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Os trabalhos de Crato

por Diogo Duarte Campos, em 31.08.12

Nos últimos dias Nuno Crato tem sido muitíssimo atacado pelas suas reformas na área do ensino profissional. Exemplos podem ser colhidos, aqui, e aqui, mais aqui e acolá. Julgo que sem razão e, sobretudo, por questões ideológicas, ainda que escondidas.

 

O fascínio da esquerda pelo Homem Novo e a sua crença absoluta na igualdade – que dissolve a individualidade – fê-la destruir o ensino profissional: todos teríamos as mesmas capacidades, vontades e gostos, pelo que todos deveríamos estudar as mesmas coisas e atingir os meus graus.

 

Nesse sentido, o ensino profissional deveria, pura e simplesmente acabar (raciocínio que também levou a uma generalização do ensino e, consequente, abaixamento do grau de exigência, precisamente para que todos pudessem caber, mas isso são contas de outro rosário).

 

Porém, como não raras vezes acontece, a realidade pode mais do que a vontade ou a cegueira ideológica: hoje é um lugar comum de que Portugal tem poucos técnicos qualificados, um elevado abandono escolar e, sobretudo, um ensimento enraizado de que a Escola não serve para nada. Impunha uma mudança de atitude.

 

Nuno Crato – que, convém relembrar, não é propriamente um direitista – agiu e agiu corajosamente, pelo que não faltam as críticas, sobretudo no sentido de que pretende introduzir um dualismo social, um castigo etc., etc.. Com o simplismo que tudo distorce diz-se: de um lado estarão os burros e do outros os inteligentes.

 

Nada de mais errado. Como qualquer pessoa que me conheça facilmente comprovará, jamais seria capaz de acabar, com aproveitamento, muitos dos cursos profissionais agora abertos; do mesmo modo, muitos dos que agora entram para esses cursos jamais teriam tido um percurso académico semelhante ao meu.

 

Mas será que há um bom e mau? Será que há um burro e um inteligente? Serei melhor que os meus familiares metalúrgicos ou que trabalham na restauração.

 

Não, claro que não. Somos apenas diferentes. Não é por não se ter sido capaz de ter um percurso académico que se é menos inteligente; como não é por não se ter sido capaz de ter sido um bom técnico que se é menos inteligente. Como tudo, também as capacidades humanas são relativas, porque aceitam a diferença. Aliás, não faltam exemplos de maus alunos no secundário não profissional que se tornam óptimos estudantes na área profissional. Seriam burros e depois tornaram-se inteligentes. Não, claro que não. Apenas não estavam motivadas para um estudo e raciocínio sobretudo abstractos, sendo óptimos quando confrontados com outro tipo de ensino. Mais uma vez: pessoas diferentes exigem percursos diferentes.

 

Mas para a esquerda aceitar a diferença é comprometer a igualdade, o que, para além de não ser verdade, tem consequências nefastas para todos.

 

Para além das diferenças intrínsecas, muitos poderão, ainda, pura e simplesmente, querer entrar mais cedo no mercado de trabalho, como muitos poderão, nesta fase da sua vida, pura e simplesmente não querer continuar a estudar.

 

Essas são decisões individuais insindicáveis e que, portanto, se têm que respeitar. Mas para a esquerda, a liberdade acaba no Estado, enquanto para mim começas nas pessoas concretas.

 

Ou seja, o problema não é agora se querer diferenciar; o problema é que, durante anos, se quis tratar todos de forma igual, passando por cima da individualidade de cada um e, pior, diabolizando o ensino profissional.

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Sociedades Secretas

por João Monge de Gouveia, em 31.08.12

E lá voltamos nós às perseguições.

 

Sobre isto, e para não nos repettirmos está actualizado o que escrevi aqui ou aqui

 

O Nuno Cunha Rolo escreveu isto, com o que concordo.

 

Aguardo que seja publicada a lisa de outras organizações, como por exemplo a Opus Dei e até algumas tertúlias de amigos.

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Serviço Público e Serviço Privado

por Diogo Duarte Campos, em 30.08.12

Para quem quer continuar a ter serviço público de informação sobre a convenção republicana, é seguir o Nuno Gouveia no 31 da Armada.

 

Para quem quer continuar a ter serviço privado de desinformação sobre os seus próprios números e custo ao contribuinte, pode continuar a seguir a RTP.

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O arroz de polvo

por José Meireles Graça, em 30.08.12

 

 

 

 

"Nonhuman animals, including all mammals and birds, and many other creatures, including octopuses, also possess these neurological substrates."

 

Maravilhas e maravalhas da Ciência, sou todo a favor.

