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Um homem feliz - Concurso literário

por Margarida Bentes Penedo, em 30.06.12

 

 

"Não me interessa dissertar sobre as capacidades de José Luis Arnault para o cargo de vogal da administração da recém-privatizada REN. Assim como não me interessa questionar a sua qualificação para presidente da Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Futebol(*), ou qualquer outro dos demais cargos de regime que lhe pertencem. Apenas constato que a sociedade de advogados de que é sócio - e que tem como cliente a dita REN - louva-se de ter no seu currículo a "elaboração de legislação" no domínio da energia. Ou seja: o Governo, ou governos, encarrega uma sociedade de advogados que tem como cliente uma empresa que explora a distribuição de energia em regime de quase-monopólio de elaborar as leis que regem essa actividade. E a Sociedade de Advogados gaba-se disso! Advocacia, dizem eles..."

 

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso 30 de Junho de 2012)

 

(*) Nota: O dr. José Luis Arnaut foi o promotor dos estádios do Euro 2004. Desempenha hoje, além de outros, o cargo de delegado do Governo para a prestação de elogios ao Governo nos programas emitidos pela SIC.

 

Pergunta:

 

Em bom português, o que é que se chama a isto?

 

_______

 

Regulamento do concurso:

 

1.) As propostas deverão ser apresentadas até à meia-noite de hoje;

2.) É permitida a consulta a qualquer dicionário;

3.) Aceitamos todo o tipo de linguagem;

4.) Este concurso não foi aprovado por etc. etc., em despacho de tantos do tal;

5.) A melhor resposta será premiada com uma fotografia do dr. José Luis Arnaut, em formato a definir, tratada num programa de processamento de imagem pela autora deste post.

 

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A mala de cartão com diplomas

por José Meireles Graça, em 29.06.12

Sempre ouvi dizer que o segredo para o sucesso da economia é a educação. Formam-se engenheiros, técnicos, cientistas às resmas, dá-se um diploma a toda a gente, de física atómica ou entomologia, e o progresso está logo ali, ao dobrar da esquina. Simples, basta esperar uns vinte aninhos para os benefícios começarem a aparecer, como frutos maduros.

 

Há ou houve alguma vez nos tempos modernos um país que de repente começasse a fugir à mesmice da estagnação, sem um grande esforço na educação? Não há, pois não? Ora aí está.

 

Há mesmo quem defenda que a superioridade chinesa, algo que durou pelo menos até ao Renascimento (parece, por exemplo, que a melhor tecnologia naval da época dos Descobrimentos não era a Espanhola ou Portuguesa ou Italiana, era a Chinesa) se ficou a dever à instituição do mandarinato, que permitia o acesso à classe dirigente não pelo nascimento mas pelo conhecimento.

 

Sucede que os países comunistas sempre acreditaram nesta receita; e, concomitantemente, "apostaram" na educação, com os resultados que se conhecem, não obstante um modesto triunfo, mais propagandístico que real, aqui e além. E nós, que temos "a geração mais bem preparada de sempre", no dizer pacífico e orgulhoso de quem nisso acredita, temos também a abjecta situação a que nos trouxe, entre muitas outras coisas, o despejar sem critério de milhões de dinheiro público por cima da educação, mais o empreendedorismo das fábricas privadas de diplomas com a chancela do Estado.

 

Manuel António Pina aponta o dedo premiado, fremente de indignação, a uns quantos privilegiados do regime, e põe-nos a eles de um lado e, do outro, os emigrantes, dos quais "muitos são engenheiros, arquitectos, professores, cientistas, que levam na bagagem conhecimento técnico, doutoramentos, mestrados, licenciaturas, e a frustração por terem nascido num país que os enjeita, castigando-os por terem perdido anos a estudar e qualificar-se ...".

