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4 de Junho de 1989

por Nuno Santos Silva, em 04.06.12

Foi a 4 de Junho de 1989.

A liberdade solitária daquele homem perpetua-se na nossa memória.

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As criadas

por Margarida Bentes Penedo, em 04.06.12

 

 

Eu espirrei e ela disse "Bom tempo; espirram os bodes", ao que a minha mãe respondeu "Ó Mariana, o que é que você disse?" E a Mariana explicou que era assim que se dizia na terra dela, "minha senhora, quando as pessoas espirram". "Então você está a chamar bode à menina, Mariana?" E a Mariana, que era de Barrancos, percebeu que aquilo não estava bem. Por isso dali para a frente, cada vez que eu espirrava no berço, a Mariana dizia "Bom tempo!" e a minha mãe, se a ouvia, fazia-lhe uns olhares, mas nunca a conseguiu ensinar que o que estava errado era a ideia em si mesma, de chamar bode a um bebé, e era indiferente que ela dissesse ou não a palavra "bode". A Mariana gostava de prever as condições meteorológicas, e ficava toda contente quando me ouvia espirrar porque, no entender dela, era prenúncio de "Bom tempo!" e não conseguia deixar de o dizer. Tenho quase a certeza que me lembro de a ver aproximar-se, ocultando-me a vista, ocupando todo o meu campo de visão, o bigode esparso de pêlos escuros muito erectos, para sussurrar "Bom tempo!" junto à minha orelha, porque a minha mãe estava ali mesmo ao pé.

 

Depois veio a Assunção, gorda e minhota, o bigode da Assunção era loiro. Nessa altura eu já andava, e a Assunção parecia-me altíssima, volumosa, os aventais da Assunção levavam muito pano, eu tinha ideia que podia dormir nos aventais da Assunção. Essa gostava de me passear, "os meninos não é para estarem fechados, balha-me Deus, por causa das vactérias minha senhora", e todos os dias me vestia de saia lavada, passada a ferro, impecável, e andávamos na rua, para cima e para baixo, eu pela mão da Assunção, até ela me considerar passeada.

 

Foi substituida pela Noémia que chegou num sábado, bonita e decidida, um olho verde e outro azul, fomos buscá-la à camioneta. Vinha de Valença do Minho e ficou muitos anos. Seis anos, para ser rigorosa. Naquela idade é uma vida inteira. Não a deixámos na camioneta. Deixámo-la num altar minhoto, onde já estava o António, porque casou "lá de casa" e os meus pais foram os padrinhos.

 

Era da Noémia a barriga que sossegava a minha irmã. A mais nova de todos, era crédula e gozada por nós, faziamos sempre a mesma graçola durante as refeições. Consistia em bater com uma mão debaixo da mesa, como quem bate a uma porta, e dizermos uns para os outros "olha, vem aí o lobo mau!". A cara dela ficava muito encarnada, os olhos largavam lágrimas e, com uns deditos abebezados, acenava à Noémia que já sabia o que fazer: aproximava a barriga. Ela afundava a cabeça na barriga da Noémia, nós levávamos uma descompostura, e a coisa ficava resolvida até à refeição seguinte.

 

A Noémia cantava o fado. E diz quem gostava de fado que ela cantava bem. Eu sempre detestei, mas sabia distinguir uma afinação e uma boa voz. A voz da Noémia era compacta, poderosa, saía de cima da tábua de passar a ferro e chegava à porta de entrada, ao quarto onde dormíamos a sesta, e ao fundo do terraço onde brincávamos. Os fados da Noémia foram a banda sonora de muita correria.

 

A Noémia tinha a quarta classe. À minha mãe pareceu-lhe pouco. Passou a vir almoçar a casa e, todos os dias da semana, depois da mesa levantada, seguiam-se as lições. Nós andávamos por ali até serem horas de voltar para a escola, e elas estendiam uma série de livros e cadernos em cima da toalha. A seguir liam, faziam contas, a minha mãe debitava, a Noémia perguntava, resolviam-se folhas de exercícios e despachou-se o ciclo preparatório. Não fazia parte do curriculum, mas havia uma coisa que a Noémia adorava fazer. E fazia como nenhum outro português: falar espanhol.

