Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Sempre Seguro?

por João Monge de Gouveia, em 31.08.11

Tudo no mesma no reino Socialista.

 

Passaram para a oposição, mas as gaffes continuam uma constante.

 

«O Governo faz o contrário. Exige a quem mais tem e a quem mais ganha». António José Seguro propôs esta terça-feira uma sobretaxa de 3,5% para lucros acima de 2 milhões de euros, mas acabou por baralhar-se nas declarações aos jornalistas, recheando a sua intervenção de gaffes e contradições.

Sobre os sacrifícios que o Governo exige aos portugueses, o líder do PS acusou o Executivo de «exigir a quem mais tem e a quem mais ganha», o que para António José Seguro demonstra uma «ausência de insensibilidade social».

Autoria e outros dados (tags, etc)

20 anos de Achtung Baby

por Nuno Santos Silva, em 30.08.11

Autoria e outros dados (tags, etc)

Contra os ricos marchar marchar

por José Meireles Graça, em 30.08.11

Apesar da caução de Henrique Raposo, aqui, este artigo de Tiago Mendes deixa-me algumas perplexidades. São elas:


i) Abre com a afirmação de que "Contra a necessidade de mais impostos - sobre os 'ricos', no debate público, desde que Warren Buffett lançou o tema, logo após os tumultos em Londres e na Alemanha - está, em Portugal, essencialmente o argumento de que será mais uma forma de adiar a necessária redução da despesa."


Este argumento é de facto recorrente; daí a deixar implícito que é o único verdadeiramente a ter em conta vai um passo maior do que as pernas - do que as minhas, pelo menos, conforme abaixo tento evidenciar.


ii) "Os impostos que menos perturbam a criação de riqueza incidem sobre stocks  (património) e não fluxos (rendimentos)."


É pacífico que os bancos portugueses estão descapitalizados e que, por isso, não estão a cumprir o papel que lhes caberia de financiar o investimento privado e a produção de bens transaccionáveis, nomeadamente no sector exportador. Ao transferir mais recursos para o Estado (os impostos serão pagos em dinheiro, não pela dação em pagamento do património em si) assume-se que o Estado fará uma aplicação dos recursos socialmente mais útil do que a fariam os esbulhados. Peço desculpa por não estar convencido disso - sem adiantar argumentos, por também não ver adiantados nenhuns para sustentar a afirmação que me causa engulhos.


iii) "O problema fundamental de qualquer 'imposto sobre os ricos' é que eles têm uma base de incidência relativamente baixa, apesar da 'notoriedade' dos rendimentos e património de quem os pagaria. Isto não quer dizer que eles não possam ser implementados, mas reforça a ideia de que não é por aí que se resolverão os problemas financeiros graves do país."

 

Eu tenho outra objecção, que não de ordem prática, à taxação da riqueza patrimonial porque sim. E é a de que, se a origem da riqueza é legítima (e se o não for não estamos a falar de regimes fiscais mas de criminalidade) então todos os bens suportaram e suportam todos os impostos em vigor à data da aquisição e durante a fruição. E como, uma vez que só podem ter como origem ou herança, ou doação, ou ganhos decorrentes de mais-valias, lucros e rendimentos do trabalho e outros que não foram consumidos mas investidos, penalizar isto é cravar uma faca nas costas dos que quiseram deixar bens aos seus descendentes e por isso deixaram de consumir; é enviar uma mensagem clara aos que retraem o consumo, mesmo que apenas de bens sumptuários, para o mesmo fim; e é desincentivar o investimento porque a comunidade, que nunca participou dos riscos, quer participar acrescidamente dos resultados se estes forem volumosos.

 

Finalmente, mesmo na toada prática que é a do artigo, alguém sabe quanto dinheiro de Portugueses está no exterior a salvo da longa mão predatória do Estado? Deve ser muito. E com os Warren Buffetts deste Mundo - será cada vez mais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

1848, 1917 e assim

por José Meireles Graça, em 30.08.11

    

Li o Manifesto com atenção, mas não valia a pena: está tudo na primeira frase. Porque o que os promotores  defendem é uma legitimidade alternativa à democracia representativa. 

 

Os que não vão à rua, não se manifestam com cartazes, bandeirolas, musiquetas de protesto, marchas,  passeios e todo o restante folclore da agit-prop, são, já se sabe, reaccionários; e seriam reaccionários  fascistas se, por acharem estar a democracia representativa em risco, fossem também à rua gritar palavras de ordem. 

 

Vão à vossa manif, vão, que "a actual governação assenta numa falsa democracia em que as decisões estão  restritas às salas fechadas dos parlamentos, gabinetes ministeriais e instâncias internacionais." 

 

Os que lá não vão estar escolheram esta falsa governação; e são uma larga maioria.

