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O priapismo do PS

por José Meireles Graça, em 31.12.12

Se e quando o PS regressar ao Poder, sou dos que acharão justo - tão justo e apropriado como a nomeação, nas insolvências, dos próprios insolventes como fiéis depositários dos bens a executar.

 

Claro que os insolventes não costumam orgulhar-se da condição a que chegaram, e não lhes ocorre a ideia peregrina de, se melhorarem de vida, repetir os passos que os levaram ao abismo.

 

Por isso esta comparação é nitidamente forçada. Mas, mesmo assim, foi a que me ocorreu ao ler o estimável Zorrinho: "Respeitamos as metas do memorando mas é outro o caminho para as podermos cumprir. Um caminho baseado numa visão moderna do Estado social, numa nova economia sustentada no conhecimento e na inovação limpa, na participação e no envolvimento das pessoas e das comunidades".

 

Tenho porém dúvidas se o estou a interpretar correctamente, porque a referência à inovação limpa me deixa um tanto perplexo: estará Zorrinho a insinuar que a inovação no anterior consulado PS, da qual foi o mais brilhante corifeu, via Plano Tecnológico, Estratégia de Lisboa e outros brilhos de lantejoulas, foi, digamos, hum, suja?

 

Não posso crer. Deve ser mazé retórica, daquela do voluntarismo, dinamismo e empreendedorismo - priapismo de treteiros, em suma.

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Musica da Semana

por João Monge de Gouveia, em 29.12.12

Esta semana não podiamos deixar de dedicar a musica da semana a esse grande senhor que foi visto por milhões de Portugueses e não só, na SIC NOTICIAS.

Foi também entrevistado pelo jornal Expresso e citado em alguns jornais estrangeiros.

Recebeu até um elogio num artigo de Nicolau Santos.

 Ao grande Artur Baptista de Silva, que se fosse quem diz ser, provavelmente era muito mais respeitado e escutado, neste caso foi apenas um entertainer:

 

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Reflexões sobre o caso "Baptista da Silva"

por Filipe Santos, em 27.12.12

 

"Baptista da Silva", o caso mais mediático do momento conheceu hoje um novo episódio em resultado de um comunicado do próprio no qual é dito que Artur Baptista da Silva é "colaborador voluntário" e pretende mesmo "instalar um Observatório Independente".

 

Do muito que se tem escrito sobre este caso, o comentário mais acertado parece-me ser o daqueles que põem a tónica na falta de rigor e escurtínio da palavra das "elites". Como bem sumariou o João Távora "É curioso como o burlão, promovido por um jornalista de nomeada de um semanário de referência nacional não tenha sido denunciado pelas “convenientes” intrujices que proferiu em vários palcos, mas antes pela descoberta do seu falso curriculum. Como sempre em Portugal o que conta é o estatuto."

 

Foi efectivamente grave que se desse palco a Artur Baptista da Silva, apresentando-o como uma "estrela internacional". Mas de pouco serve que os jornalistas passem a ter mais cuidado com a verificação dos CV se continuarem a amplificar o conteúdo da palavra proferida por "doutores encartados", ditos "especialistas" que, em rigor, muitas vezes se limitam a debitar generalidades ou a proferir comentários com base em números errados, sem a menor preocupação de rigor.

 

Naturalmente, a rapidez do mundo dos media dificulta, em muito, a tarefa dos jornalistas, que têm das tarefas mais exigentes que conheço. Por isso, saber como compatibilizar adequadamente preocupações de rigor com as necessidades ditadas pela atualidade informativa é, essa fim, a reflexão que, neste tempo, os jornalistas devem procurar fazer.

 

 

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O lavar dos cestos

por José Meireles Graça, em 26.12.12

Ao pequeno-almoço, havia bolo-rei. E durante algum tempo lembrar-me-ei da iguaria, porque me partiu um dente.

 

Nada de mais, pensei: levo o carro à oficina (por causa de um assobio fortemente suspeito na caixa da direcção), o cachorro acompanha-me (gosta de andar de carro, coitadinho), regresso a pé, pego no chaço de reserva e vou ao protésico. Daí, ala para a esplanada - está um dia lindo, leio o jornal, vejo os feeds.

 

Chamo o cão: Bule! Bule!

 

Nada. O puto do cão enfia-se nos carros à menor distracção, hoje nem sinal. Bom, entro e dou ao dimarré.

 

Reacção nicles, modernamente as baterias regem-se pelo princípio da morte súbita.

 

Mudo de opinião: que se lixe a oficina, vou mazé a pé até à cidade, passo pelo protésico, são aí uns 6 km, está um dia lindo (já disse), há-de haver um amigo qualquer que me traga a casa.

 

Lá vou. No percurso, o primeiro café - a empregada comprou há anos a tese de que sou especial, devo ser atendido de imediato e pagar ao balcão, sem ir para a fila da caixa.

 

Não está, a Glória. Está uma simpática desconhecida, que imagina que os clientes devem ser atendidos por ordem de chegada - é, com certeza, de esquerda, igualdades e assim.

 

Chego à esplanada, mas constato com surpresa que não há cadeiras nem mesas. Está fechado, o estabelecimento. Por conseguinte, nada de wi-fi, jornal, café e amigos.

 

Regresso a pé: é sempre a subir, que grande chatice, ainda por cima uma precisão súbita de ir ao quarto-de-banho, assunto de alguma substância, fora de casa não.