 

Num certo verão, a minha mãe indispôs-se com a minha avó porque ela insistia em que as criadas deviam ir fardadas para a praia. A minha mãe disse-lhe "as minhas vão de fato de banho, como toda a gente". Aquilo correu mal. Trombone o resto das férias e, no ano seguinte, os meus pais marcaram viagem por Espanha, com praia em Zarautz e passagem pelos Picos da Europa. Seis pessoas, contando os meus pais, nós os três, e a Noémia. Tudo enfiado num Fiat 850 Especial, mais a bagagem para um mês, a caminho do País Basco, ida e volta, com rolos e rolos de fotografias, e a Noémia luminosa num sorriso contínuo porque falou espanhol durante as férias inteiras. E os espanhois não davam por nada, pensavam que a Noémia era espanhola, e só falavam com ela.

 

O luto pelo casamento da Noémia foi curto, porque a Gumercinda chegou logo a seguir e conquistou de imediato as simpatias do povo. Era muito pequenina e quase magricela, toda vestida de preto pela morte do pai, cabelo apanhado num carrapito preso com ganchos, rosetas nas bochechas de andar ao sol, e muitas soluções. A Gumercinda atirava-se aos problemas como os socialistas nunca se atiraram à cultura, e os problemas tinham medo dela. O primeiro, logo no dia em que aterrou de Mirandela, foi uma saca de batatas que trazia lá para casa, enviada pela família, uma coisa com (informaram-me depois) cinquenta quilos que a Gumercinda alombou até ao fundo da despensa porque o meu pai não se aguentou com o peso escadas acima.

 

A Gumercinda encarregava-se de cortar os pescoços aos perús que recebíamos, de presente, por alturas do Natal. Anos que viva, não me esqueço dos perús, já sem cabeça, a correr ensanguentados pelo terraço, penas por todo o lado e a Gumercinda de pé, satisfeita e vestida de preto, pernas abertas, braços descidos e barriga espetada, empunhando o facalhão e comentando para o meu pai: "Parexe-me que já istá, xenhor ingenheiro". E dava golpes nos cachaços dos coelhos, e murros bem apontados nas batatas que saiam assadas em tabuleiros, para acompanhar bacalhau. E ralhava conosco quando fazíamos asneiras, e punha-nos de castigo no canto da cozinha "a ber che bos acalmais", mas não contava as asneiras quando os meus pais chegavam a casa, poupando-nos as consequências. E a meio da tarde, quando três patos bebés muito amarelinhos que tinhamos trazido do Parque do Alvito começavam a andar de roda dela no terraço, dizia: "Bós tendes fome!" e dava-lhes de comer. Aos patos e a nós. Alheiras maravilhosas que trazia "da terra" e a que eu torcia o nariz, porque era ignorante e preferia um ovo mexido com salsichas.

 

Tinha medo do mar, a Gumercinda. Um medo que lhe tirava a cor e lhe alterava o tom de voz. O meu pai convidou-a uma vez para ir dar um passeio de barco. Ao perceber o terror, insistiu. "Num bou, xenhor ingenheiro! Num bou! Já le dixe que num bou!" E foi no dia em que nós, crianças, percebemos que a Gumercinda não era imortal.

 

Mas também a Gumercinda tinha uma tarefa da sua predilecção: arear os amarelos. E pela maneira como lidava com os perús, os coelhos, e as batatas assadas no forno, nem preciso descrever a fúria com que a Gumercinda se atirava aos amarelos.

 

E depois veio a Júlia, que perguntava "ó menina, quantos quilómetros são daqui às Amoreiras?" porque gostava de centros comerciais. E outra Assunção, esta de Alcains, que despachava os magalas que se metiam com ela na rua, quando ela "binha do supermercade, vunva, vunva por aí fora", e eles ficavam a rir-se quando ela lhes atirava "ide pró diave!". Essa gostava de revistas de moda, abdicava das folgas, e passava os domingos a costurar. Para ela, como é evidente. E andava sempre vestida como as apresentadoras da televisão. E a Rosa, que era de Lisboa e que a sabia toda, que gostava de romances e de amantes, e nos aconselhava (como nunca mais ninguém) sobre como conduzir os nossos namoros de adolescência. Também a Rosa encobria os nossos abusos, e não contava aos meus pais quando eles iam de viagem e nós chegávamos a casa de madrugada, e levávamos gente que ficava para dormir.

 

Por isso é que eu consolidei a seguinte certeza: todas as criadas têm uma tarefa preferida, que desempenham sempre que podem. Seja prever o tempo, passear miúdas pequenas, falar espanhol, esmurrar batatas, arear os amarelos, ir ao centro comercial, costurar vestidos, ou aconselhar assuntos do coração. Destas guardo boas memórias.