 

Mas tenham paciência: tempos igualmente difíceis foram grávidos da vossa Revolução; estes que vivemos estão também prenhes de alguma coisa. Mas não será de um aborto.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Momento mãe babada

por Sophia Caetano Martin, em 30.08.11

Vocês todos me desculpem. Eu sei que este blog não é bem para estas coisas, mas eu estou quase a explodir com esta nova conquista do meu pequenote: chamou-me, já mais do que uma vez, "Mamama"!!!

 

Enfim, alegrias de mãe de primeira viagem.

 

Obrigada pela vossa paciência e compreensão; a emissão habitual seguirá dentro de momentos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Asneira impune

por José Meireles Graça, em 29.08.11

Só o título já é um programa: Riqueza impune, realmente!


Sim, que ser rico, não é verdade?, só é possível pelo roubo, o esbulho, a vigarice e toda uma longa teoria de pecados mortais.


O resto do artigo não desmerece: Segundo Palma, o movimento nos EUA e na França de alguns endinheirados a pedirem ao Estado que os taxe é "sinal dos tempos e do domínio do poder económico sobre o poder político."


Se amanhã, num irreprimível acesso de loucura colectiva, numerosas personagens do mundo do crime pedirem ao Estado que os enclausure, cuidado! - que isso será sinal de o crime organizado estar a tomar conta das nossas sociedades.


A tua lógica, Palma, é assim (como hei-de dizer?) um bocadinho ilógica. E continuas: "Dificilmente os sistemas financeiros e a Democracia sobreviverão enquanto perdurarem essas zonas de impunidade absoluta." (as zonas são os paraísos fiscais).


Os sistemas financeiros têm, presumo, uma opinião um tantinho diferente; e a Democracia há-de aguentar-se: afinal aguenta há muito sem grandes dificuldades uma razoável porção do eleitorado com as tuas opiniões - aí uns 20%.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A riqueza ilusória

por José Meireles Graça, em 29.08.11

Henrique Raposo compara aqui a fortuna de Amorim e a dívida do SNS - são e não são quase iguais.


São porque a diferença é pequena; não são porque se se confiscasse a fortuna de Amorim para o fim de pagar a dívida as acções de que é titular pouco mais valeriam do que o papel em que estão impressas e o valor dos restantes activos despencava.


Raposo sabe disso - por isso brinca; não falta quem no PCP e no BE saiba disso - apenas finge não saber.


Mas boa parte do eleitorado não sabe - e é isso que dói e é essa ignorância o verdadeiro fonds de commerce da Esquerda.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Posso responder? Posso?

por Helena Costa Cabral, em 29.08.11

A resposta à pergunta colocada por Seguro na Madeira é bastante simples e directa:

 

Quem vai pagar os resultados da "irresponsabilidade" do governo regional madeirense são precisamente os mesmos que vão pagar a dívida colossal exponencialmente aumentada durante os anos de governação socialista.

 

Senhor Seguro, também aqui no "Contenente" nascem bebés já com facturas para pagar em resultado das acções do seu partido quando esteve no poder.

 

Com isto não quero desculpar a situação nas Regiões Autónomas cujo descontrolo das contas é inqualificável, mas dificilmente um socialista tem legitimidade para se mostrar escandalizado com essa situação, excepção feita ao grande Rómulo Machado.

 

Pessoalmente, acho que o PS deveria respeitar um período de nojo durante o qual as únicas declarações se limitariam ao silêncio ou a um pedido de desculpas reiterado a todos os portugueses. Sonhar com isto e com a prisão de Sócrates não é pecado...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Das escutas

por Nuno Santos Silva, em 29.08.11

Os mesmos jornalistas que se queixam, e bem, de ser ilegalmente escutados, são os mesmos que acham, e mal, ser legítimo escutar (nem que seja por interposta pessoa) outras pessoas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Uma questão de lógica

por Nuno Santos Silva, em 29.08.11

5% dos contribuintes pagam 60% de todo o IRS cobrado.

A Direita diz que isso ilustra que "os ricos" já pagam a crise.

A Esquerda diz que isso demonstra que os salários dos trabalhadores estão esmagados.

Já agora, penso que os novos impostos a ser lançados sobre o "dinheiro dos ricos" não abrangerão as mesmas realidades hoje taxadas...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/21



"Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, modas, maneiras, pilhérias, tudo vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..."
Eça de Queiroz, in Os Maias




Comentários recentes

  • Swonkie

    Olá :) Enviamos um convite para o teu email. Caso ...

  • silva

    Como é possivel não cair! Se a corrupção que segun...

  • silva

    Como é possivel não cair! Se a corrupção que segun...

  • batidasfotograficas

    Para terem mais tempo para a família! Seria bom qu...

  • Tiago Sunzu

    Obrigado pelo seu comentário construtivo e com tan...




Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D






+18314 até 8.8.11 no Blogspot

subscrever feeds