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Como era mesmo? Ah! "Milhões da treta"...

por Nuno Santos Silva, em 31.10.11

Standard Liège faz ultimato ao FC Porto

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Um Novo Momento Constituinte

por Filipe Santos, em 31.10.11

Deixo-vos o texto que escrevi e publiquei no Alternativa e Responsabilidade:

 

 

As ventanias que perpassam a Europa são consequência do Ocidente ter, há muito, perdido competitividade e ter alienado boa parte da sua capacidade produtiva. Brevitatis causa, o Ocidente foi acumulado dívida, enquanto a China se transformou na “fábrica do mundo”.

 

Em Portugal vivem-se esses mesmíssimos problemas, só que numa dimensão incomparavelmente maior. As dificuldades europeias colocam-se em Portugal por ostensiva maioria de razão. E é por isso que o país está a ser “assistido”, nos termos do programa da “troika”, que é como quem diz, em linguagem médica, Portugal está nos “cuidados intensivos”, com “prognóstico reservado”.

 

Em face da situação, o país tinha de «mudar de vida», como todos intuíamos. Para cumprir com o luterano “programa da troika” era inevitável que os portugueses perdessem poder de compra. Pois tanto o corte em despesas como o aumento da carga fiscal teriam inelutavelmente essa consequência. Em certa medida, a realidade impôs-se.

 

Sucede que as medidas previstas na proposta de Orçamento de Estado (O.E.) para 2012 evidenciam que o Governo, para ultrapassar o problema, pretende trilhar uma verdadeira «desconstrução de país», tal como hoje o conhecemos. O que está em curso promete não deixar “pedra sobre pedra”. Ao cabo e ao resto, programa-se fechar um ciclo económico (aberto no pós-25 de Abril) e iniciar outro, que assente menos no papel do Estado, que o diminua e até, mesmo, que o empobreça. O que, claro está, implicará grandes mudanças económicas e, até, sociais na sociedade portuguesa.

 

Sabemos, pois, de onde vimos e como aqui chegámos. E convenhamos que o caminho prosseguido nas últimas décadas permitiu demasiadas injustiças e desequilíbrios. Mas, sejamos honestos, não sabemos, com tantas mudanças em curso, o que será Portugal daqui a uns anos. Tal como quando da “revolução de Abril”, muita coisa volta a estar em jogo. Os portugueses estão a viver um novo momento Constituinte.

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Coelho + Portas = Sócrates

por Nuno Santos Silva, em 31.10.11

Passos Coelho anda a vender computadores "Magalhães" ao México e Paulo Portas negoceia com Chavez.

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O pequeno-almoço dos querubins

por José Meireles Graça, em 31.10.11

"Os nossos políticos não são nem mais nem menos honestos do que os de outros países. Como sempre, é a ocasião que faz o 'ladrão'. O problema é estrutural. E ele tem a ver com uma cultura de promiscuidade entre as empresas privadas e o Estado. Que tem dois sentidos. Um Estado permeável a todas as pressões - veja-se o tratamento de exceção fiscal que continua a ser dado à banca - e um sector empresarial pendurado no Estado. Se lermos os contratos das Parcerias Público-Privadas - recomendo mais uma vez a leitura de "Como o Estado gasta o nosso dinheiro", do juíz do Tribunal de Contas Carlos Moreno - e se analisarmos os processos de privatizações (sobretudo a de empresas que detêm monopólios naturais), percebemos como a nossa elite económica mantém a sua tradicional cultura rentista. Nunca quiseram menos Estado. E não é agora que o vão querer. Querem é o Estado fraco, permeável a pressões e anorético para os cidadãos."


Excepto pela ortografia e pelo acento tónico posto num detalhe ou outro - a excepção fiscal da banca, além de ser uma lenda, ignora o facto de a banca repercutir nos clientes, com mais facilidade do que qualquer outro sector, os impostos que suporta; o sector empresarial pendurado no Estado não é a totalidade do sector empresarial, longe disso - poderia subscrever este texto.


E como o autor reconhece que na mecânica da relação entre o poder político e os poderes fácticos há problemas estruturais (isto é, tradição, hábitos e práticas - numa palavra, cultura) então a conclusão lógica deveria ser que, quisermos um Estado menos permeável à corrupção, o caminho óbvio é pôr o Estado fora da economia, até aos limites do possível.


Não é essa, infelizmente, a conclusão do autor. Pelo contrário: imagina que, conservando nas mãos públicas uma larga fatia do aparelho produtivo ou de serviços, ou até aumentando-a, e melhorando o edifício legislativo, o problema fica consideravelmente reduzido. E para operar estas mudanças benfazejas (mas isto sou eu a fazer a Daniel Oliveira um processo de intenção), nada como um pessoal político isento, sério e dedicado à causa pública.  Esse pessoal, porém, não está na Direita; está no BE e, presume-se, no PCP.


