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Esclavagismo

por João Monge de Gouveia, em 31.05.12

Hoje coloquei dois posts a discordar com o governo, tinha que escrever qualquer coisa a concordar.

 

Já sei que me vão voltar a apelidar de esclavagista e arejado e espero também de giro...

 

Mas não podia deixar de referir que esta medida do Minsitério d aEducação é muito acertada, aliás, o ministro Nuno Crato tem feito um óptimo trabalho.

 

"Em vez de a escola preparar planos individuais de trabalho para os estudantes que têm demasiadas faltas, o Ministério da Educação e Ciência defende que essas crianças e jovens façam trabalho a favor da comunidade, entre outras iniciativas, anunciou Nuno Crato, o ministro que tutela a Educação, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, depois da aprovação do novo Estatuto do Aluno."

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As contas do governo

por João Monge de Gouveia, em 31.05.12

Portugal e muito bem tem um regime que isenta de imposto as penões de reforma que não sejam relativas a trabalho prestado no nosso País.

 

Tal regime tem como objectivo, e mais uma vez digo muito bem, atrair reformados com elevado património para Portugal.

 

Tais reformados ao viver no nosso País estão a contribuir para o crescimento da nossa economia nas compras que fazem no dia-a-dia, ao frequentar os restaurante e cafés, ao andar nas nossas estradas etç.. etç...

 

Agora o governo, mais concretamente a administração fiscal Portuguesa é da opinião que as pensões de reforma de pessoas com aquele estatuto devem ser tributadas... ou seja o que a Administração fiscal pensa é que mais vale ter apenas 20 a viver e cobrar-lhes 100, do que ter 200 que vão contribuir, provavelmente indirectamente, com 1000.

 

Já hoje, noutro post, critiquei este governo com algumas medidas na área da saúde, volto, hoje, a criticá-lo com esta medida na área fiscal que me parece descabida e muito pouco razoável, espero que a Sra. Secretária de Estado do Turismo possa falar com o seus colegas de governo e explicar que o turismo residencial em Portugal pode ser e é uma boa fonte de receita, devíamos incentivá-lo e não fazer o contrário.

 

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O seu a seu dono

por José Meireles Graça, em 31.05.12

João José Cardoso, um dos meus inimigos de estimação, não diz em geral coisa que preste.

 

Mas hoje saiu-se com uma daquelas verdades como punhos:

 

A SIC estará para Passos Coelho como a TVI esteve para Sócrates.

E se privatizarem a RTP estarão as duas.

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Mudam os governos, mudam as vontades

por João Monge de Gouveia, em 31.05.12

 

Há uns anos obrigaram os estabelecimentos públicos que quisessem ter zonas de fumadores a fazerem avultados investimentos.

 

Houve restaurantes, cafés, bares, centros comerciais e outros estabelecimentos que gastaram o que tinham e o que não tinham para ter um espaço para fumadores, sendo que alguns foram quase obrigados a fazê-lo para "segurar" os seus clientes, lembro-me perfeitamente de um restaurante que a sua clientela começou a frequentar o restaurante em frente porque tinha zonas de fumadores, obrigando aquele a investir em equipamento para ter espaço de fumadores.

 

Agora este governo quer proibir o fumo em lugares públicos.

 

O que pergunto ao governo é o que vão dizer aos estabelecimentos que investiram em equipamentos de extracção de fumo que nem sequer eram muito baratos? Vão-lhes devolver o dinheiro?

 

Não será esta nova medida um fundamentalismo excessivo?

 

Não é de admirar que o País tenha chegado ao estado a que chegou com tanta mudança legislativa, sem lei nem roque, ou como diz a Música dos Xutos & Pontapés - sem eira nem beira.

 

 

 

 

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...

por João Monge de Gouveia, em 31.05.12

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A empregada

por José Meireles Graça, em 30.05.12

Sempre tive, depois de casar, o privilégio de ter empregada doméstica - digo-o sem orgulho nem acanhamento. A última está connosco há mais de 15 anos, foi o seu primeiro emprego, como se vê até agora único.