 

Nas últimas semanas dei com um fenómeno semelhante, mas agora já não sei onde as vão buscar. As criadas do Expresso, do Público, do Diário de Notícias, de toda a imprensa escrita e de toda a blogosfera não sabem ler nem escrever. Não limpam coisa nenhuma nem ajudam as crianças, e adoram dar palpites sobre "o caso Miguel Relvas".

 

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As não-alternativas da Esquerda fortemente lúcida

por José Meireles Graça, em 04.06.12

Na sua coluna no Expresso do fim de semana passado, em artigo fremente de indignação, Miguel Sousa Tavares amarra ao pelourinho da opinião pública Sócrates, Teixeira dos Santos, Alberto João Jardim, Durão Barroso e restantes dirigentes da UE ("os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez"), Merkel, a Troika, António Borges, os grandes escritórios de advogados e o Governo actual  — espero ter listado tudo. Relvas, desta vez, escapou, como escaparam Alexandre Soares dos Santos, António José Seguro e o Monstro das Bolachas, sem dúvida por ter acabado o espaço disponível.


MST queixa-se, em resumo, dos desmandos socialistas que nos trouxeram até aqui; da União Europeia que não lidou com a situação da melhor maneira; e da receita austeritária, tanto europeia quanto nacional: "...como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista — a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia".


Quem descreve problemas em artigos de opinião não tem obrigação de fornecer soluções — um bom diagnóstico já é suficientemente raro para merecer encómios. Mas MST oferece algumas soluções — já lá vamos.


Ocorre que MST é  socialista. E proponho que mesmo que Sócrates não fosse, como provavelmente é, venal; mesmo que os contratos das PPPs tivessem sido redigidos de forma equilibrada e não por advogados espertos e políticos estúpidos ou desonestos; ainda que não se tivesse feita obra pública que agora escandaliza pelo esbanjamento e a desnecessidade; se não tivesse sido nacionalizado o BPN; e se os erros cometidos não o tivessem sido por tantos incompetentes, mas sim por muitos mais inocentes - o resultado não teria sido muito diferente.


É que o equilíbrio das contas do Estado nunca foi, depois do 25 de Abril, nada que o establishment respeitasse. E não é, mesmo agora, nada que a Esquerda aprecie. E assim, o dizer que o mal não está na despesa excessiva mas sim nesta despesa excessiva é o que se diz sempre que o resultado é o desastre: Ah, que se estes incontáveis biliões tivessem sido gastos em educação, e em saúde, e em formação profissional, e na Cultura, e fossem administrados por gente séria, que diferente seria!


Não seria diferente — seria muito parecido. A menos que tivéssemos moeda própria, caso em que o valor dela reflectiria pela desvalorização os delírios dirigistas e intervencionistas dos governantes que temos escolhido, servindo de aviso e, em parte, de correcção.


MST não vê isto. E imagina que com outro pessoal (quem? Seguro pelos vistos não serve)  alternativa à austeridade.

 

Não tivemos direito a uma ideia-força do que poderia ser este programa alternativo, mas a algumas ideias parciais: i) O programa de renegociação das PPPs não está mal, embora pareça ignorar a contemplação dos interesses estrangeiros que estão presentes e cuja ofensa poderia ser um tiro nos pés; ii) Obrigar "os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos", soa muitíssimo bem. Excepto pelo pormenor de os fazer falir, obrigando à sua nacionalização; iii) "Todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras". Excelente ideia, embora os privados não estejam a dar sinais de, mesmo com desconto, estarem interessados nas obras que MST estima altamente desejáveis, e o Estado não ter dinheiro para financiar as suas; iv) "Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as 'imparidades' a cargo do Estado." Realmente...eu iria mais longe, não privatizando empresas sem garantias de não estar a criar monopólios privados. Embora, tirando o BPN, uma bota rota e podre que era preciso descalçar, não esteja ao corrente da existência de outra empresa em que o Estado tivesse ficado com as imparidades.


"A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz. Pago eu, porque não tenho dinheiro para os juros que eles cobram se lhes ficar a dever."


Ora, Miguel, pode confiar, eles sabem que é de boas contas. Mas duvidam que o nosso País também seja. E por isso, 4,5%, com a inflação como está, nem parece um número muito impressionante. Eu a si emprestava-lhe a 2% — ao País nem aos 4,5%. 

