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A liberdade com manual de uso

por José Meireles Graça, em 31.07.12

Tropecei hoje antes do lanche neste texto sobre os exilados do poker. Logo depois neste, sobre o moço que vai detido por ter opiniões incorrectas. E agora tropeço neste sobre as mães que não dão o peito aos recém-nascidos.


Assim, este post podia ser sobre a minha liberdade de, em vez de trabalhar, andar por aqui a dizer coisas. Mas não: é sobre a liberdade, ponto.

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Sobre as leis laborais que entram hoje em vigor

por Filipe Santos, em 31.07.12

A esta hora já vigoram as novas leis do trabalho. Leio as alterações e nem sempre fico convencido.

 

Os bancos de horas eram uma real necessidade e os custos com horas extraordinárias, em certos casos, eram muito dispendiosos. Mas fico a pensar se isso muda verdadeiramente a nossa (falta de) competitividade? É cero que alguma coisa ajudará... mas será determinante?

 

Por outro lado, vejo medidas que me parecem completamente contraproducentes. V.g. a redução dos 3 dias de férias dos empregados cumpridores parece-me um desincentivo para os cumpridores, num país marcado pelo absentismo...

 

 

 

 

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Um acaso à escala de um continente

por Rosário Coimbra, em 31.07.12

A prosperidade e o optimismo que caracterizaram os últimos quarenta anos da história política e económica da Europa custaram-nos muito caro. Muito para além desta crise sinistra que nos assola, o certo é que a ilusão do estado de graça das últimas décadas fez dos europeus cidadãos passivos e politicamente demissionários. Mergulhados no excesso de conforto das suas existências financeiramente desafogadas, os europeus concentraram-se em perseguir os doces e delirantes prazeres das suas próprias vidas, confiando que o estado cuidaria de todos enquanto cada um cuidaria de si próprio. Foi possívelmente esse individualismo intenso que marcou o início da derrocada do edifício da Europa social e política - e a crise dos mercados financeiros de 2008 era só a gota de água que faltava.

 

Ao mesmo tempo, essa apatia dos cidadãos europeus face aos temas públicos provocou uma imensa e extensiva degradação da actividade política (como causa pública) e, ainda mais, da qualidade da classe política. Os fenómenos "Miguel Relvas" passaram a ser universais, em qualquer das suas dimensões. Os governantes despreparados, populistas e de visão estreita passaram a ser banais. Nunca antes se viu a Inglaterra ser governada por um político baço como Cameron, a Alemanha por um chanceler tão medíocre como Merkel, a França por um presidente tão pateta como Hollande. À medida que a sua prosperidade aumentava, os europeus deixaram de pretender empenhadamente obter compromissos, estratégias ou ideias dos governantes e passaram a votar por habituação, por simpatia ou, simplesmente, por acaso. Para piorar, deixaram de votar em pessoas, para votar em partidos, verdadeiras agremiações com finalidades lobbyistas.

 

A terceira república portuguesa é um bom exemplo dessa demissão letárgica da cidadania. Por isso e pela nossa irrelevância política e económica, estamos condenados a sobreviver da forma que um qualquer errático político da Europa Central venha superiormente a determinar. Ajustar-nos-emos tristemente ao que vier, sem outra esperança que não seja a que decorre da hipótese de eventualmente, em Portugal ou fora dele, algum destes governantes pequeninos poder vir a encontrar uma solução menos sombria - que, se vier, virá meramente por acaso.

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Uma capa excepcional

por Margarida Bentes Penedo, em 30.07.12

 

 

 (Edição de 28 de Julho a 3 de Agosto de 2012)

 

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Lendo os outros - A Jurisprudência da evidência - Zélia Pinheiro

por João Monge de Gouveia, em 30.07.12

Vão ler este post que explica a razão do Tribunal Constitucional ter declarado inconstitucional o corte dos subidios:

 

Ana Maria Martins, Joaquim Sousa Ribeiro, Maria João Antunes, Catarina Sarmento e Castro, Carlos Cadilha e Gil Galvão, tendo votado pela constitucionalidade em 2011, passaram-se para o lado da inconstitucionalidade em 2012. (…) Curioso ou não, todos foram indicados pelo PS”. Um artigo de hoje no Público regressa e bem ao acórdão 353/2012, que há três semanas chumbou os cortes dos subsídios de férias e Natal pagos por verbas públicas."

 

 

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Portugal

por João Monge de Gouveia, em 30.07.12

Queixamo-nos de muito, mas de facto, temos um País muito bonito.

 

 

Rio Távora, fotografia tirada em Vila da Ponte, Sernancelhe, Viseu

 

 

Rio Távora, Barragem do Vilar

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Olympic Season II

por Ana Rita Bessa, em 30.07.12

Lá em casa gostamos todos de ver os jogos Olímpicos- pela força do DNA ou de só haver uma televisão.
 

Uma das modalidades de maior sucesso é a ginástica artística, porque permite perceber coisas muito úteis como a conjugação do esforço individual e do contributo para o grupo, a possibilidade de uma graciosidade musculada e o verdadeiro significado da palavra "excel". Mas, sobretudo, porque é bonito de ver.

 

Ontem, durante as eliminatórias, contava a história do "perfect 10" às minhas filhas. 

Não vi em primeira mão porque era pequena. Mas lembro-me da minha mãe me contar por ocasião das Olimpíadas seguintes.

Foi em Julho de 1976, no jogos de Montreal. Com apenas 14 anos, a (ex) romena Nadia Comaneci, entrou para a história ao ser a primeira ginasta a receber a nota máxima - a perfect 10 - pelo seu exercício nas barras assimétricas.