Fez o 9º ano, sempre ao serviço, arrendou um T3 numa boa casa em banda, com a ajuda de um subsídio de renda, tirou carta de condução e casou. O marido, excelente moço, ganhava bem a pilotar por conta de outrem máquinas de construção civil. Aos 25 anos de idade o subsídio acabou e adquiriram a casa, mediante o competente empréstimo.


Votou sempre à esquerda. Como não? Foram os Governos dela que lhe permitiram ter o grau escolar que de outro modo não teria; arrendar a casa que lhe seria, sem subsídio, inacessível, e finalmente comprá-la com um empréstimo a um prazo e juro que, sem Euro, seria inatingível; chegar todos os dias ao trabalho num automóvel que não é um utilitário, e que é um dos dois da família; ter uma assistência na doença que excedeu sempre em muito o que para aquela assistência descontou, por ter uma saúde frágil, que implicou já duas operações; e educar as duas filhas entretanto nascidas com hábitos e práticas que excedem em muito o passadio vulgar para uma família da classe média de há apenas uma geração.


Esta ascensão social e este progresso do bem-estar são desejáveis? Claro, e só um  ultramontano ou um egoísta empedernido pretenderá o contrário.


Porém: a empresa do marido deixou de lhe poder pagar o que pagava, e este emigrou para o Luxemburgo; dos dois automóveis um foi já vendido; e o estatuto que conquistaram poderá talvez renascer, mas lá longe, a custo de grandes sacrifícios, e segregando as meninas do País e da escola que conhecem.


Se tivesse talento literário faria o que fazem os Portugueses que julgam ter essa qualidade: escrevia um romance. E neste apareceria uma personagem com um percurso semelhante ao da minha empregada, destino a efabular.


A personagem, vítima da vigarice infame de lhe terem comprado o voto com miragens insustentáveis, sendo que quem contraiu o empréstimo para o efeito não é quem agora tem que o pagar, faria dizer talvez aos críticos literários que o romance era verista.


Ou curto de imaginação e miserabilista. Talvez mesmo, se o talento não fosse suficiente para disfarçar o parti-pris político, me chamassem - economicista.

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Empreendedorismo 2

por João Monge de Gouveia, em 30.05.12

O João José Cardoso decidiu apelidar-me de esclavagista, no entanto acho que, provavelmente porque não leu a noticia toda para onde estava o link deste post (eu compreendo a noticia era grande e de vez em quando dá-nos a preguiça). Assim transcrevo o que não foi lido:

 

“Propusemo-nos a ficar três meses à experiência, de forma a darmo-nos a conhecer e ao nosso trabalho", conta Isabel Moreira, acrescentando que o apoio da junta de freguesia passa por alojamento, carro para as deslocações e acompanhamento dos idosos às consultas e um pequeno subsídio para alimentação e outras pequenas despesas."

 

"Passados praticamente dois meses, a iniciativa está a “superar as expectativas”, dizem. Também a junta de freguesia está satisfeita com a dinâmica e melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes. Por isso, Moisés Esteves revela que estão a ser “criadas as condições para o projecto continuar”. Por um lado, as várias associações da terra estão a ser convidadas a contribuir. Por outro, vai ser criada uma outra associação, com o objectivo de agregar os excedentes da produção agrícola da freguesia, sobretudo azeite, para os vender e investir os lucros no pagamento dos salários das duas enfermeiras, que já estão a tratar de parcerias com outros profissionais de saúde, como dentistas, psicólogos, terapeutas da fala ou terapeutas ocupacionais. Tudo valências que existiam nos centros de saúde da região e foram sendo retirados nos últimos tempos, em nome da contenção de custos."

Os Reaccionário e retrógrados de esquerda chamam-lhe esclavagismo, eu chamo-lhe de empreendedorismo, não só estas enfermeiras criaram dois postos de trabalho remunerado  para elas, como provavelmente criarão para outros desempregados.

 

Foi só arriscar.