 

O País não os enjeita pelo investimento que fizeram - castiga-os por não ser capaz de criar empregos. E não os criou nem cria por causa do mesmo Estado que acreditou na equação simplista de que mais ensino = mais desenvolvimento. O ensino é condição necessária mas não suficiente - fora preciso, além disso, que não fôssemos governados por gente que como Pina confunde correlações com causalidades e acha por exemplo que mais igualdade = mais desenvolvimento.

 

Pina não entende coisas complicadas - as ideias iracundas de motorista de táxi embrulha-as num português literário escorreito, a ver se ficam mais lúcidas.

 

Não ficam. 

 

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Flores contra o capital

por José Meireles Graça, em 28.06.12

 

 

Ele é militares de Abril avonde, o paizinho do SNS, professores, sociólogos, actores, cineastas, deputados, jornalistas - o who's who da Esquerda alfacinha, mesmo quando não vive em Lisboa. Há pelo menos um cantautor, seja lá isso o que for, e vários politotólogos, com perdão à minha amiga que cunhou o termo.

 

São a gente das Alternativas. Daí não vem mal ao mundo - nos intervalos do Congresso, o dever cumprido, vão beber umas imperiais, a televisão entrevista e os entrevistados, olhando para o infinito, espumam a sua indignação contra a Merkel, o mercado e a realidade, após o que se dirigem aos mictórios.

 

Vejo porém, semeados lá pelo meio, uns quantos próceres do establishment, não da Alternativa mas da Alternância, os Galambas da economia vudu: se queres pagar o que deves, começa por te endividar ainda mais, que ele há muita desigualdade. E isto, confesso, não aprecio, para o peditório dos engenheiros do progresso a golpes de calote já demos.

 

Não vi empresários (nem sequer dos falsos, que todavia também têm interesse no Estado que tudo regula, que investe, dirige a economia, e faz a chuva e o bom tempo).

 

Boaventura há-de fazer um discurso seminal, não sabemos se trajando uma camisa às flores ou o fato e gravata de académico práfrentex fortemente de esquerda. E é esta a única dúvida sobre o que se vai passar.

 

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Euro 2012 (17)

por Francisco Beirão Belo, em 28.06.12

United Colours of Germany

 

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Euro 2012 (16)

por Francisco Beirão Belo, em 28.06.12

"Caímos como deve cair uma grande equipa", Paulo Bento

 

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Governação à Socialista 2

por João Monge de Gouveia, em 27.06.12

Costa a dar emprego aos amigos, com o dinheiro de todos nós...

 

E depois admiram-se de isto estar como está!!!!

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Euro 2012 (15)

por Francisco Beirão Belo, em 27.06.12

Portugal unido, jamais será vencido!

 

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Responsabilização (1.2)

por João Monge de Gouveia, em 27.06.12

Ricardo Rodrigues suspendeu as suas funções de vice presidente da bancada parlamentar do PS e renunciou, e muito bem, às funções que tinha no Centro de Estudos Judiciários e no Conselho Superior de Informações.

 

Esta atitude já é um começo na responsabilização, espero que quando se esquecerem deste caso, o Sr. deputado não volte a ocupar estes lugraes ou otros que quanto a mim são incompativeis.

 

Não osbtante esta atitude, suspender o lugar de deputado para não receber o valor que é pago por todos nós, como diria o povo, "tá quieto".

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O manto

por José Meireles Graça, em 27.06.12

O mantra dos políticos de eleição que dantes havia (Kohl, Mitterrand, Mário Soares, Delors e tutti quanti, para não irmos aos monstros sagrados Monnet, Schuman, de Gasperi, Adenauer ou Spaak) e agora não há é daqueles discursos do "dantes é que era" - não podem ser contraditados porque as circunstâncias eram diferentes e as comparações históricas, precisamente, devem levar em conta as circunstâncias.

 

Há porém um critério seguro para medir a "grandeza" dos estadistas históricos, e esse é o do grau de influência exercido na vida dos contemporâneos e vindouros. Afonso Henriques fundou uma independência sobre a qual, em devido tempo, se construiu uma nacionalidade, César lançou as bases para o Império, Washington foi e Mandela provavelmente é Pai de Pátria, Lenine e sobretudo Estaline, tal como Hitler, são epítomes de tragédias multi-nacionais que, tantos anos volvidos, ainda projectam as suas sombras. Estes homens, e muitos outros, encontraram o Mundo assim e deixaram-no assado.