 

Mas com milhões a girar no mundo da investigação, das notícias e das agendas de interesses privados travestidos de interesses públicos, convém ter presente que a chancela pseudocientífica cobre uma quantidade prodigiosa de patetices. Elas, as patetices, ganham foros de verdade científica quando, simultâneamente: i) Garantam um fluxo constante de fundos públicos e/ou privados para certas linhas de investigação (aquecimento global, p. ex.); ii) Despertem clientelas profissionais de produtores de coisas novas (energias renováveis, p. ex.); iii) Correspondam a preconceitos ideológicos fundados em convicções políticas ou religiosas, ou simplesmente alternativas, para "lutar" contra o capitalismo, ou as assimetrias Norte/Sul, ou qualquer outra coisa que permita arregimentar pessoas debaixo de bandeiras de causas "nobres" (agências para transferir recursos de uns países para outros, sob a forma de subsídios, p. ex.); iv) Permitam a venda de uma quantidade de papel, porque as causas vendem jornais e notícias; e v) Reforcem os poderes de intervenção dos Governos e limitem a liberdade dos agentes económicos, incluindo contribuintes.

 

Tudo isto existe, tudo isto é mais ou menos alegre, e tudo isto é fado. Mas veganismo, fáxavor: não há paciência - deixem o meu arroz de polvo em paz. E é disso que os autores da Declaração estão a falar - de arroz de polvo. Nas palavras deles:

 

"For millennia, humans have held onto their hubris regarding the belief in human superiority.  Perhaps The Cambridge Declaration of Consciousness will inspire a different attitude and further research into the minds of all non-human creatures. Starting with animal rights through to veganism, changing the minds of those who believe humans are 'top dog' will be a challenge."


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O árbitro que afinal não era só actor

por João Monge de Gouveia, em 30.08.12

Pelos vistos também faltava à verdade, e espero que a UEFA ou o organismo que tutela os árbitros puna este árbitro pela falta de verdade e por ter prejudicado a reputação de um grande jogador como o Luisão.

 

O árbitro contou que contou que sentiu, posteriormente, “uma indisposição geral e fortes dores de cabeça e tonturas”. Aliás, o árbitro alemão assinalou que lhe foi “diagnosticada uma comoção cerebral” no hospital onde acabou por ser assistido.


A clinica onde  Christian Fischer, árbitro do Fortuna-Benfica, recebeu tratamento revela que o juiz se dirigiu ao local na própria viatura, "consciente, sem tonturas ou vómitos, não lhe sendo diagnosticado falhas neurológicas ou lesões exteriores" e que o árbitro "prescindiu do internamento estacionário e assinou, inclusive, o termo de responsabilidade".

 

O Fortuna devia ser, também, punido por tudo o que veio dizer.

 

E já agora, todos aqueles anti benfiquistas que se pronunciaram que se retractem.

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Comissão para a Privatização da RTP

por João Monge de Gouveia, em 29.08.12

A RTP1 não é um serviço público, digam o que quiserem, façam o que fizerem

 

Basta ver a programação da RTP1 para se perceber isto mesmo.

 

Qual a diferença para a TVI ou para a SIC?

 

É óbvio que os trabalhadores da RTP não querem trabalhar para um privado, é mais do que óbvio que os privados não querem mais um concorrente.

 

A RTP como está não pode continuar, cada contribuinte a pagar para alguns.

 

Se os trabalhadores da RTP criam uma comissão contra a concessão, eu, e quem se queira juntar, também eu não quero que o dinheiro que pago em impostos sustentem a RTP e tenho o direito de criar uma comissão de utentes para a privatização da RTP

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O gigantone

por José Meireles Graça, em 29.08.12


José Vítor Malheiros assinou na edição de ontem do Público um artigo em que faz um veemente ataque à democracia representativa, na versão que temos, e que descreve como "uma democracia que só se anima durante um dia de quatro em quatro anos", sendo por isso "apenas a múmia seca de uma democracia". 

 

Malheiros não quer nada com múmias, ainda por cima secas - prefere o "cidadão responsável que reclame e que se indigne, que proteste e que se manifeste no espaço público em defesa dos direitos de todos, que promova concentrações, que organize manifestações, que lance palavras de ordem, que mobilize os seus concidadãos para as causas que lhe são mais caras".

 

Estes cidadãos responsáveis são para mim, o Vítor Malheiros que me desculpe, uns grandessíssimos chatos: são os tipos da CGTP que interrompem o trânsito para debitar as mesmas coisas cediças que dizem há décadas; são as comissões de utentes que reclamam em nome do "utente" - palavra horrível - a reversão de uma medida qualquer; são as associações de pais, ou de consumidores, ou do diabo que os carregue, que vêm à praça pública, sempre indignados, papaguear uma agenda.