 

Já agora ao Fernando Nabais que me chama de giro e arejado - obrigado pelos elogios - Empreendedor é o termo utilizado para identificar o indivíduo que dá início a uma organização, que, ou muito me engano, ou é aquilo que pode ser lido na noticia que supra transcrevo.

 

Como pode reparar nessa noticia, não só será dado emprego a outros profissionais, como também será criada uma associação com o objectivo de agregar os excedentes agrícolas, vender e investir os lucros - bem sei que são conceitos pouco compreendidos por esses lados, mas na minha modesta e arejada opinião é empreendedorismo.

 

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Apostas sobre Jardim

por João Monge de Gouveia, em 30.05.12

O Wikipédia (Versão inglesa) dizia hoje que "José Leonardo Nunes Alves Sousa Jardim is a Portuguese football manager, currently in charge of FC Porto. ", depois corrigiu e referia como "current team: Olimpiacos".

 

Leonardo JArdim, pelo menos no Wikipédia, já foi hoje treinador do Braga, FC Porto e Olimpiacos.

 

Aceitam-se apostas para onde irá?

 

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O autarca sensível

por Margarida Bentes Penedo, em 30.05.12

 

 

Nesta altura do ano rebentam as flores dos jacarandás. A cidade fica muito bonita, cheia de manchas azuis que estão primeiro penduradas nas árvores, decorando as fachadas, recortadas nas ruas, entretendo o trânsito. Depois estão no alcatrão, nos relvados, nas calçadas, nas varandas, nos telhados, e no tecido de memórias azuis que tenho no meu cérebro, em cima de um móvel de canto onde guardo os anos felizes que passei na Câmara Municipal de Lisboa.

 

As casas de banho novas do Parque Eduardo VII estavam quase acabadas. Só faltava decidir sobre a pintura final. Chamada a dar o meu palpite, desloquei-me à obra e pedi ao empreiteiro que fizesse um teste com três cores diferentes, numa parte da parede exterior do conjunto. Passados uns dias, após a secagem das amostras, voltei à obra para uma reunião com "os responsáveis". A fim de tomar a decisão, apresentaram-se o arquitecto (o projecto não era meu), o construtor, uma série de vereadores, e o próprio presidente da Câmara, que não quis faltar uma vez que estava "pessoalmente muito empenhado" no processo e queria assegurar-se que tudo estaria pronto para inaugurar na Feira do Livro, dali a uma semana ou duas.

 

Foram os últimos a chegar, e vinham do lado de cima. Ouviam com atenção a aula de história que o presidente desenvolvia, gesticulando, parando para apontar, provocando gargalhadas espontâneas e acenos de cabeça. Pareciam um grupo de crianças, as gravatas a esvoaçar, os casacos desapertados como os bibes no recreio. "De maneira que isto, por aqui fora, era tudo putas", foi a parte que ouvi quando já estavam quase ao pé de nós.

 

De seguida, deram-se as apresentações. Trocaram-se apertos de mão e os vereadores trocaram olhares cúmplices e divertidos. De pé, todos dispostos em bateria, semicerraram os olhos e fizeram silêncio por uns segundos, contemplando os rectângulos de tinta colorida, concentrados a apreciar. Da boca socialista do presidente que, apesar de calado, nunca tinha chegado a fechá-la, saiu uma decisão. "Vermelho está fora de questão. Epá, para vermelho já me basta as gajas uma vez por mês".

 

Aturdida com a sensibilidade do poeta, com o coração enaltecido por sentir os destinos da cidade entregues a este homem enorme, distraí-me das razões que levaram à exclusão da outra cor. Mas foi assim que em Lisboa, ao fundo do Parque Eduardo VII, para servir a Feira do Livro e os aflitos do ano inteiro, nasceu um edifício de casas de banho da cor das flores dos jacarandás.

 

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Distracções

por João Monge de Gouveia, em 29.05.12

Agora que acabou o futebol, distraem-se com o Relvas... 

 

Espiões e espionagens à parte, será que nos podemos preocupar com o que é importante?

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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