 

Não podemos ter a certeza de que os tempos que vivemos serão grávidos de consequências de monta. E todavia faz falta alguém como Churchill, para dizer o óbvio para ele, mas original para os contemporâneos, como fez em 5 de Março de 1946: From Stettin in the Baltic to Trieste in the Adriatic an iron curtain has descended across the Continent. Behind that line lie all the capitals of the ancient states of Central and Eastern Europe. Warsaw, Berlin, Prague, Vienna, Budapest, Belgrade, Bucharest and Sofia; all these famous cities and the populations around them lie in what I must call the Soviet sphere, and all are subject, in one form or another, not only to Soviet influence but to a very high and in some cases increasing measure of control from Moscow…


Ele via a cortina e com ela cunhou a expressão "cortina de ferro". E permito-me pensar que hoje, deparando-se com mais um aflorar deste projecto, não veria uma cortina mas um manto que lentamente se estende sobre boa parte da Europa, com a intenção delirante de, para salvar um equívoco e adiar estas consequências, abafar as independências nacionais.

 

Não duvido que quem ache, como eu acho, que as contas públicas devem ser equilibradas, talvez possa aplaudir a iniciativa; que quem acalentou o sonho de ficar rico, desenvolvido e moderno por efeito de pertencer a um clube rico, desenvolvido e moderno, não queira despertar; que quem entende que a moeda faz os países, em vez de os reflectir, não queira abrir mão da ambição de forçar o desenvolvimento com a engenharia da moeda; e que a quem pareça que o princípio nacional é uma velharia historicamente ultrapassada, o passo em frente dos desnacionalismos pareça lógico.

 

E sobretudo não duvido que os meus concidadãos, aos quais foi prometido o terceiro D (o do desenvolvimento, para quem não se lembra) não queiram acreditar que a classe dirigente que elegeram e reelegeram os meteu numa enrascada; e que as outras classes dirigentes dos países com os quais partilhamos o Euro se tenham igualmente enganado.

 

Não se enganaram, dizem os responsáveis - apenas calcularam mal alguns detalhes. E para os corrigir basta que o Poder, todo o Poder, passe para quem não fala a mesma língua, não tem os mesmos interesses, nem peso demográfico semelhante, nem o mesmo sentimento de pertença nem as mesmas circunstâncias. Antes acreditavam que o Euro seria o abre-te Sésamo do Progresso; e agora reclamam que os cidadãos que neles confiaram nem sequer os julguem por se terem enganado.

 

Não vai acabar bem: se o Euro não se finar vítima do seu insucesso, acabará mais tarde vítima do seu sucesso, porque este nunca será, nem pode ser, igualmente distribuído. E mesmo que uns porque de tão aflitos queiram apenas ser salvos, e outros os queiram salvar porque deles precisam para manter a ficção e os interesses do barco comum, tarde ou cedo se verá que este não tem condições de navegabilidade.

 

Creio que Churchill diria, mil vezes melhor, isto mesmo. O que me leva a concordar afinal com o mantra do início: dantes é que era - mas temos que ir um pouco mais atrás do que costumamos.

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Responsabilização (2)

por João Monge de Gouveia, em 26.06.12

Uma das testemunhas no procesos Freeport referiu hoje que foram feitos pagamentos a alguém importante, o que já tinha sido dito antes por outra testemunha.

 

Até hoje ninguém referiu que é esse "alguém importante".

 

Ora, alguém tem que saber, nem que seja quem fez o pagamento, ou então é seguir o rasto do dinheiro.

 

Importante é, sem especulações ou acusações, sabem quem foi.

 

Como podem as pessoas referir o pagamento de mais de um milhão de contos que não se sabe para quem foi?

 

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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