A Direita, como é geralmente sabido, come o pequeno-almoço das criancinhas. A Esquerda, ninguém ignora, tem um par de asas nas costas. 

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É isto um Governo?

por Nuno Santos Silva, em 31.10.11

«Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras»

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Os bufos fiscais

por José Meireles Graça, em 31.10.11

No nosso País há três estratégias de poder: uma, do PCP e do BE, quer cavalgar o descontentamento, incluindo dos militares, para criar as condições para a Revolução; outra, do PS, espera que com a casa pública arrumada mas o País em cacos, lhe caia a herança nas mãos em devido tempo, após o que a "Europa", de uma maneira ou outra, pagará o pato; a terceira é a do Governo, que espera que, se o País recomeçar a crescer depois de o défice público (não a dívida) estar eliminado, ou até antes se houver receptividade da parte dos credores, poderá renegociar a dívida e cavalgar o prestígio de nos ter retirado do buraco.


Acho que o Governo não vai conseguir porque o endividamento (não apenas o nosso) foi longe de mais - o serviço da dívida anula quaisquer possibilidades de crescimento. O Euro, além de o ter permitido ao criar uma cortina de fumo que obscureceu a visibilidade da gestão desastrosa do nosso e de outros países, gerou uma dinâmica infernal, impedindo que os países utilizem a moeda para se ajudarem a si mesmos.


Desejaria não ter razão - nada há a ganhar com o insucesso, e ainda muito a perder: a perspectiva de ao desemprego, aumento de impostos e insatisfação generalizada se juntar a rua vermelha não é exactamente aliciante; como não o seria juntando o PS, a tentar fazer uma gestão de parcimónia para a qual não tem nem convicção, nem competência, nem pessoal.


Entretanto, conviria manter a cabeça fria: ninguém sabe onde estão os limites para o que os Portugueses podem ainda pagar. Mas não só esses limites não devem andar longe, se é que não foram já ultrapassados aqui e ali, como o ridículo, em impostos como noutra coisa qualquer, mata.


E esta medida é ridícula. O bom do Vítor Gaspar precisa de arranjar dinheiro, eu sei; mas também precisa de não alienar aquela parte da população sem a qual não estaria lá, com medidas que não renderiam nem um décimo do que iria custar o aparelho para as pôr em prática.  

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Os novos cruzados

por José Meireles Graça, em 30.10.11

Especialistas querem Lei do Tabaco "mais restritiva"

 

 

Lourdes Barradas será talvez uma excelente senhora. E está preocupada com a minha saúde, o que me deixaria grato se Lurdinhas não quisesse corrigir os meus maus hábitos a golpes de impostos, proibições e martelanço dos ouvidos.


Suspeito que Lourdes deve ter falta de exercício; e alguns maus hábitos alimentares, senão alguns vícios ocultos, tudo com consequências negativas para a saúde, a requerer medidas legislativas urgentes das abundantes Lurdes deste mundo. Mas realmente não sei: da vida de Lourdes, da saúde de Lourdes, e das opiniões de Lourdes, quero distância.

 

Porque Lourdes é perigosa: ela (e a maioria da população, cá e em toda a parte), acha que o vício dos outros deve ser proibido e reprimido. Não é que lhes falte respeito pela liberdade dos outros em causa própria; é que o respeito acaba desde que a exerçam.


Olha, Lurdes, estou com Pessoa, que morreu cedo: Enquanto o Destino mo conceder continuarei fumando. E o que verdadeiramente penso das tuas opiniões, além do que já disse, não desvendo, por pudor. 

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A mecânica invisível do progresso

por José Meireles Graça, em 30.10.11

Ele há tipos que acham e demonstram que, na ecologia de uma economia equilibrada, os muito ricos desempenham, não o papel que os predadores de topo desempenham na natureza, mas o de fornecer o solo e as sementes sem as quais o progresso material abranda. Isto porque não se imagina o Estado a produzir um Bill Gates ou um Steve Jobs.


Não é bem assim que ele diz, e não diz só isto. Mas mesmo quem ache por intuição que se tirarmos aos ricos e dermos aos pobres ficam todos remediados só tem a perder 9 minutos para, se tiver um espírito aberto, nele deixar que se insinue a dúvida, ao menos em matéria fiscal.


A economia é uma ciência social maldita: o que parece não é, o que é não parece, a intuição é traiçoeira e a generosidade pública má conselheira. Pena que os acampados de Wall Street não conheçam as teses deste jurista e professor de carreira e prefiram as homilias a sangrar justiça social por todos os poros do multimilionário Michael Moore. 

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Abrir os olhos

por Nuno Santos Silva, em 28.10.11

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Extra: Direita descobre que afinal a Noruega faz parte da União Europeia

por Nuno Santos Silva, em 28.10.11

Há muitos países da União Europeia, cito a Holanda, a Noruega, a Inglaterra, que só têm 12 vencimentos

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"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




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