 


 

A ginasta encerrou a sua participação Olímpica como a primeira romena a conquistar um all around e como a atleta mais nova a vencer tal evento. Hoje, dadas as novas regras estabelecidas pela Federação Internacional de Ginástica, já não é posível repetir o feito: a idade mínima é de 16 anos e o 10 perfeito foi "partido" em duas notas de dificuldade e execução.


Nos olhos das minhas filhas vi a mesma admiração e entusiasmo que me lembro dos meus terem irradiado. Ver aquela "miúda" a executar, com tanta graça, coisas tão incríveis que parecem fáceis e ao nosso alcance...nem sequer imaginar qual o contexto do país de que vinha, o diferente que era da realidade que vivíamos (vivemos), e simplesmente captar a força, o empenho:"to excel". 

 

Neste ano em que andamos derrotados, em que nos sentimos "menores": thank God for the Olympics.

 

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Olympic Season I

por Ana Rita Bessa, em 30.07.12

...o que fazer? Sou fã....

 

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Saliência e irresponsabilidade

por Margarida Bentes Penedo, em 30.07.12

 

 

Paulo Morais é o vice presidente de uma "associação cívica" cujo objectivo é combater a corrupção. Repetidamente, tem insistido em "denunciar" a "falta de transparência" nas privatizações. Considera que o governo "errou por ter nomeado uma comissão de acompanhamento interna" (presidida por Daniel Bessa), em lugar de abrir essa entidade à "sociedade civil" (presumo que presidida por ele).

 

Assegura também que o parlamento "não está isento de culpas", havendo "deputados coniventes" na CEAMPAFP (comissão eventual para o acompanhamento das medidas do programa de assistência financeira a Portugal). Especifica que Miguel Frasquilho (PSD), Pedro Pinto (PSD) e Adolfo Mesquita Nunes (CDS-PP) integram esta comissão "em real conflito de interesses". O primeiro devido à sua ligação ao BES (que agora estará a ser investigado), o segundo por estar ligado a empresas que fazem consultoria para a EDP e o último por colaborar no escritório de advogados que assessorou o Governo e a EDP no processo. Diz que estes senhores foram "contratados como consultores porque são deputados". E conclui que "isto já é mais que promiscuidade absoluta, é simples identidade", uma vez que "as pessoas das empresas e os parlamentares são exactamente os mesmos".

 

Estas afirmações fizeram as delícias dos vivaços mais activos das redes sociais, que as partilharam sem parar. É sabido que os opinadores das caixas de comentários têm grande apreço por notícias que confirmam as suas suspeitas. As suas suspeitas são, regra geral, circunscritas à ideia de que "eles querem é tacho". E as soluções são, invariavelmente, oferecidas em tonalidades de indignação que o pudor me impede de reproduzir, mas que passam sempre pela introdução dos mais variados items nos orifícios dos políticos, das mães dos políticos e das tias dos políticos.

 

Já o mesmo não aconteceu com o esclarecimento público em que Vieira da Silva, deputado do PS e presidente da CEAMPAFP, veio desmentir esta longa série de desabafos de Paulo Morais. De resto, a intervenção de Vieira da Silva não seria necessária se os jornalistas que dão tempo de antena a Paulo Morais se ocupassem (como deviam) de verificar o que ele diz. As competências das comissões parlamentares são públicas, e o currículum dos deputados, quando não é inteiramente público, é muito fácil de verificar. Adolfo Mesquita Nunes, por exemplo, não foi "contratado como consultor" por ser deputado. Isto é falso. Adolfo Mesquita Nunes já trabalhava para aquele escritório de advogados quando foi eleito deputado, o que aconteceu pela primeira vez na presente legislatura. Tal como consta do registo de interesses que se pode ler na página da Assembleia da República na internet.

 

Paulo Morais, de quem se espera competência e seriedade, orgulha-se de acusar de "mais do que promiscuidade absoluta" três deputados a quem atribui as actividades mais vis. Não se pode orgulhar de saber do que fala porque, sobre este assunto, mostra a sua total ignorância.

 

Paulo Morais usa o lugar que ocupa para dar livre expressão às suas obsessões. Com saliência e irresponsabilidade.

 

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O novo Secretário-Geral

por José Meireles Graça, em 29.07.12

 

 

"Tenho algumas qualidades" para ser líder do PS.

 

Tem sim senhor. É o prócer do PS que mais fala de competividade e de "estratégias", o que para ele consiste em "apostas" - na Educação, nas Novas Tecnologias, nas "indústrias viradas para o futuro", no "reforço da cooperação europeia" e em qualquer outro chavão que pareça promissor, seja moderninho, progressistazinho e europeuzinho.

 

Foi deputado caseiro e em Estrasburgo, Ministro da Administração Interna, da Justiça e dos Assuntos Parlamentares, e é por agora Presidente da Câmara de Lisboa, em trânsito para outros voos.

 

Nestes lugares, e noutros, Costa granjeou prestígio e influência pela sua enorme habilidade táctica, a sua permanente bonomia e a sua palavra ponderada.

 

Acompanhou sempre Sócrates, a megalomania de Sócrates, o desparrame de despesa que pôs o País de joelhos, e todas as escolhas, recentes e antigas, que nos trouxeram ao estado em que estamos. É, neste sentido, um estadista.

 

Tem assento cativo na Quadratura do Círculo, onde consegue hebdomadariamente o prodígio de não renegar nenhuma das desgraças de que foi co-autor, ao mesmo tempo que pendura ao peito da nova Situação a responsabilidade pelas consequências.

 

Nunca fez um discurso memorável, ou uma lei avisada e original, assim como nunca pensou fora do mainstream europeísta do socialismo francês; e pode-se contar com ele para papaguear com fluência sobre a última moda de pensamento, desde que europeísta, estatista e banal.

 

Dará um óptimo Secretário-Geral do PS.

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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