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Um político assume-se

por José Meireles Graça, em 30.11.11

Já não é blasfémia dizer que a UE e o Euro foram erros da geração que os pariu.


Não é ainda a opinião dominante, longe disso; e a razão principal é que a maior parte dos que defenderam aqueles portentosos tiros nos pés ainda andam por aí, no Poder e na Opinião. E reagem como reagiu Cunhal perante a implosão do Sol na Terra: erros dos homens, traição e mediocridade dos dirigentes, peso dos inimigos - mas nada de fundamentalmente errado com a doutrina.


Mário Soares foi, entre nós, o mais influente dos decisores. Daí o desprezo que vota a Merkel, que imagina ser responsável pelo descalabro europeu; daí o contraste que julga existir entre a imaginária superioridade dos engenheiros sociais que engendraram o aborto e os actuais dirigentes.


Porque, se fosse com ele, disse-o na entrevista a Ana Lourenço (cito de memória), punha o BCE a dar crédito a torto e a direito, et le tour serait joué.


Sucede porém que, para isto ser possível, Merkel quer garantias de que a política orçamental, o controlo da execução e das contas, a fiscalidade, numa palavra, o que resta de independência nacional, passem a depender não dos eleitores nem dos parlamentos, mas de regras em cuja definição todos os países "participem".


Ou seja, a Europa das Nações passaria a ser uma federação na qual Portugal teria mais ou menos o mesmo peso do Arkansas nos E.U.A; e a Alemanha, que tem as contas relativamente em ordem, e massa crítica, e economia moderna, o peso que nenhum estado americano tem.


Mesmo assim, é duvidoso que o cidadão alemão, ou finlandês, queira um tal arranjo; e é certo que, mesmo num país disposto a trocar tudo pelo alívio de o tirarem de uma enrascada, como o nosso, a opinião pública, a prazo, não aceitará ser telecomandada de Berlim, quando descobrir que quem parte e reparte sempre escolhe a melhor parte.


E isto mesmo que a rotativa electrónica do BCE resolvesse o problema acrescentando dívida à dívida, do que é mais do que legítimo duvidar - mas disso não se cura agora.


Mário Soares foi o homem certo no momento certo, quando a Democracia estava em risco, e quando era preciso amarrá-la e curar a perda do Império, com a adesão à CEE; e foi, e é, o homem errado em tudo o mais.


O próprio não sabe disso, e continua a defender pateticamente a sua "obra". É pena que tantos o acompanhem na cegueira. 

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Contradição em termos

por Ana Rita Bessa, em 30.11.11

PS clama vitória por recuo do Governo no Orçamento do Estado 2012

 

É o que isto me parece. E não só uma, mas várias contradições em termos:
 

1- "Sem surpresas, a proposta do Orçamento do Estado para 2012 foi esta manhã aprovada em votação final global pela maioria PSD-CDS, a abstenção do PS e os votos contra do PCP, BE e Verdes." Não vejo como se configura uma "vitória" conseguida à custa de uma abstenção.
 

2- "O líder parlamentar socialista reivindicou como uma vitória do seu grupo parlamentar as alterações ao Orçamento aprovadas pela maioria nos últimos dias de debate no Parlamento.". Não percebo como se conjuga "vitória" num tempo calamitoso.
 

3- "Só um grande esforço político do PS conseguiu que a maioria absoluta recuasse, eu diria que avançasse, ainda que de forma minimalista.". Acho que o PS tem claro que este "recuo" tambem não é um "avanço", é uma difícil tentativa de maior justiça num momento em que não há "ovos para fazer omeletes".

 

Mas isto sou só eu  a dizer, confesso que estando muito cansada deste trato umbilical sobre as coisas do país...

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M'espanto às vezes, outras m'avergonho...

por Diogo Duarte Campos, em 29.11.11

Outras, ainda, fico completamente boquiaberto com a estupidez a que pode chegar o ser humano.

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O jogo da bisca

por José Meireles Graça, em 29.11.11

Não sei andar em Lisboa sem guia; e nove de cada dez vezes em que lá fui fi-lo por necessidade.


Ouço esta Senhora manifestar-se, com indignação e cópia de bons argumentos, contra a ideia de pagar para lá entrar.


É, para já, coisa para lisboetas. Mas, se a moda pega, é questão de tempo até a Via Verde ser necessária para entrar em Freamunde, e aí já me toca de perto.


"Taxas" (o nome que agora se dá às extorsões, em troca do serviço de as praticar) à entrada das cidades, portagens nas pontes e nas estradas, tudo tem, bem considerado, um lado romântico e saudosista: remete-nos para a Idade Média, quando o mercador pagava ao nobre terra-tenente ou potentado da cidade para ter o privilégio de atravessar o domínio ou entrar no burgo. Havia, é certo, a feira franca - mas as feiras estão hoje em decadência, a golpes de taxas das municipalidades e fiscalizações da ASAE.


O nédio edil Costa encaixa bem no papel de duque de Lisboa, versão séc. XXI, com o palavreado da defesa do ambiente e combate ao CO2 a dar a borradela do progresso das boas causas.


Um duque socialista - a modernidade dá muitas voltas. E também um daqueles do jogo da bisca.

