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"How many numbers you got?"*

por Ana Rita Bessa, em 29.10.12

 

  

(*frase com que começa este excerto do filme "Erin Brockovich", num diálogo sarcástico sobre números...)

 


Lembrei-me disto a propósito do Relatório do Tribunal de Contas sobre o "Apuramento do Custo Médio por Aluno".

Porque, muito naturalmente, da mesma maneira que não existe um "aluno médio" - apesar da tentação de orientar o ensino para este perfil - também não existe um "custo médio por aluno" - ie, este não é um indicador de verdade absoluta, nem passível de ser utilizado em comparações sem algumas ressalvas.

 

Senão, vejamos:
 

1- No caso dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (EEPC), o valor médio nacional era de 4.522€ em 2009/2010. Mas, o valor médio na Direção Regional de Educação do Centro (DREC) era de 4.656€, enquanto que na Direção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) era de 4.253€;

 

2- Para o conjunto dos estabelecimentos de educação e ensino públicos do MEC:

  • considerando apenas a execução orçamental das escolas, o valor médio encontrado foi de de 3.890,69€. O custo médio no 1.º CEB era de 2.299,80€ e no 2.º e 3.º CEB e ensino secundário era de 4.648,21€. Entre as médias das regiões há um diferencial de 680,04€ por aluno.
  • adicionando as despesas das escolas de ensino artístico, as despesas com pessoal suportadas através de contratos de execução, a subvenção específica para o FSM (constante do OE) e deduzidas as verbas do desporto escolar, foi apurado um custo médio por aluno de 4.415,45€, sendo o custo relativo ao 1.º CEB de 2.771,97€ e o correspondente aos 2.º e 3.º CEB e ensino secundário de 4.921,44€.

 

Como as escolas não fazem contabilidade analítica, não é possivel saber quanto custam algumas ofertas educativas específicas e, portanto, estaremos em muitos casos, e muito simplificadamente, a comparar "alhos com bugalhos".

 

Quer isto dizer que este relatório está mal construído ou, pela sua complexidade, se torna inconsequente?

Não, de forma alguma! O relatório parece sólido e intelectualmente sério. E a sua substância permitirá tomar decisões melhor fundamentadas e não "ideologicamente driven".
Para tal, é muito importante efetivamente lê-lo e, a partir dos valores base que apresenta - porque há vida para além da média - perceber e assumir o que faz sentido mudar, o que faz sentido manter, onde e porquê.

 

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O mel, o vinagre e a mosca

por José Meireles Graça, em 29.10.12

O sindicalista da literatura e do cinema é ou um comunista devorado pela ambição de ajudar a fazer um mundo perfeito, ou uma pessoa generosa que no percurso da vida laboral tropeçou na injustiça, no abuso e na ganância; ou ainda, se o romance e o filme forem americanos, um ambicioso com ligações à Mafia.

 

O Engº Proença é um sindicalista mas não é nenhuma destas coisas: é uma peça útil no engenhoso mecanismo da concertação social. Com ele, a "representação" institucional dos trabalhadores não fica em exclusivo na dependência do PCP.

 

Parece que o Governo tem o incompreensível propósito de atrair investimento. E, fiado no princípio de que não se atraem moscas com vinagre, propõe-se reduzir o IRC a 10%, "sendo o imposto mais baixo durante dez anos para novos investimentos acima de um determinado valor, que deverá situar-se entre os três e os cinco milhões de euros."

 

A medida, a mim, embaraça-me: porque não vejo por que razão um investimento de cinco milhões é melhor do que cinco de um milhão cada; porque diabo três ou cinco estariam bem mas já não dois; e ainda porque qualquer medida que fira a igualdade de tratamento fiscal das empresas abre a porta a uma quantidade de distorções.

 

Mas as empresas não são pessoas. E quando Proença diz: "Toda a gente sabe que em Portugal os impostos têm incidido, sobretudo, sobre trabalhadores e pensionistas. No Orçamento do Estado para 2013 mais de 70% da carga fiscal incide no IRS. Agora, baixar o nível de IRC em Portugal é completamente absurdo, é completamente miserável se forem avante com essa  ambição", devia saber que a única comparação possível e legítima é entre o que pagam a título de impostos as pessoas que dirigem as empresas ou delas são sócios ou accionistas, e os trabalhadores.

 

Comparar impostos de pessoas colectivas com impostos de pessoas singulares é idiota: se o IRC fosse zero e o IRS dos dirigentes e accionistas 100%, estes estariam na miséria, quando o que Proença quer dizer com a sua indignação de pacotilha é que a baixa de impostos das empresas beneficia principalmente os patrões.

 

E, já agora, Proença: as coisas ou são absurdas e miseráveis ou não são. Não tem isso de "completamente" absurdo ou "completamente" miserável. Faz lá o teu número de sindicalista, pontapeando a a lógica e o senso. Mas deixa em paz a Gramática. Pá.

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Musica da Semana - Especial Louçã

por João Monge de Gouveia, em 28.10.12

Mas o que esperamos mesmo é isto:

 

E assim damos por termnado o especial Louçã.

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Musica da Semana - Especial Louçã

por João Monge de Gouveia, em 28.10.12

No fundo, todos sabemos para onde Louçã quer partir, e dai ter "piscado o olho" ao PCP nos seus últimos dias como deputado e coordenador do BE

 

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Musica da Semana - Especial Louçã

por João Monge de Gouveia, em 27.10.12

Para onde vai partir Louçã?

 

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Musica da Semana - Especial Louçã

por João Monge de Gouveia, em 26.10.12

Aqui vai a nossa segunda dedicatória, o que vai fazer "Depois do Adeus"

 

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Musica da Semana

por João Monge de Gouveia, em 26.10.12

Esta semana houve várias sugestões para a mesma dedicatória e como foram todas muito boas, resolvemos por unanimidade fazer uma só dedicatória com várias musicas.

 

A primeira é esta que aqui vos deixamos, e a dedicatória é para Francisco Louçã:

 

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Não vale enganar o homem...

por João Monge de Gouveia, em 26.10.12

Vercauteren: «O Sporting é um clube de topo»

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Está tudo doido

por João Monge de Gouveia, em 26.10.12

Mas desde quando é que isto é noticia?

 

Mas desde quando é que os Paizinhos colocam uma queixa crime contra um professor por dar um estalo a um aluno??

 

E a Escola ainda vai investigar?

 

É uma vergonha a proteccção que se faz contra os professores.

 

E depois admiram-se de estarmos como estamos...

 

 

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Louçã e as tentativas

por João Monge de Gouveia, em 26.10.12

Durante muitos anos Francisco Louçã candidatou-se à Assembleia da República sem sucesso, eram os anos do PSR.

 

Lembro-me, particularmente, de um ano (não sei se 1991 ou 1995) que Louçã ficou "à porta" da Assembleia da República, a umas escassas centenas de votos de ser deputado.

 

Nesse ano a localidade de D. Maria em Sintra tinha efectuado um boicote às eleições (julgo que tinha a ver com o facto de não ter água), recordo-me de, já após o dia das eleições e sendo estas repetidas apenas nesta localidade, Louçã se ter deslocado a a D. Maria com a promessa de que se fosse eleito traria água para a  localidade, tudo para angariar votos para entrar no Parlamento, felizmente, não conseguiu.

 

 Mas fazendo jus ao ditado "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", lá conseguiu Louçã ser deputado, com a criação do BE.

 

Agora pergunto-lhe, o que se segue? A presidência da República?

 

Mas aqui vai ter um adversário - Garcia Pereira - que concorre a todas.

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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