFAM a explicar em banda desenhada os malefícios das alterações climáticas e do capitalismo desregulado.

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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