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Instigações

por João Monge de Gouveia, em 29.11.11

Confesso que estou farto de ver pessoas a pedirem demissões de ministros por tudo e por nada (e não me estou a referir ao post infra).

 

Confesso que estou farto de ver bloggers com a mania que são os donos da razão a criticarem tudo e todos e a instigarem violências, a dizerem mal da policia, a acusarem agentes policias de serem criminosos, quando sabemos que há muitas pessoas que vão a manifestações apenas e só para provocar os policias, tentando que estes percam a cabeça. Estas pessoas é que são os verdadeiros criminosos, estes e quem os instiga através da comunicação social e através de blogs (sem links que não faço publicidade a quem não a deve ter).

 

Se algum policia for acusado de violência que o seja com razão, mas também que quem provoca e instiga a violência, as manifestações, as revoluções etç... seja acusado e levado à justiça!

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Os corta-Cabeças

por João Monge de Gouveia, em 29.11.11

É engraçado!

 

O Correio da Manhã publicou ontem uma noticia que referia que o Ministro Mota Soares tinha substituído a sua "vespa" por um carro de 86 mil euros, e que teria sido o próprio a ir levantar a viatura.

 

Vieram logo os corta cabeças do regime pedir a demissão do Ministro.

 

Afinal, veio-se a saber que a história não era bem aquela que o CM contava e que o próprio jornal já tinha até publicado uma noticia anteriormente sobre estas viaturas.

 

Enfim! quando os jornais se preocupam mais em publicar títulos sensacionalistas do que propriamente informar as pessoas é o que dá.

 

Depois queixam-se que ninguém acredita nos jornais e que não vale a pena comprar.

 

Pena tenho eu, que tantos bloggers e comentadores que se acham sempre os paladinos da verdade, não se esclareçam totalmente antes de falar.

 

 

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Iniquidade 2

por João Monge de Gouveia, em 29.11.11

Não posso deixar de concordar com o Nuno no que aqui diz.

 

De facto, algo vai mal quando um País deixa de salvar vidas, ainda por cima se essa situação já se arrasta há quase um ano.

 

Em Julho de 2011, o DN dizia o seguinte:

 

"Fernando Regateiro, presidente do Conselho de Administração dos HUC, adiantou à agência Lusa que essa é a via encontrada para desenvolver soluções para o futuro, e superar um constrangimento desde a saída de Emanuel Furtado, que coordenou durante alguns anos a equipa que fazia esses transplantes. Quando aquele cirurgião decidiu, no início do corrente ano, prosseguir a sua carreira no Instituto Português de Oncologia nenhum membro da sua equipa foi capaz de assegurar a continuidade da transplantação, porque "não houve formação, não houve preparação de alternativas", explicou"

 

O que há a lamentar é a perda de uma vida, e isso nenhum governo pode permitir!

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Da iniquidade

por Nuno Santos Silva, em 29.11.11

Algo está mal quando um país escolhe deixar de salvar vidas.

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Frenologia política

por José Meireles Graça, em 29.11.11

Estava a ver uma reportagem sobre Durão em Washington a dizer as coisas que diz e lembrei-me que aquela falta de sobrancelhas é, e sempre foi, um péssimo sinal; e que a careca à estarola de Van Rompuy tem um significado ostensivo.


Pareceu-me haver neste lampejo alguma coisa a explorar. E não foi preciso cogitar muito para me lembrar da barbela gordurosa de Guterres, que dizia tudo o que valia a pena saber sobre o homem; e ainda do nariz volumoso de Sócrates, que sempre deu nas vistas pelo contraste com o resto da cara, assinalavelmente regular.


Estava aparentemente às portas de uma linha de raciocínio que seria porventura útil explorar. Mas Obama falou. E Obama não tem defeitos físicos visíveis - lá vai a teoria neo-lombrosiana pelo cano.


Mas talvez não: Obama faz discursos memoráveis e inspiradores, ao mesmo tempo que vai enterrando o seu país em despesa pública, dívidas e intervencionismos sortidos.


Isto só seria possível a um indivíduo precisamente com aquelas características - olha para o que eu digo, não olhes para o que faço.


Volta, Cesare Lombroso, que as tuas teorias, devidamente revistas para aplicação aos próceres da governação, ainda têm muito para dar.

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Shock and awe

por José Meireles Graça, em 28.11.11

Andam por aqui na blogosfera, nos jornais, nos cafés, no resto do espaço público e até mesmo, em casos extremos, dentro de nossas casas, umas pessoas aparentemente iguais a quaisquer outras, que, se deixadas falar, nos tentam convencer dos benefícios do mercado livre, dos Estados magros e dos impostos moderados.


Desenganem-se - a aparente normalidade não é senão um disfarce: na realidade os seus ídolos secretos são monstros como Milton Friedman e criminosos como Ronald Reagan e Margareth Thatcher.

 

Esta gente, se insidiosamente conseguisse chegar ao Poder, inauguraria uma era de guerras, perseguições e torturas horrendas.


Esta história oculta, incluindo filmagens secretas que almas sensíveis devem evitar, está a ser corajosamente divulgada por alguns internautas mais amigos da Liberdade - ver aqui.

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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