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Subtileza

por Diogo Duarte Campos, em 03.06.12

Que me fizeram chegar sobre um problmea já várias vezes aqui abordado

 

 

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Lei Seca*

por João Monge de Gouveia, em 02.06.12

Além de querer proibir as pessoas de fumarem em espaços públicos, como por exemplo em cafés e restaurantes que até investiram em sistemas de ventilação como eu disse aqui, e de querer as proibir as pessoas de fumarem nos seus próprios carros, carros esses propriedade dessas pessoas, quer agora proibir o consumo de álcool a menores de 18 anos em locais públicos.

 

O Pedro Pestana Bastos expõe aqui o problema. 

 

Já agora, como diz o Pedro Pestana Bastos "Espero que não seja um governo de direita a aprovar uma lei destas"  

 

 

* titulo roubado daqui 

 

 

 

 

 

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A arca de Noé política

por José Meireles Graça, em 02.06.12

Sobre o caso Relvas disse o que cumpria, mas lamentavelmente o país político e comentadeiro votou-me a um incompreensível descaso.

 

Entretanto, o folhetim continua. Esta menina faz uma talentosa imitação dos intervenientes.

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Musica da Semana

por João Monge de Gouveia, em 01.06.12

Hoje é dia Mundial da Criança, por isso a todas as crianças e, também, para as que estão quase a nascer (principalmente às dos nossos senadores), eis a nossa dedicatória.

 

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Tobacco Road II

por José Meireles Graça, em 01.06.12

Gostaria de esquecer este Savonarola da Saúde. Mas o homem não deixa: quer ir ao meu café remover a máquina de tabaco, a fim de me obrigar a ir sabe Deus onde, e proibir-me de fumar onde o faço habitualmente; quer ir dentro do meu carro meter o nariz e, se não for travado, quererá ir dentro de minha casa fiscalizar-me os hábitos (porque - não é verdade? - se pode invadir a propriedade privada móvel também pode invadir a imóvel); invoca estudos delirantes  (“Está demonstrado que a concentração de fumo na parte de trás do veículo é muito grande, além de que os plásticos ficam embebidos por material carcinogénico que vai sendo lentamente libertado"), nos quais com toda a probabilidade é bem capaz de acreditar; e de uma maneira geral julga que tem uma missão salvadora das crianças e redentora da saúde e da moralidade públicas - os Savonarolas sabem sempre melhor do que as pessoas o que a elas convém.


É um ser perigoso. E, é claro, tem a companhia de outro metediço, ainda com menos legitimidade do que o governante português, que está "profundamente preocupado pelo facto de a maioria dos europeus começar a fumar na adolescência, antes de completarem os 18 anos”, situação que vai corrigir a golpes de regulamentos, multas, proibições, raios e coriscos.


Já agora me obrigam a agir fora da Lei, jogando ao gato e ao rato com as circunstâncias: infrinjo sem hesitações a Lei actual e não hesitarei em infringir as novas - a leis iníquas não é devida obediência.


E iníquas são elas: o senhor Secretário do Estado ao qual quer que cheguemos não tem o direito de me proibir comportamentos lesivos da minha saúde; a defesa de direitos de terceiros foi há muito ultrapassada, e não é agora mais do que uma desculpa frágil e hipócrita para um combate puritano.


O apoio maioritário de que estas medidas gozam significa nada: apontar o dedo a uma minoria que é diferente e, no caso, diferente por ter um vício, foi sempre um expediente de sucesso garantido para governantes a querer mostrar com proibições o serviço que não mostram com acções.


Sabe que mais, Nandinho? Vá trabalhar, a ver se produz algum bem.

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Estatuto do aluno

por João Monge de Gouveia, em 01.06.12

Então não é que já estou como o José Meireles Graça e até concordo, em parte, com o nosso adversário comum João José Cardoso.

 

Não acho que seja uma imbecilidade não o colocar, mas concordo que deveria ser reposto o chumbo por faltas injustificadas.

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empreendedorismo III

por João Monge de Gouveia, em 01.06.12

Meu Caro António,

 

Sempre tive boas notas a Português, fruto de ter uma professora em casa que não me deixava dar erros e "pontapés" na gramática, claro que, de quando em vez dou alguns, fruto de um texto mais escrito à pressa ou do cansanço.... acontece, no entanto não me parece ser este o caso.

Sinceramente, para o que se discute também pouco importa.

 

Reafirmo que devia ler a noticia até ao fim, já que o que diz no seu post não é verdade.

 

As enfermeiras estão através de iniciativa privada a ajudar a população, o que também poderá ser chamado de ajuda ao próximo, sem que estes paguem por isso, haverá maior empreendedorismo do que este?

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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