 

Chego esbaforido, a andar ligeiro mas constrangido, uma contradição nos termos.

 

E venho aqui contar a história, para dizer que 2012, que não foi grande coisa, vai-se encerrando sem deixar saudades.

 

Um Bom Ano para os maduros que, por razões misteriosas, me têm feito companhia.

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Musica da Semana - Especial Natal

por João Monge de Gouveia, em 24.12.12

Desejamos a todos um Santo Natal.

 

Aqui deixamos a nossa música com uma especial dedicatória a Belém que não vai ter um ano fácil, bem como a todos os Portugueses.

 

 

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E agora CDS?

por João Monge de Gouveia, em 22.12.12

Se por um lado o CDS está no governo, por outro tem criticado algumas medidas deste. 

 

Mas agora o CDS tem outro dilema para as autárquicas em Sintra.

 

Apoia Marco Almeida, o vice de Seara que não tem o apoio do PSD ou o candidato Oficial do PSD Pedro Pinto?


Parece que nenhuma das candidaturas vai desistir.

 

Tem ainda a alternativa de arranjar um candidato forte que se candidate à Câmara.

 

Que fazer?

 

 

 

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Musica da Semana

por João Monge de Gouveia, em 22.12.12

Para ilustrar o flop dos flaps na descolagem da privatização da Galp. Eis a nossa dedicatória

 

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O pecado da inveja?

por José Meireles Graça, em 21.12.12

Gérard Depardieu não construiu a imagem (nem a carreira) com base na discrição. E numa maré em que outros deram e dão passos o mais possível discretos, Depardieu resolveu pôr a boca no trombone, não hesitando em ameaçar devolver o passaporte francês. Gesto inconsequente porque, para evitar o pagamento de impostos, suponho que não se faz mister abandonar a nacionalidade - quando muito adquire-se uma nova, e mesmo isso apenas se for necessário ou se conferir vantagens no domicílio de adopção.

 

Mas o dramatismo e a barulheira do gesto são neste caso não apenas de interesse do público, mas também de interesse público - Deus escreve direito por linhas tortas, como se diz.

 

Importa saber: pode um Estado, em tempo de paz, cobrar sobre o rendimento pessoal de um cidadão 75 ou 85%?

 

Das notícias que vieram a lume percebe-se que Depardieu co-fundou empresas que empregam à volta de 80 pessoas; e que os seus rendimentos advêm, além do seu próprio trabalho, de negócios legítimos nos quais, explícita ou implicitamente, explora a imagem - a imagem dele.

 

Todas estas actividades são objecto de impostos, directos ou indirectos, sob a forma de IRC, IVA, etc. E os 75% incidem sobre o que, do que sobra, lhe chega às mãos.

 

Ao rendimento líquido (após o esbulho dos três quartos) Gérard poderia dar três destinos: ou investir - actividade que, por definição, não é isenta de riscos e que pode de imediato dar ela própria origem ao pagamento de impostos, como nos investimentos em imobiliário; consumir - mas é impossível consumir sem pagar impostos sobre o consumo, aliás exorbitantes em se tratando de luxo, vício ou combustíveis; e aforrar - mas o rendimento do aforro é penalizado com tributação autónoma.

 

Quer dizer que se está, nos países pilotados por dementes, a querer construir uma sociedade nova: os muitos ricos podem viver bem e acumular algo não superior aí a uns 5% a 10% do rendimento. O resto não é deles, que o ganharam; é da comunidade, administrado por um Estado obeso e uma Administração iluminada, que julga poder eternizar-se no Poder pelo expediente de, cobrando desmedidamente a uns poucos, ter meios para comprar o voto da imensa maioria.

 

Se isto pudesse funcionar, isto é, se restassem na mão dos privados os recursos e a vontade de investir, teríamos uma sociedade sem os muito ricos, mas conservando a competição e o dinamismo típicos do capitalismo eficiente; e os antigos ricos, agora remediados, desempenhariam o mesmo papel que o dos apparatchicks nos regimes comunistas - uma casta relativamente privilegiada.

 

Mas não pode funcionar: Os Depardieu fogem. E mesmo que não o pudessem fazer, não teriam os meios nem o incentivo para investir. Um homem rico é um homem pobre com dinheiro - e tem precisamente o mesmo instinto de trabalhar para si e os seus, não para a comunidade que, quando não o trata com indiferença, o trata com desprezo.

 

É por isto ser assim que há quem tenha o sonho impossível da criação de um Mundo sem lugares para onde se possa fugir. Os comunistas genuínos não sonham com mundos impossíveis: querem ilhas comunistas no mar capitalista, para nelas realizar a sociedade a caminho da perfeição, custe o que custar a quem custar.

 

Por mim, se tivesse que escolher entre um artigo deletério genuíno e outro sucedâneo, escolhia o primeiro - sempre poupava na hipocrisia e na inveja.

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Free Choice

por Diogo Duarte Campos, em 20.12.12

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Desculpem lá qualquer coisinha

por João Monge de Gouveia, em 18.12.12

Entrevistador - "que gostaria de dizer aos portugueses que ainda têm vouchers A Vida é Bela em casa?"

António Quina (proprietário de a Vida é Bela) - "Em primeiro lugar pedir desculpa, com toda a humildade e muita tristeza."

 

É de salientar que as respostas do fundador da empresa A Vida é Bela chegaram por email e que este está a viver no Rio de Janeiro desde Fevereiro do ano passado.

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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