 

E aqui é que a porca torce o rabo: porque as manifestações quase nunca são de geração espontânea e quem as organiza, vai-se a ver, e é uma segunda ou terceira figura do PCP, ou do BE - do PS também, se calhar de não estar no Governo, que no PS também sabem tirar a gravata, gritar palavras de ordem e fingir que estão à vontade na rua.

 

É claro que não nego o direito à manifestação; e que reconheço que, sem ele, a qualidade da Democracia fica ferida na asa. Mas a maioria silenciosa, que grande maçada - existe e sempre existiu; e os eleitores que, de quatro em quatro anos, se abstêm de ir às urnas, e que são muito mais numerosos que todos estes coloridos cidadãos da berrata, não são menos respeitáveis do que os que, como eu, lá vão depositar o seu "inútil" voto, nem do que o cidadão que

 

" interpele os poderes, que use os instrumentos legais para o fazer, da participação em reuniões públicas da sua autarquia ao lançamento de petições e abaixo-assinados, que promova iniciativas legislativas cidadãs e envie projectos de lei ao Parlamento. Que participe nas organizações profissionais e sindicais que lhe dizem respeito, que lute por condições que garantam maior equidade, justiça e bem-estar para si, para os seus camaradas de trabalho e para a sociedade em geral. Que se envolva na actividade partidária, que participe em movimentos de cidadãos, que se envolva em organizações de defesa dos direitos humanos, de defesa do ambiente, de promoção do património cultural, de solidariedade social, que faça trabalho voluntário para causas humanitárias. Que se envolva nas organizações que visam melhorar as condições de vida do seu bairro, da sua cidade, da sua escola ou do seu emprego. Que denuncie os crimes de que tem conhecimento ou suspeita, que não feche os olhos à corrupção".

 

Digamos a crua verdade: José Vítor Malheiros não é verdadeiramente um apóstolo do direito à manifestação, nem um advogado do cidadão politicamente hiperactivo; é, mais comezinhamente, um defensor dos partidos que perdem sistematicamente eleições. E que por isso desprezam a urna, que os reduz ao tamanho natural, e valorizam a rua, que os faz parecer muitos.


A democracia do voto é uma múmia seca? Pois a dos desfiles é um gigantone de feira. 

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"Construsons" do lixo ao luxo poético

por José Meireles Graça, em 29.08.12

Confesso: sou admirador de João Ricardo de Barros Oliveira. A primeira obra (Vi:Ela Sentada) que tive o privilégio de conhecer deste escultor sonoro foi uma epifania, e delas (da obra e da epifania) dei pávido testemunho aqui.

 

No meu post acima referido já se anunciava a 5ª Sound. E ela aqui está, gloriosa, "um galinheiro amplificado, na Horta Pedagógica, em Guimarães, composto por um teclado musical suspenso e coberto de milho. O esgravatar das galinhas e dos galos e o som que produzem ao comer o milho nas teclas do piano, dão forma ao laboratório vivo de sonoridades."

 

Fallait y penser. Nas palavras imorredoiras do artista: "...apesar da muita 'inspirasom', durante a criação, há sempre uma 'insatisfasom' no processo criativo." E acrescenta: "Estou sempre à procura do som perdido que ainda não encontrei e espero não encontrar"; e "Há todo o levantamento e canalização para o som, a canalizasom."

 

Também esperamos - eu espero - que não encontre. De modo a que continuemos a ser brindados com obras que elevam as almas nestes tempos deprimentes que estamos a viver.

 

Estas coisas custam muito dinheiro ao contribuinte europeu, e portanto também a nós. Mas a Cultura, não é verdade? - não tem preço.

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Oi?!

por Sophia Caetano Martin, em 29.08.12

Como, provavelmente, diria a personagem Magda na série "Sai de baixo": "Num estou intendendo"...

 

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A "anedota" do Verão II

por Hilario Caixeiro da Cunha, em 29.08.12

Afinal os cidadãos Portugueses não residentes em Portugal aparentemente continuam muito interessados na vida política Portuguesa...

 

"Faixa com “Vai estudar ó Relvas” recebe ministro em Timor-Leste "

 

Até quando a "anedota" vai continuar?

 

Agora questiono-me se é algo sui generis ou algo orquestrado e não assumido...

 

Na literatura e no cinema as sequelas geralmente perdem para a parte I.

 

Veremos como terminará a "anedota" do Verão.

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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